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3/10/2020

Com proposta pedagógica inovadora, escola desenvolve vocabulário próprio

As palavras, já existentes no dicionário brasileiro, ganham novos sentidos e substituem colocações tradicionais para se adequar ao novo perfil dos jovens

As constantes e mais frequentes evoluções na sociedade imprimiram um novo jeito de pensar e interagir. Mais dinâmica, a forma de educar precisou acompanhar as transformações e se adaptar aos alunos que, já nascidos neste novo cenário, se relacionaram de maneira bem diferente dos jovens de 30 anos atrás. O modelo educacional focado em formar pessoas aptas a realizar tarefas já pré-estabelecidas deu vez a diálogos com outras culturas e acesso a informação, seja estas por meio receptivo ou ativo, com a própria produção e compartilhamento de conteúdos.

“No cenário em que vivemos, não basta simplesmente operacionalizar informações, é preciso ser produtor de novas ideias e propostas rápidas e assertivas, que tenham significado no cotidiano das pessoas, trazendo soluções práticas e eficazes”, afirma Luizinho Magalhães, diretor geral da Escola Luminova, rede de escolas inaugurada no final de 2018 em São Paulo e Sorocaba e voltada para os públicos das classes B e C. “A inteligência humana que já protagonizou debates e estudos nas décadas de 80 e 90 compartilham espaço com as inteligências emocionais que colaboram para o desenvolvimento de uma nova, a artificial”, completa o educador.

Se relacionar-se passou a ser um desafio, ficou a cargo da escola se reinventar. Não mais vendo o aluno como um agente passivo, mas sim um cliente ativo do ciclo escolar, a Luminova repensou, já no lançamento da unidade, uma nova forma de educar. Com uma dinâmica em sala de aula que favorece a comunicação entre alunos e os incentivam a trocar experiências e saberes, a sala de aula, aqui chamada de LabSpace, recebe a Squad, ou no popular, turma de alunos. Cada uma define sua identidade comum, criando uma bandeira, um hino e agregando objetos de representatividade do coletivo.

A ideia por trás desta pequena mudança passa longe, aos desavisados, de uma brincadeira. “O objetivo é mudar todo o sentido que foi empregado à palavra. Sala de aula é onde o professor detém o conhecimento e compartilha. Para a Luminova, o conceito é outro, é que este espaço se torne um laboratório de descobertas”, explica Magalhães. Outras novas palavras surgiram no vocabulário dos estudantes da rede, como as steps. Traduzido para o português literalmente como ‘passo’, tem em si a ideia de que para se percorrer qualquer jornada, é sempre necessário um passo de cada vez. As disciplinas, assim, são os passos que devem ser percorridos pelos estudantes para que eles cumpram sua jornada de aprendizado dentro da escola.

E a lista segue com novos termos. Para interagir e unir os estudantes, a rede propõe ações como a Luminova League, um campeonato esportivo que acontece duas vezes ao ano entre os estudantes das squads; a Luminapalooza, uma mostra das produções dos alunos ao longo do trimestre, com festa das tradições populares e momento em que toda a família pode assistir e; a Lumi English Lab, um evento em que ocorre vivências e práticas do uso da Língua Inglesa de forma lúdica e divertida, também aberta à família.

“É importante ter em mente que a escola é voltada para os alunos e não para o professor, então, o plano tem que ser focado em quem vai aprender. Respeitamos as diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), alinhando nossa metodologia com as habilidades do século 21 e, assim, formando jovens capazes de criar, interpretar e atuar de forma propositiva na sociedade”, conclui o diretor da rede. Descontração a parte, o projeto pedagógico da escola se materializa dia após dia nas práticas e nos ambientes moldados para os alunos de hoje.

Sobre Luminova
Com o objetivo de democratizar o acesso a educação de qualidade e promover o crescimento humano e ascensão social, a Luminova, rede de escolas do grupo SEB -Sistema Educacional Brasileiro- inaugurou no final de 2018 as primeiras unidades, em São Paulo e Sorocaba. Projetando expansão por meio de franquias e voltada para os públicos das classes B e C, que representam um contingente de cerca de 42 milhões de crianças e jovens em idade escolar, a Luminova achou um terreno fértil para investir, já que apenas 15% da rede privada atende tal fatia. A mensalidade low cost -de baixo custo-, é possível devido a alta eficiência na gestão escolar, que otimiza tempo, trabalho e estrutura física.

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