ROBERTOLOGIA EM DESTAQUE

1/15/2020

Roberto Carlos em alta na moda em 2020

Roberto Carlos já enalteceu vários personagens em suas composições, já descreveu algumas características pessoais, falou da religiosidade, das inúmeras formas de amor, da natureza, da família, da amizade, entre outros temas. Falta em seu repertório dedicar uma canção a cor azul


Por: Carlos Marley

A Pantone, empresa americana de consultoria de cores, famosa por divulgar as nuances que prometem ser hit e conquistar o público, elegeu no dia 4 de dezembro passado o “classic blue” como a tonalidade que será tendência em moda, design e cultura no ano de 2020.

Roberto Carlos propagou em uma das suas canções que “O amor é a moda”. Agora a Pantone chegou à conclusão que o azul é a tonalidade do sucesso.

O azul é cor mais presente ao nosso redor. Basta olhar para o céu e observar o mar. Olhando do espaço a Terra é azul.

Há décadas o azul faz parte do catálogo das cores preferidas do rei. Essa cor é uma presença constante em suas peças de vestuários e outros componentes, inclusive as canções do seu repertório estão salpicadas de pingos azuis.

Roberto Carlos já enalteceu vários personagens em suas composições, já descreveu algumas características pessoais, falou da religiosidade, das inúmeras formas de amor, da natureza, da família, da amizade, entre outros temas. Falta em seu repertório dedicar uma canção a cor azul, que tanto aprecia. Poderia aproveitar a onda azul de 2020 e compor uma canção que explorasse todo o universo da cor azul, como seus aspectos positivos e as suas múltiplas utilidades. Essa canção poderia ser intitulada “O azul é a moda”.

Desenvolver esse tema não seria difícil para o rei. Sei que é utopia que isso venha acontecer, mas sonhar é permitido. Na impossibilidade de dar-se ao trabalho de compor uma canção com essa temática, poderia escolher entre as inúmeras canções que tratam desse tema a que combinasse com seu estilo musical e a sua maneira de pensar.

Vejo na música popular brasileira duas canções que seriam perfeitas para a sua voz e o seu estilo musical. A primeira seria Vesti azul (Nonato Buzar, 1967), inclusive o rei chegou a interpretá-la em um programa de rádio de São Paulo. Essa canção foi um grande sucesso na década de sessenta na voz de Wilson Simonal (1939 – 2000). Outra que cairia bem na voz do rei seria a canção Azul (Djavan, 2005), que tem uma linda letra e uma interpretação irreparável do seu autor, pra ficar só nessas duas.

Confira abaixo algumas canções do repertório do rei, onde encontramos alguns pingos azuis em suas letras.

Águia bonita que voa no espaço/ Aqui da Terra vejo passar/ Riscando o azul, dourado traço/ Linha ascendente no ar: “Águia dourada” (1987);

Não é possível que no fundo do seu peito/ Seu coração não tenha lágrimas guardadas/ Pra derramar sobre o vermelho derramado/ No azul das águas que você deixou manchadas: “As baleias” (1981);

As nuvens brancas se escureceram/ E o nosso céu azul se transformou: “As flores do jardim da nossa casa” (1969);

Um dia a areia branca/ Seus pés irão tocar/ E vai molhar seus cabelos/ A água azul do mar: “Debaixo dos caracóis dos seus cabelos” (1971);

Mas quem sabe se ela está/ Desfilando agora pela zona sul/ Tão bonita dentro de um vestido azul: “Lua nova” (1984);

Enxugue a lágrima, não chore nunca mais/ E olha que céu azul, azul até demais: “Não quero ver você triste” (1965);

O nosso encontro será sob a luz/ De um milhão de estrelas/ E no azul mais bonito que um dia/ No céu já se viu... / Eu estarei vestindo aquele jeans/ Que você bem conhece/ E o que resta de azul da camisa/ Das festas de Abril: “O encontro” (2003); 

Não deixem/ Que o azul do céu se inflame/ E o sangue de inocentes/ Se derrame: “Paz na terra” (1985);

Que é o mesmo que contar/Com um conta-gotas/ Quantas gotas tem o azul do mar: “Quando digo que te amo” (1996);

De que vale o céu azul e o sol sempre a brilhar/ Se você não vem e eu estou a lhe esperar: “Quero que vá tudo pro inferno” (1965);

Tudo bom, tudo belo/ Tudo azul e branco, verde e amarelo.../ É a camisa que eu visto Verde e amarelo/ Azul e branco também: “Verde e amarelo” (1985);

Abrimos uma exceção para um grande sucesso em outro idioma na voz do rei:

Un gatto nel blu guarda le stelle (um gato no azul olha as estrelas)/ Non vuol tornare in casa senza te (não quer voltar pra casa sem ti).../ Un gatto nel blu ecco che tu (Um gato no azul, eis que tu)/ Spunti dal cuore mio caro amoré (surges do coração, meu caro amor: “Un gatto nel blu” (1972 lançamento original em compacto simples e 1976 LP/CD).

Um sonho azul para todos!

Quero Que Vá Tudo Pro Inferno - Roberto Carlos 2016

1 comentário:

  1. Amigo Marley, parabéns pela matéria e pela ideia. Na verdade, depois de tudo a que cantou, só falta mesmo o NMQT cantar uma dedicada à cor azul. A propósito, Fafá de Belém sem querer fez um hino paralelo da torcida do Sport Lisboa e Benfica, com a canção "Vermelho", cor do clube, que a convidou a interpretar a música no Estádio da Luz em coro com mais de 60 mil torcedores. Desde então, a luso-brasileira tem sido convidada para criar canções com as cores de outras torcidas. Bem que o Roberto podia criar uma sobre a cor azul. A malta do Futebol Clube do Porto ia gostar. Um abraço azul!

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