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1/14/2020

Em que casos há a necessidade de retirar ou trocar a prótese de silicone?



A retirada da prótese é simples, mas a modelação da nova mama pode ser demorada, dependendo de cada caso.


São Paulo – janeireo de 2020 - Recentemente uma grande fabricante de próteses de silicone fez um recall e isso preocupou muitas pessoas, uma vez que os seios fartos fizeram parte do padrão de beleza feminino durante muito tempo. Mas realmente é necessário trocar a prótese de silicone a cada década? “Não necessariamente. Estatísticas mostram que com o passar do tempo aumentam as chances de problemas com as próteses como contratura capsular (endurecimento de uma cápsula que o organismo forma ao redor das próteses, deixando-as duras e às vezes dolorosas) ou mesmo a sua ruptura. Após 10 anos, a incidência destes acontecimentos aumenta, mas pode ser que nada nunca aconteça. O recomendado hoje é realmente trocar entre 10 e 15 anos”, explica a cirurgiã plástica Dra. Beatriz Lassance, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, da ISAPS (International Society of Aesthetic Plastic Surgery). “Mas no caso de problemas com a prótese, há necessidade de trocar ou retirar o implante. O tipo de cirurgia indicada depende de cada caso”, explica a médica.


De acordo com a cirurgiã, no caso de contratura capsular, a prótese deve ser trocada e podem ser feitas incisões na cápsula para deixá-la mais maleável ou mesmo retirar a cápsula que se formou ao redor das próteses. “Se a paciente está satisfeita com tamanho e forma das mamas e necessita a troca por problemas com a prótese, a cirurgia pode ser feita pela mesma cicatriz da primeira intervenção e o implante é trocado. A cápsula é retirada ou incisada, e uma nova prótese de tamanho igual ou maior é colocada”, explica a Dra. Beatriz.


No caso de a paciente ter glândula mamária e desejar diminuir o tamanho, a prótese pode ser retirada, mas será necessário retirar pele também para deixar a forma bonita. “Nesse caso, as cicatrizes serão inevitáveis, como a de T invertido, por exemplo. É o que chamamos de mastopexia”, afirma a médica. Se a quantidade de glândula é pequena, ou seja, se a mama era muito pequena antes da primeira cirurgia, uma prótese se faz necessária para dar forma e volume. “Pacientes que não desejam mais a prótese podem optar em apenas retirá-las mas tem que ser muito bem conversado com o médico sobre a expectativa do resultado final. Podemos ainda tentar preencher a mama com enxerto de gordura; o resultado não é tão previsível quanto o da prótese e pode ser necessária mais do que uma cirurgia para obter o resultado esperado”, diz a médica, que completa: “a retirada da prótese é simples, mas a modelação da nova mama pode ser demorada, dependendo de cada caso.”


Segundo a especialista, a cirurgia de mamas deve ser feita por cirurgião plástico. “Podemos avaliar cada caso e junto ao paciente decidir qual a melhor solução. O tamanho da cicatriz depende da quantidade de pele a ser retirada. Lembrando que se a paciente optar por retirar a prótese, haverá com certeza sobra de pele. A pele está adaptada para determinado volume, que quando retirado, não há retração deste tecido, e há flacidez da mama. Como um balão que quando esvaziado, não retorna à forma inicial”, diz a médica.


Com relação às contraindicações desse procedimento, elas seriam as mesmas de qualquer cirurgia, como alterações clínicas como doenças associadas, infecções ativas e baixa imunidade. “Os riscos também são os mesmos para qualquer cirurgia, como infecção e sangramentos. A cirurgia de colocação ou troca de prótese deve ser considerada como qualquer procedimento cirúrgico e os cuidados pré e pós-operatórios são muito importantes. O cirurgião plástico deve fazer uma avaliação correta e detalhada da saúde do paciente antes da cirurgia, esclarecer detalhadamente todo o procedimento que será realizado e fazer um acompanhamento rigoroso no pós-operatório para minimizar qualquer risco e decepção do paciente”, finaliza a médica.


FONTE: DRA. BEATRIZ LASSANCE: Cirurgiã Plástica formada na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e residência em cirurgia plástica na Faculdade de Medicina do ABC. Trabalhou no Onze Lieve Vrouwe Gusthuis – Amsterdam -NL e é Membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, da ISAPS (International Society of Aesthetic Plastic Surgery) e da American Society of Plastic Surgery. Além disso, é membro do American College of LifeStyle Medicine e do Colégio Brasileiro de Medicina do Estilo de Vida.

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