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9/03/2019

Incêndio no Museu Nacional do Rio de Janeiro completa 1 ano e traz reflexão sobre medidas de segurança


Associação Brasileira de Sprinklers (ABSpk) explica a importância do aparelho para evitar incêndios como o que ocorreu no Museu Nacional, que destruiu parte significativa do patrimônio histórico e acervo cultural

Em 2 setembro de 2018, um incêndio de grandes proporções atingiu o Museu Nacional, no Rio de Janeiro. A tragédia, que destruiu quase todo o acervo histórico e científico construído ao longo de duzentos anos, poderia ter sido evitada ou minimizada com algumas medidas de segurança. 

Além dos diversos erros apontados pelos especialistas que avaliariam o caso, como precariedade das instalações elétricas e fiações expostas, o Museu não contava com uma rede de sprinklers, um dos principais sistemas de combate a incêndio disponíveis. Este equipamento é considerado um dos mais eficientes no controle de incêndios, pois combate as chamas ainda no início, evitando que o fogo se alastre no estabelecimento.

“Junto a outras medidas, como saídas de emergências amplamente sinalizadas, extintores portáteis e hidrantes, por exemplo, o sistema de chuveiros automáticos - conhecido popularmente pelos engenheiros como ‘sprinkler’ - ajuda a evitar a perda do patrimônio e, o mais importante, a salvar vidas. É um dos componentes de maior importância de uma rede de combate a incêndio, pois tem a capacidade de inibir a propagação das chamas e, consequentemente, tragédias com incêndios de grandes proporções, como a que aconteceu no Museu Nacional”, explica Felipe Melo, presidente da ABSpk.

O sprinkler é fabricado em latão revestido de uma cobertura resistente a corrosão e possui uma espécie de “gatilho”, um elemento termo sensível, chamado bulbo. O bico do sprinkler é rosqueado a uma tubulação pressurizada e permanece fechado por uma tampa travada pelo bulbo. No interior do bulbo, um líquido se expande a uma determinada temperatura, de maneira que a cápsula seja rompida quando um incêndio for iniciado.

De acordo com Felipe Melo, se instalado de maneira correta e com manutenção em dia, o sprinkler entra em operação automaticamente, liberando água de forma rápida e de maneira circular, atingindo uma área aproximada de 16m², propiciando tempo de fuga para os ocupantes do local. Além do alastramento do fogo, consequentemente, o Sprinkler também ajuda a evitar a propagação de fumaça tóxica e falta de visibilidade.                                                                                                         

Sobre a ABSpk
A Associação Brasileira de Sprinklers, fundada no início de 2011, nasceu com o objetivo básico de fomentar o uso de sprinklers no mercado nacional. Sua função é promover a discussão, bem como implementar ações, no intuito de que todo sistema de sprinkler, projetado, instalado e mantido, no Brasil, seja tratado de maneira técnica, profissional e ética.
Alda Jesus

Sobre a autora

Alda Jesus - Doutorada em Robertologia Aplica e Ciências Afins. Redatora do Portal Splish Splash e do site oficial da Confraria Cultural Brasil-Portugal. Leia Mais sobre a autora...

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