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8/28/2019

Escrita à mão desenvolve funções psicomotoras das crianças

Foto créditos: Freepik 

Estudo mostra que estudantes não têm mais a mesma força e destreza nas mãos como costumavam ter 10 anos atrás

Você consegue se lembrar da última vez que escreveu um texto inteiro à mão? Ou sequer um parágrafo? Com a praticidade dos dispositivos tecnológicos, passamos a redigir textos no computador, fazer anotações rápidas no smartphone ou simplesmente segurar um botão e gravar uma mensagem por voz. Obviamente isso é consequência da tecnologia e facilita as atividades do dia a dia, porém, como os adultos cresceram escrevendo, não é muito difícil para eles segurar uma caneta e redigir algo a mão. Diferentemente do que vem acontecendo com crianças e jovens dessa geração. 

Por já nascerem em um mundo digital e utilizarem telas desde bem pequenos, meninos e meninas estão tendo dificuldades em aprender a segurar um simples lápis ou caneta. É o que mostra um estudo realizado por pediatras e terapeutas da Fundação Heart of England, do Serviço Nacional de Saúde da Inglaterra. De acordo com eles, as crianças que estão indo à escola hoje não têm mais a mesma força e destreza nas mãos como costumavam ter 10 anos atrás - isso porque a habilidade manual fundamental para segurar o lápis ou caneta não foi devidamente praticada, já que essas crianças passam um tempo excessivo em dispositivos digitais e não potencializam suficientemente os músculos dos dedos.

“É mais fácil dar um tablet a uma criança do que incentivá-la a treinar os músculos brincando de recorte e cola, montando quebra-cabeças ou interagindo com objetos desmontáveis. Por isso, eles não estão desenvolvendo habilidades simples como segurar um lápis”, afirma Sally Payne, terapeuta ocupacional pediátrica da fundação britânica.

O coordenador da assessoria de Educação Física, Arte e Pedagógica do Sistema Positivo de Ensino, Davi Marangon, explica que, além de desenvolver habilidade com as mãos, “é por meio dos sentidos e das percepções decorrentes deles que a criança aprende a dominar o seu corpo e a se apropriar do meio cultural em que vive, construindo os instrumentos necessários para se relacionar consigo mesma, com os outros e com o mundo que a cerca”. 

Nesse sentido, Marangon salienta que a Educação Física é extremamente importante, desde a primeira infância, pois, por meio de práticas corporais, desenvolve competências e habilidades cognitivas, socioemocionais e motoras das crianças. Deste modo, o especialista reforça a necessidade de, mesmo com a presença tecnológica e desenvolvimento de habilidades no uso de dispositivos eletrônicos, não deixar de lado as atividades motoras, uma vez que são peça importante em todas as dimensões de desenvolvimento infantil. 

Sobre o Sistema Positivo de Ensino
É o maior e mais tradicional sistema voltado ao ensino particular no Brasil. Com um projeto sempre atual e inovador, ele oferece às escolas particulares diversos recursos que abrangem alunos, professores, gestores e também a família do aluno com conteúdo diferenciado. Para os estudantes, são ofertadas atividades integradas entre o livro didático e plataformas educacionais que o auxiliam na aprendizagem. Os professores recebem propostas de trabalho pedagógico focadas em diversas disciplinas, enquanto os gestores recebem recursos de apoio para a administração escolar, incluindo cursos e ferramentas que abordam temas voltados às áreas de pedagogia, marketing, finanças e questões jurídicas. A família participa do processo de aprendizagem do aluno recebendo conteúdo específico, que contempla revistas e webconferências voltados à educação.
Alba Maria Fraga Bittencourt

Sobre a autora

Alba Bittencourt - Doutorada em Robertologia Aplicada e Ciências Afins. Redatora do Portal Splish Splash e Administradora/Redatora do site oficial da Confraria Cultural Brasil-Portugal. Leia Mais sobre a autora...

4 comentários:

  1. Nobre colega Alba,

    Que falta que faz os cadernos de caligrafia.

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    1. Com certeza amigo Marley, fizeste uma ótima colocação. Sou professora já aposentada, no início de minha carreira fui alfabetizadora por 10 anos e os cadernos de caligrafia faziam parte do material escolar dos meus alunos.

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    2. Menina Albinha, a propósito, recordo-me que quando andava no ensino secundário, tinha a disciplina de Caligrafia que curiosamente era a única que tinha 2 professores. Nela, para além de aprendermos a aperfeiçoar a letra, ainda aprendíamos, com aparos próprios, a escrever em letra Francesa, Inglesa e Gótica que nos podiam ser úteis na profissão. Há muito que tal disciplina deixou de existir. Afinal, já quase ninguém escreve cartas à mão. E até o NMQT, se fosse hoje, cantaria: "Escreva um email meu amor, e mande outro beijo por favor".
      Beijinho. 😉

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    3. É, menino Armindo, foi lastimável que isso tenha acontecido, pois essa disciplina era muito importante. Já estou a imaginar o NMQT cantando "Escreva um email meu amor, e mande outro beijo por favor", eheheheheh... Mas eu ainda prefiro cartas escritas à mão.
      Beijinho.

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