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7/07/2019

Final da Copa América - Brasil campeão! O campeão voltou.


Por: Carlos Alberto Alves

Num jogo em que a arbitragem foi muito contestada, o Brasil derrotou por 2-0 a grande rival Argentina que não se conforma com o trabalho do árbitro. Inclusive, a AFA fez uma minuciosa exposição à Federação Sul-Americana, alegando que não foram marcadas duas grandes penalidades contra o Brasil. Pelo que vimos, apenas nos deixam dúvidas um desses lances, protagonizado pelo meia Artur.

Reclamações à-parte, o Brasil preparado para a final e a Argentina a "contentar-se" com a disputa do terceiro e quarto lugares, tendo como adversário o Chile que perdeu com o Peru. Chile que era favorito, mas que não o comprovou dentro do gramado. Um Peru que surpreendeu o Chile de forma categórica e assim chegou à final.

O BRASIL - PERU - Diz-se, e com toda a propriedade, que cada jogo tem a sua história. Vem isto a propósito dos 5-0 que o Brasil infligiu ao Peru na primeira fase. Um Peru, depois dessa goleada, em ascensão, daí ter chegado a esta final da Copa América.

Logo após o apito inicial do árbitro chileno, o Peru transmitiu a ideia de que ali estava para discutir o jogo-pelo-jogo, enquanto que a defesa brasileira estava, fundamentalmente, com os olhos postos no conhecido Guerrero que, atualmente, representa o Internacional de Porto Alegre. E essa ideia ficou na nossa retina, isto é, o Peru a manietar o meio-campo da "canarinha". Uma marcação com aquele rigor que se impunha. 

A partir dos 13 minutos, a situação começou a inverter-se, com o Brasil a partir para cima e concomitantemente fechando os espaços nas chamadas zonas nevrálgicas, o que até ali não estava acontecendo. E assim aconteceu o primeiro golo apontado por Éverton a cruzamento vindo do lado direito, na sequência de uma jogada fantástica de Gabriel Jesus Um cruzamento (Daniel Alves) com peso, conta e medida, eram decorridos 17 minutos. O terceiro golo de Éverton na Copa América. 

O golo é sempre um importantíssimo tónico e este veio na melhor altura, visto que o Peru estava com autoridade no jogo, pressionando do meio-campo para a frente. Uma tentativa de tomar conta do jogo. Por conseguinte, o golo do Brasil foi, em certa medida, o ideal antídoto. A tal inversão do jogo a que nos referimos anteriormente com efeitos práticos. Mas, o Peru nunca desistiu e, aos 41 minutos, a bola bateu no braço de Tiago Silva, deitado no chão, e o árbitro apontou para a marca de grande penalidade e, depois, consultou o VAR e manteve a sua decisão. Grande penalidade que Guerrero converteu de forma superior. 

Mas as emoções redobraram quando, em cima da hora para o intervalo, Artur serviu de bandeja Gabriel Jesus que, na zona frontal, desviou a bola do alcance do goleiro peruano. O Brasil, registe-se, não havia acusado o toque com o lance da grande penalidade.


O SEGUNDO - TEMPO - O Brasil a instalar-se no meio-campo peruano. O Peru expectante com o fito de tentar surpreender no contra-ataque, até porque nada estava perdido. Para o Peru o pior seria o adversário chegar aos 3-1 neste início do segundo-tempo, para mais que estava a ser evidente o seu sinal-mais. De resto, o Brasil estava mais perto dos 3-1 do que propriamente o Peru dos 2-2. Mas, como se sabe, o futebol é uma negação do impossível e tudo podia acontecer em favor dos peruanos que, inclusivamente, estava gostando do jogo com celeridade na transposição do jogo para o ataque. E, bem vistas as coisas, a beneficiar do Brasil que entrava numa fase de passes errados.  E a pressão dos peruanos começou a vir à tona, esta uma grande verdade. O Brasil estava a conceder demasiados espaços, o que era perigoso. E o pior foi, posteriormente, a expulsão de Gabriel Jesus. Terá sido exagerada, como foi exagerado o gesto de Gabriel Jesus quando saia do gramado. Fez gesto que o árbitro roubava.

Com o Brasil reduzido a dez unidades, a tarefa da"canarinha" partiu para uma fase dramática. Óbvio que o Peru deu o tudo-por-tudo para chegar à igualdade com toda a motivação advinda da sua superioridade numérica.

Tite fez entrar Militão para o lugar de Coutinho e Richarlison no lugar de Roberto Firmino.

Com o decorrer do tempo, o Brasil também jogava com o relógio, atendendo a que, com dez unidades, aumentaram as dificuldades para suster o ímpeto dos peruanos que, por sua vez, "comiam a relva" para chegar ao empate e levar o jogo para a decisão dos pontapés de grandes penalidades.


Mas para o Brasil veio um lance "milagroso" com uma rápida incursão de Éverton que foi derrubado (?) na área, segundo a perspectiva do árbitro. O lance originou a intervenção do VAR e foi confirmada a grande penalidade, mesmo ao cair do pano. Richarlison concretizou e acalmou as hostes brasileiras. O 3-1 que o Brasil almejava quando tinha 11 em campo. Depois, com a expulsão de Gabriel Jesus, já ninguém acreditava nesse dito golo. Mas veio, repito, "milagrosamente".

A dois escassos dois minutos do fim, saiu Éverton e entrou Allan. Éverton o melhor do Brasil.


Vitória suada do Brasil, mas, pelo que fez ao longo da competição, mereceu este título.

Carlos Alberto Alves

Sobre o autor

Carlos Alberto Alves - Jornalista há mais de 50 anos com crónicas e reportagens na comunicação social desportiva e generalista. Redator do Portal Splish Splash e do site oficial da Confraria Cultural Brasil-Portugal. Colabora semanalmente no programa Rádio Face, da Rádio Ratel, dos Açores. Leia Mais sobre o autor...

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