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5/04/2019

Português, nossa língua materna


Anualmente, no dia 5 de Maio, comemora-se o Dia da Língua Portuguesa. Essa data é celebrada apenas entre os países lusófonos – aqueles que têm como sua língua materna o português.

Curiosamente, o português surgiu da mesma língua que originou a maioria dos idiomas europeus e asiáticos. Com as inúmeras migrações entre os Continentes, a língua inicial existente acabou subdividida em cinco ramos: o helênico, de onde veio o idioma grego; o românico, que originou o português, o italiano, o francês e uma série de outras línguas denominadas latinas; o germânico, de onde surgiram o inglês e o alemão; e finalmente o céltico, que deu origem aos idiomas irlandês e gaélico.

O nosso idioma, foi originado no Galego-Português, língua falada no Reino da Galiza e no norte de Portugal. Os portugueses foram os primeiros europeus a lançar-se ao mar no período das Grandes Navegações, assim disseminando sua fala para outros povos em diferentes sociedades.

Com a motivação comercial  deu-se a difusão de línguas nas terras conquistadas, dentre elas o Brasil, cuja língua primária, sem contar as linguagens indígenas, é o português. A influência da cultura portuguesa por aqui foi tamanha que acabou definindo o idioma oficial da terra recém-conquistada. O mesmo aconteceu em outras partes do mundo, principalmente na África, onde países como Moçambique, Angola, Cabo Verde, Guiné Equatorial, Guiné-Bissau, São Tomé e Timor-Leste.

O português, assim como vários outros idiomas, sofreu uma evolução histórica, fato que comprova a organicidade de nossa língua, que em muitos aspectos é diferente do português falado e escrito de Portugal, tendo divergência de significados de palavras e pronuncias.

Tais diferenças deram origem a dois padrões de linguagem diversos, o que não significa que um seja mais correto do que o outro. Nossa língua é rica em variedades, sobretudo regionais, como as diferenças linguísticas encontradas em nosso próprio território por conta da criação de neologismo, ou seja, elaborar uma palavra ou expressões novas, adquirindo assim, um linguajar próprio em meio ao nosso idioma. Entretanto, não inviabilizam a compreensão, ainda que dificuldades pontuais possam aparecer.

Divulgação/ Mauro Felippe
Sobre o autor: Natural de Urussanga/SC, o advogado Mauro Felippe já chegou a cursar Engenharia de Alimentos antes de se decidir pela carreira em Direito. Autor das coletâneas poéticas Nove, Humanos, Espectros e Ócio, já preencheu diversos cadernos em sua infância e adolescência com textos e versos, dos simples aos elaborados (a predileção pelo segundo evidente em sua escrita). As temáticas de suas obras são extraídas de questões existenciais, filosóficas e psicológicas que compreende no dia a dia, sendo que algumas advém dos longos anos da advocacia, atendendo a muitas espécies de conflitos e traumas. Por fim, pretende com a literatura viver dignamente e deixar uma marca positiva no mundo, uma prova inequívoca de sua existência como autor. Participante assíduo de feiras literárias, já esteve como expositor na Bienal Internacional do Livro de São Paulo 2016 e Bienal Internacional do Livro do Rio 2017.

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