ROBERTOLOGIA EM DESTAQUE

4/21/2019

De três ficaram dois!


Desde menino e moço que adoro música. Óbvio que tenho as minhas preferências, mas, como sói dizer-se na gíria popular "o que vier à rede é peixe". Continuo a ser um apaixonado pela música e, naturalmente, que não deixei de acompanhar, em tempos idos, aqui no Brasil, a digressão dos Rolling Stones, concretamente o concerto em Copacabana. Natural, também, o facto de ter, na circunstância, alinhavado um escrito para um dos meus jornais. A crónica rezou assim: ROLLING STONES E U2 NO BRASIL. Rivalidades entre estados, entre cidades, entre vilas, entre freguesias, há por todo o lado do universo. Aqui no Brasil, São Paulo e Rio de Janeiro não fogem ao estigma da compita, por vezes exacerbada. Mas há casos em que essa rivalidade é salutar, como aconteceu naquela altura com o rock. Rolling Stones estiveram em Copacabana (RJ) e os U2 em São Paulo. Apenas dois dias e 400 quilómetros separaram os dois maiores grupos em actividade no mundo, Rolling Stones e U2, que, assim, mediram forças no Brasil. Uma coisa é certa: em lugar nenhum do mundo Rolling Stones e U2 com diferenças de dois dias, a 400 quilómetros de distância um do outro. Stones passaram por Copacabana e U2 pelo Morumbi. Stones e U2, qual deles o melhor? As opiniões divergiram, inclusive as dos entendidos na matéria. A verdade, porém, é que os dois espetáculos registaram inusitada afluência de público. Dizem que os Stones estão velhinhos, mas, para Copacabana, vieram 1250 autocarros (aqui no Brasil diz-se ônibus). E foi a terceira tournê dos Rolling Stones ao Brasil. Valeu. E os U2, discípulos de Stones? A magia da banda esteve, além da competência dos músicos, na riqueza das melodias e na variedade do repertório. Voltando a Copacabana, há que dizer que viveu novo clima do reveillon no maior "show" da história da cidade do Rio de Janeiro. Música, música, mas há um grupo que me prende a todo e a qualquer momento. Trata-se dos Bee Gees. Incomparáveis no seu estilo. Três irmãos, mas agora só restam dois, porque a morte ceifou aquele que eu sempre apelidava de "barbudo". Foi triste, porque o grupo terá perdido o seu próprio estilo. Três irmãos que viviam juntos 24 horas por dia. Três irmãos que fizeram um enorme sucesso por esse mundo fora. Eram três, ficaram dois. Mas as suas músicas continuam a ser recordadas com todo o sentido nostálgico. Comigo voltou a acontecer. Dançar ao som dos Bee Gees. Foi  em casa de um casal amigo. A noite foi para, mais uma vez, matarmos saudades dos Bee Gees. Nós os quatro amigos. Somos quatro e vamos continuar juntos por muito tempo. A amizade não se compra, cultiva-se no dia-a-dia. Os Bee Gees continuaram presentes com a sua música predileta. Eles, os irmãos Gibbs. Eram três, ficaram dois. O outro, o "barbinhas de boné", já está no "outro lado da vida". Mas estará sempre presente quando se ouvem as músicas inéditas dos irmãos Gibbs.
Bee Gees, forever!!


Carlos Alberto Alves

Sobre o autor

Carlos Alberto Alves - Jornalista há mais de 50 anos com crónicas e reportagens na comunicação social desportiva e generalista. Redator do Portal Splish Splash e do site oficial da Confraria Cultural Brasil-Portugal. Colabora semanalmente no programa Rádio Face, da Rádio Ratel, dos Açores. Leia Mais sobre o autor...

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