ROBERTOLOGIA EM DESTAQUE

10 de novembro de 2018

1 em cada 6 mulheres terá câncer em algum momento da vida



Mutação no gene BRCA é indicador de risco para o surgimento de tumores femininos. Veja como os testes genéticos são aliados para identificar as mutações e traçar a melhor estratégia de prevenção e tratamento

Na última década, os avanços no diagnóstico e tratamentos dos tumores femininos vêm distanciando o câncer do estigma de “sentença de morte”. No entanto, o cenário global ainda é preocupante: uma em cada seis mulheres terá algum tipo de câncer ao longo da vida¹, segundo dados do mais recente relatório da Agência Nacional de Pesquisa Contra o Câncer, vinculada à OMS, e que posiciona a doença como uma das principais causas de óbito em todo o mundo.

Diante deste cenário, o mês do “Outubro Rosa” busca conscientizar sobre a importância do autoexame e do diagnóstico precoce do câncer de mama. Segundo estimativas do Instituto Nacional do Câncer (INCA), são esperados mais de 59 mil casos no Brasil em 2018². Já o câncer de ovário é mais raro, mas é considerado um dos tipos mais agressivos, pois é de difícil diagnóstico. Cerca de 6 mil mulheres devem ser diagnosticadas com a doença em 2018³, que assim como o câncer de mama, pode ser causada por diversos fatores, como estilo de vida, idade avançada, e também por uma predisposição genética, passada de pai ou mãe para a filha.

Entendendo a mutação

Embora a predisposição hereditária responda por entre 5 a 15% dos casos de câncer4, quem possui a mutação nos genes BRCA possui 40% mais chances de ter cânceres femininos, como de mama ou ovário, por exemplo5. “Os genes BRCA 1 e 2 impedem a proliferação de células tumorais e agem como freios para prevenir o desenvolvimento do câncer”, explica o Dr. Rodrigo Guindalini, oncologista especialista em oncogenética e Coordenador do Centro de Oncologia do Hospital Português de Salvador, Bahia. “Quando um desses genes sofre uma mutação, ele perde sua capacidade protetora, deixando o organismo mais suscetível ao surgimento de tumores malignos, especialmente de mama e ovário”, comenta o especialista.

Se há algumas décadas não era possível identificar quais mutações poderiam resultar em câncer, os avanços dos testes genéticos atualmente permitem que médicos e pacientes definam em conjunto qual será a melhor estratégia de prevenção e tratamento. É importante lembrar que ter a mutação nos genes BRCA 1 e 2 não representa um diagnóstico da doença, mas sim uma indicação de risco após uma análise hereditária. Neste caso, é possível procurar um profissional especializado para orientação e aconselhamento genético.  “O aconselhamento genético passa por etapas – normalmente, é realizado primeiro o teste em mulheres de uma mesma família que já têm ou já tiveram câncer”, explica o Dr. Guindalini. O teste da mutação é simples de ser realizado, sendo coletado por exame de sangue ou saliva. O laboratório que realizou o teste enviará o resultado ao profissional e a paciente passará por uma segunda consulta.

Informação para decidir

Com o resultado em mãos é o momento da avaliação médica, que buscará os melhores caminhos junto à paciente por meio de uma análise dos fatores de risco e estilo de vida. A partir disso, é definida a melhor estratégia a ser adotada. Os testes para a mutação nos genes BRCA 1 e 2 ganharam fama após o caso da atriz Angelina Jolie, que retirou os ovários e mamas devido ao histórico familiar de mutação e grande probabilidade de desenvolver tumores nesses órgãos.

Durante o processo de descoberta de um câncer ou da predisposição genética em desenvolver a doença, empoderar a paciente com informações sobre a sua condição é essencial, como relata a Dra. Angélica Nogueira Rodrigues, oncologista e presidente do EVA – Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos. “A identificação precoce do status da mutação BRCA nos ajuda a identificar pacientes que podem se beneficiar das estratégias de redução de riscos, como recorrer a uma cirurgia profilática, por exemplo”, explica a especialista.

Caso a mutação seja diagnosticada após a descoberta do câncer, existem opções atuais de tratamento que proporcionam menos efeitos colaterais às pacientes, se comparadas à quimioterapia. “O desenvolvimento de terapias-alvo, que atacam diretamente o tumor, está sendo a grande arma da medicina no combate aos tumores com mutação, o que possibilita um grande salto no índice de sobrevivência dessas pacientes”, destaca a Dra. Angélica. “Uma das principais tendências no tratamento do câncer está em considerá-lo uma doença crônica, ou seja, uma complicação que pode ser tratada sem que o paciente perca sua autonomia e qualidade de vida”, complementa a especialista.

Referências:

3.INCA: http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/tiposdecancer/site/home+/mama/cancer_mama
5.National Cancer Institute.BRCA1 and BRCA2: Cancer Risk and Genetic Testing. http://www.cancer.gov/cancertopics/factsheet/Risk/BRCA Last accessed: 19 september 2018

Sobre a AstraZeneca em Oncologia

A AstraZeneca possui uma grande tradição em oncologia e oferece um portfólio de novos medicamentos que crescem rapidamente, com o potencial de transformar a vida dos pacientes. Com amplo pipeline de novas moléculas e produtos biológicos em desenvolvimento, a AstraZeneca está empenhada em avançar nos tratamentos para oncologia como um dos pilares de crescimento da companhia, este voltado para os cânceres de pulmão, ovário, mama, próstata, pâncreas ehematológicos. Além de nossas capacidades, buscamos ativamente parcerias e investimentos inovadores que aceleram a entrega de nossa estratégia.

Focamos em quatro pilares científicos principais: imuno-oncologia, terapia-hormonal, terapias-alvo, respostas ao dano de DNA e combinação de drogas baseadas em anticorpos. A AstraZeneca tem a visão de redefinir o tratamento do câncer e, um dia, eliminar o câncer como uma das principais causas de morte no mundo.

Sobre a AstraZeneca

A AstraZeneca é uma empresa biofarmacêutica global, voltada para inovação, com foco principal na descoberta, desenvolvimento e na comercialização de medicamentos de prescrição, principalmente para o tratamento de doenças em três principais linhas terapêuticas - Oncologia, Doenças Cardiovasculares, Renais & Metabólicas e Respiratória. A companhia também atua nas áreas autoimunidade, neurociência e infecção. A AstraZeneca opera em mais de 100 países e seus medicamentos inovadores são usados por milhões de pacientes em todo o mundo. Para mais informações acesse: www.astrazeneca.com.br
Alba Maria Fraga Bittencourt

Sobre a autora

Alba Bittencourt - Doutorada em Robertologia Aplicada e Ciências Afins. Redatora do Portal Splish Splash e Administradora/Redatora do site oficial da Confraria Cultural Brasil-Portugal. Leia Mais sobre a autora...

Sem comentários:

Enviar um comentário

OS NOSSOS REDATORES PERMANENTES

OS NOSSOS REDATORES PERMANENTES
clique na imagem para ver os perfis