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6 de julho de 2018

Mundial 2018 – Nos quartos-de-final - Brasil derrotado (2-1) pela Bélgica. Ainda não foi desta a conquista do HEXA

                                                                   

Tem sido um Mundial 2018 com várias surpresas, algumas imprevisíveis, mas, como sempre se diz, o futebol é uma negação do impossível. E a Bélgica, apontada como uma das favoritas, viu-se e desejou-se para vencer o Japão por 3-2 com o golo que sentenciou o jogo a surgir nos derradeiros segundos da partida. 

E na sequência do cruzamento das chaves, coube ao Brasil, nestes quartos-de-final, medir forças com a Bélgica. Um jogo que estava a ser aguardado com muita expectativa, uma vez que, para muitos entendidos, se trata de uma final antecipada. Será mesmo? Creio que não será tanto assim. Por lá perto, talvez...

O JOGO BRASIL – BÉLGICA - Em relação ao jogo anterior, o técnico Tite fez regressar ao lado esquerdo da sua defesa aquele que é considerado o melhor lateral-esquerdo do mundo, na circunstância Marcelo. No meio-campo, devido ao castigo de Casimiro, foi chamado Fernandinho que, aliás, tem entrado quase sempre nas segundas-partes. Fagner manteve-se no lado direito da defesa, até porque, devido a lesão, a Copa acabou para Danilo. 


Inicialmente, o Brasil estava a sentir dificuldades para a saída de bola, quiçá em função da marcação forte dos belgas, que pareciam com a lição bem estudada para o efeito. De resto, um estudo mútuo, o que significava que era proibido errar nas chamadas zonas nevrálgicas. 



Volvidos os primeiros cinco minutos de jogo, os acertos eram visíveis e, na sequência de um pontapé de canto (escanteio para os brasileiros), o Brasil levou a bola a bater no poste da baliza do goleiro belga. E a verdade também é que o Brasil se soltava muito mais e começava a pressionar o último reduto da Bélgica que, por seu turno, acreditava no seu rápido contra-ataque. E foi na sequência de um pontapé-de-canto que, aos 13 minutos, a Bélgica chegou ao golo. Pelas imagens televisivas um golo contra de Fernandinho. O corolário do jogo aéreo em que a Bélgica é muito perigosa.



O Brasil tinha, obviamente, que fazer pela vida para reverter a situação, ou seja, pelo menos chegar à igualdade antes de se atingir o intervalo, mas a Bélgica pretendia, com toda a propriedade, aumentar a vantagem. Por conseguinte, um jogo de parada e resposta, não obstante o Brasil estar um pouco mais balanceado no ataque, se bem que sem aquela velocidade que era necessária, à semelhança do que a Bélgica fazia quando partia para o contra-ataque, sobretudo quando o Brasil concedia espaços pelas alas. De resto, os belgas aplicavam marcações mistas em William e Neymar.



E em função do que atrás referimos, a velocidade da Bélgica no contra-ataque, saiu o segundo golo aos 31 minutos. Tarefa cada vez mais difícil para o Brasil, explorando muito bem o seu flanco direito, quase sempre com dois jogadores sem marcação. E viu-se no lance do segundo golo. Brasil não podia errar tantos passes, idem as finalizações, não muitas, é certo. Como também estava na baliza da Bélgica um dos melhores goleiros do mundo.




O SEGUNDO - TEMPO - Para virar o rumos dos acontecimentos, no Brasil havia que mudar muita coisa, na defesa, no ataque, enfim... o que falhou no período anterior. E o Brasil fez uma alteração, saindo William e entrando Firmino. Mas temos que dizer que a situação se tornou muito difícil para o Brasil, se bem que temos sempre em mente que o futebol é uma negação do impossível. Em todo o  momento, o Brasil jogava com o relógio. o Brasil estava balanceado no ataque, mas, claro, que não podia sofrer um terceiro golo. De maneira alguma. De resto, tínhamos um Brasil bem diferente. E um lance de Gabriel Jesus dentro da área originou protestos, mas não funcionou o VAR. E bem. A falta deu-se já com a bola fora do gremado. Uma fase do jogo em que a Bélgica estava remetida na sua defensiva. E o Brasil mais aberto com a entrada de Douglas Costa. Porém, analisando bem, o Brasil estava errando muitos passes. Assim não era possível.. Depois, começava o afunilamento do jogo pelo meio, situação que dava vantagens à defensiva belga. E o Brasil ainda fez entrar Renato Augusto quando faltavam 20 minutos para o termo da partida. Acentuava-se o drama da seleção do Brasil. o HEXA estava cada vez mais longe. Mas a esperança vol,tou quando, aos 30 minutos, Renato Augusto, recém-entrado marcou um belíssimo golo de cabeça. O tónico para o Brasil chegar à igualdade. Um excelente cruzamento de Coutinho. Era o tudo-por-tudo do Brasil, pressionando como se impunha. E Renato Augusto dispôs de uma soberana oportunidade para o Brasil fazer o 2-2. Foi pena, realmente. 



Não restam dúvidas que o Brasil esteve muito diferente na segunda-parte,mas  com a pecha de falhar muitos passes, paradoxal que possa parecer.  Com o tempo a passar, o Brasil insistia, mas infrutíferos os seus intentos. Erraram muitos passes e faltou engenho para marcar e, depois, encontrando pela frente um goleiro de enorme categoria e que, mesmo ao cair do pano, negou o golo a Neymar.



A Bélgica acabou por vencer com justiça pelo que fez no primeiro-tempo. E quem marca mais que o adversário, sempre ganha. E nos golos da Bélgica muitos espaços na defesniva do Brasil, incidência para o lado onde atuava Marcelo.



Portanto, não foi desta que o Brasil chega ao HEXA. A Bélgica, no dia 13, defronta a França. Um grande jogo em perspectiva.                                                                               
Carlos Alberto Alves

Sobre o autor

Carlos Alberto Alves - Jornalista há mais de 50 anos com crónicas e reportagens na comunicação social desportiva e generalista. Redator do Portal Splish Splash e do site oficial da Confraria Cultural Brasil-Portugal. Colabora semanalmente no programa Rádio Face, da Rádio Ratel, dos Açores. Leia Mais sobre o autor...

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