PEDRA ADORMECIDA Declina o sol No desenho de mim Vestida para ficar em casa Atraída pelo silêncio E sem palavras para dizer Julgar-me Meu rosto róseo Queima Estreita a noite Às sombras do outono Sentada a salivar Os oblíquos murmurantes… De repente Uma lua nova Na risca azul do céu Cai caprichosamente no horizonte Tece em vermelho Mais que alguma coisa Além do vento A soprar alheio Sob o véu do sereno De um dia Um entardecer Uma noite Após a outra… Acordada Canto a marcha dourada A iluminar a pedra Recolhida no canto Adormecida. Maria de Fátima Batista Quadros In Eflúvio Poético – Chiado Editora
Maria de Fátima Batista Quadros, natural de São José dos Salgados, Minas Gerais, Brasil, é formada em Direito de Psicanálise, com especialização em Direito Público, e pós-graduações / coordenação em Criminologia, Psicologia e Criminologia Forenses; Política e Estratégia; Ciências da Religião; Iniciação ao Latim; Doutorado em Psicanálise e outros.
Autora de mais de vinte livros, nas áreas da Heráldica, Genealogia e do Teatro, é fundamentalmente escritora de Literatura Infantil, reconhecida e premiada no Brasil, Portugal e França.
Participa de mais de 15 antologias de contos e poesias publicadas no Brasil e em outros países.
Como poetisa, ganhou importantes prémios literários do país e exterior, mas “Eflúvio Poético” é seu primeiro livro publicado de poesias. Como escritora e por seu trabalho em defesa da cultura, foi homenageada por várias vezes.
É membro da Academia Divinopolitana de Letras (DL), Academia Municipalista de Letras de Minas Gerais (AMLMG).
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PEDRA ADORMECIDA
Declina o sol
No desenho de mim
Vestida para ficar em casa
Atraída pelo silêncio
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Julgar-me
Meu rosto róseo
Queima
Estreita a noite
Às sombras do outono
Sentada a salivar
Os oblíquos murmurantes…
De repente
Uma lua nova
Na risca azul do céu
Cai caprichosamente no horizonte
Tece em vermelho
Mais que alguma coisa
Além do vento
A soprar alheio
Sob o véu do sereno
De um dia
Um entardecer
Uma noite
Após a outra…
Acordada
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