ROBERTOLOGIA EM DESTAQUE

8/29/2013

9.º Bate-papo entre Roberto Carlos e eu - Um brasiguês em Lisboa, falando à moda do Porto






Por: Armindo Guimarães
Doutorado em Robertologia Aplicada e Ciências Afins
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UM BRASIGUÊS EM LISBOA, FALANDO À MODA DO PORTO


A propósito de o Splish Splash ter publicado recentemente uma caricatura de Roberto Carlos bancando uma de portuga fã do Clube de Regatas Vasco da Gama, ressalta dessa caricatura um bigode bem ao jeito dos portugueses dos anos 60 e 70.

Acontece
que de acordo com uma pesquisa que efectuamos, também nessa altura o Rei Roberto Carlos fez questão de usar bigode (ver foto), quiçá por no Brasil também estar na moda ou, quem sabe, por nesse momento ter vindo ao de cima as suas raízes portuguesas por parte do pai e da mãe.

Acontece que pese embora Roberto Carlos há muito ter deixado de usar bigode, o que é cer
to é que, quando lhe convém, sabe munir-se do mesmo, ainda que artificialmente, para tentar passar despercebido onde quer que pretenda estar sem ser reconhecido. Umas vezes com resultados e outras não tanto, como aconteceu na sua digressão em Portugal, nos dias 8, 9, 11 e 12 de Março de 2006, num episódio deveras caricato e rocambolesco contado tim-tim por tim-tim naquele que foi o IX Bate-papo entre Roberto e eu, acontecido no dia 8 de Março de 2006, precisamente aquando da chegada de Roberto à capital lusa.

Mas antes de passarmos ao bate-papo, deixo aqui umas fotos para que melhor se entenda o motivo de tão caricato e rocambolesco episódio por que passou Roberto Carlos.









Na sequência do último bate-papo, Roberto Carlos prometeu que me havia de telefonar antes dos seus concertos em Portugal nos dias 8, 9, 11 e 12 de Março de 2006 e se assim o disse, assim o fez.

Com efeito, ontem dia 8 de Março, telefonou-me e mais uma vez estivemos teclando no MSN.

Se no anterior bate-papo avisei que o contacto foi longo, desta vez já nem sei que dizer, pois é sempre assim: quando começamos a bater um papo nunca mais paramos. Um papo onde se falou…

- Da chegada do Rei a Lisboa;

- Da sua iniciativa de deambular de táxi pela cidade acompanhado de 3 camaradas do seu staff, com o objectivo de chegarem a um local que eu jamais imaginaria que o nosso mais que tudo visitasse;

- Das artimanhas que ele usou para passar despercebido e do azar que teve ao perder um dos seus adereços de disfarce;

- Do resultado final por ele se ter metido em coisas que não devia horas antes do seu primeiro concerto em Portugal para mais de onze mil pessoas robertocarlisticas;

8 de Março de 2006, quarta-feira, 14,00h.
O meu telemóvel toca.
Trrrimmm, trrrimmm, trrrimmm... 
Chamada anónima.
E eu atendo.

ROBERTO CARLOS – Alô, Mindo! Sou eu, bicho. Tudo bem com você, cara?
ARMINDO – Olá Berto! Tudo fixe, pá? Tás a falar na rua? Tá um barulho do carago, pá! Só se ouvem carros a buzinar, carago!
ROBERTO CARLOS – Olhe aí cara! Cê nem imagina donde tô falando, bicho! Cê sabe onde estou mesmo? Eheheheheh
ARMINDO – Sei lá, pá!?
ROBERTO CARLOS – Estou em Lisboa!
ARMINDO – Uau!!! Tiveste boa viagem, pá?
ROBERTO CARLOS – A viagem correu bem, cara. Mas o pior foi quando cheguei. Já táva sabendo que aqui fazia frio, mas tanto não, mora! Chegando na suíte do hotel logo fui pro banheiro dar uma mija, como cê diz. eheheheheh Tomei um duche bem quente e me preparei pra sair na rua. Não preciso nem dizer pra você o tempão que sempre levo me preparando a fim de ficar irreconhecível em qualquer lugar, mora!
ARMINDO – É o preço da fama, pá!
ROBERTO CARLOS – É isso aí, bicho! E eu bem que já tô habituado, viu?
ARMINDO – Ó Berto, como é que te disfarçaste, pá? Não me digas que puseste um bigode postiço e enfiaste na cabeça uma boina ou um boné, armado em portuga... eheheheheh
ROBERTO CARLOS – eheheheheh Cê sabe que eu não vou dizer pra você meus disfarces, né? Você sabendo, bem que logo iria fofocar pra todo mundo e isso eu não quero, não, bicho. Mas lhe pergunto outra vez, Mindo: cê sabe onde eu estou agora mesmo? Cê nem imagina! Eheheheheh
ARMINDO – Ó Berto, já me disseste que estavas em Lisboa e pelo barulho de carros a passar e pessoas a falar, cálculo que deves estar à janela da tua suite. Acertei?
ROBERTO CARLOS – Nada disso, cara! Depois de preparado meu disfarce, aí eu e mais três camaradas de meu staff decidimos deixar discretamente o hotel por dez minutos apanhando ar, dando um passeio. Aí, então eu me lembrei de recentemente ter lido um tópico lá no fórum do Portal Clube do Rei onde cê falou naquelas bebidas espirituosas de Lisboa, uma se chamando de Ginjinha e outra de Eduardinho. Se lembra dessa, cara?
ARMINDO – Claro que me lembro, pá. E então?
ROBERTO CARLOS – Então, aconteceu que estando na rua (e mais uma vez influenciado por você), me lembrei que seria gostoso provar bebidas que cê disse tão legais, mora. Eheheheheh
ARMINDO – O quê? Ó pá, não me digas que foste às ginginhas, carago! Não acredito! Perguntaste no hotel onde era a rua?
ROBERTO CARLOS – Que nada, bicho! Cê lá no tópico botou até endereço, cara! Cê escreveu lá que havia dois pequenos bares na rua das Portas de Santo Antão. Se recorda?
ARMINDO – Ah! Sim.
ROBERTO CARLOS – Então aí pegamos táxi, rapaz! Meus camaradas se sentaram atrás e eu no lado do taxista. Disse pra ele falando portuga o melhor que sei:

- Por favor leve-nos à rua das Portas de Santo Antão.

- É já a seguir! – exclamou ele, arrancando fundo.

- Quanto tempo demora a chegarmos lá, carago? – perguntei.

- Cinco minutos e estamos lá, amigo. – me respondeu ele, ao mesmo tempo que exclamou:

- Vocês são do Porto!

- Do Porto? – questionei admirado.

- Sim. Só a malta do Porto é que não consegue dizer uma qualquer frase sem incluir o termo carago...

Meus camaradas se riram demais e ainda bem que riso não tem idioma, senão o taxista iria pensar nós estarmos numa de gozação. Eu, surpreendido, em resposta nada disse e o taxista me perguntou que número nós queríamos. Aí eu pensei que taxista esquisito me perguntando se éramos do Porto e se queríamos jogar na loteria. Então respondi pra ele que não queríamos jogar. Ele ficou com cara de poucos amigos, me dizendo que já távamos na rua das Portas de Santo Antão e que se eu não dissesse pra ele o número da porta nos deixaria em qualquer lugar. Então, eu lhe disse que nos deixasse ficar bem perto dos bares das ginjinhas e ele, andando mais cinquenta metros, pisou o freio. Pagamos a conta e finalmente nos vimos livres do taxista portuga esquisito demais. Foi só atravessar a rua e frente a nós lá estava o bar “Ginjinha sem Rival”. Porém, quando távamos chegando na entrada, vejo o taxista correndo pra nós, agitando os braços e falando alto qualquer coisa que não entendi mas pensei que tinha a ver comigo ou com um dos meus camaradas. Ficamos à porta do bar olhando ele e pensando que mais nos iria acontecer. Quando o taxista estava chegando perto de nós reparei que trazia qualquer coisa na mão. Se dirigiu a mim me entregando o bigode que eu havia deixado cair no táxi. Imediatamente agradeci a ele por sua gentileza e ele me respondeu: “Não tem que agradecer, amigo! Agora, deixe-me dizer-lhe uma coisa: é a primeira vez que vejo um gajo do Porto vir para Lisboa disfarçado. Além disso, olhando agora bem para a sua cara, você faz-me lembrar alguém. Talvez eu me lembre mais tarde. Bom dia e passe bem.”

Oi, Mindo, você nem imagina como fiquei biruta e ainda menos você imagina o riso que foi de meus camaradas se rindo de mim por ter me esquecido de meu bigode e pelo meu jeito de falar portuga à moda do Porto. Agora que tudo passou, estamos aqui curtindo uma de ginjinhas e de eduardinhos. O bar é tão pequeno que os clientes têm de vir com os copos para o passeio da rua onde lhe estou telefonando agora, de celular numa mão e copo de ginjinha na outra. Eheheheheh Mas descanse que só bebi duas ginjinhas e dois eduardinhos. Os dois primeiros copos foram só pra provar pra ver se gostava, né? Eheheheheh Olhe aí Mindo! Agora mesmo vamos pegar outro táxi pra irmos pro hotel. Na suite tem computador ligado à net, sabe? Aí eu chegando lá ainda tenho um tempinho para ir pro MSN teclando com você antes de ir pro Pavilhão Atlântico. Dá pra você se conetar também, bicho?
ARMINDO – Está bem, Berto. Até já, pá!
ROBERTO CARLOS – Até já, cara!


Dez minutos depois, no MSN…


ZUNGA diz:
Oi, Mindo, cê já se conetou no MSN, bicho?
MINDO diz:
Olá, Berto! Deste-me uma seca do carago, pá! Disseste-me que ias apanhar logo um táxi de regresso ao hotel e que dez minutos depois estarias aqui batido mo MSN e afinal tive que gramar trinta minutos à tua espera, carago. Não me digas que perdeste outra vez o bigode e que passaste o tempo à procura dele…
ZUNGA diz:
Eheheheheh Nada disso, cara! Aconteceu que antes de pegarmos táxi, meus camaradas se lembraram de irmos visitar o outro bar de ginjinhas e eduardinhos que como você sabe fica mais ou menos a vinte metros do outro. Aí, tomamos mais um copinho, compramos algumas garrafas pra levarmos pro Brasil de lembrança e então nos metemos finalmente em um táxi.
MINDO diz:
eheheheheh Berto, sabes o que eu estou a pensar, pá? É que tu já deves é estar com uma cardina do carago e logo à noite no teu primeiro dos quatro concertos que aqui vais ter, vais logo começar por meter água, melhor dizendo, por meter ginjinha. Eheheheheh E não te esqueças que hoje, dia 8 de Março, é o Dia da Mulher e que tu tens de estar porreiro de voz e de cara. Até já estou a imaginar na altura de distribuíres as tuas habituais rosas pela plateia do concerto de hoje, a tua cara vermelha confundindo-se com a cor das pétalas aromatizadas pelos teus beijos com sabor a ginjinhas e a eduardinhos. Vai ser do baril, pá! Eheheheheh Adorava estar lá pra ver a tua figura! Eheheheheh
ZUNGA diz:
Que nada, bicho! Cê se lembra de cada uma, cara!!!
MINDO diz:
eheheheheh
ZUNGA diz:
Oi, Mindo!
MINDO diz:
Diz, pá!
ZUNGA diz:
Agora vou ter que dar o fora, bicho! Depois a gente se fala, viu? Aquele abração! Falando portuga eu digo que você é um gajo porreiro pra carago! eheheheheh
MINDO diz:
Apesar de louco?
ZUNGA diz:
Se deixe dessa, cara! É assim que eu gosto de você, bicho!
MINDO diz:
Xau, Berto!
ZUNGA diz:
Xau Mindo!


AVISO: 

O texto que acabaram de ler é fictício.
Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência.


A ficção revela verdades que a realidade omite
Jassemin West
Armindo Guimarães

Sobre o autor

Armindo Guimarães - Doutorado em Robertologia Aplicada e Ciências Afins e Escriva das coisas da Vida e da Alma. Administrador, Editor e Redator do Portal Splish Splash e do site oficial da Confraria Cultural Brasil-Portugal. Leia Mais sobre o autor...

1 comentário:

  1. OLÁAAAAAAAAAA ARMINDO BOA NOITE SE O TEXTO NARRADO É FICTÍCIO NÃO IMPORTA O IMPORTANTE É QUE VC É O CARA E EU GOSTO MUITO DE VC BARABENSSSSSSSS BJUSSSSSS .

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