‘Roberto é uma pessoa iluminada’


Dody Sirena, empresário e sócio do cantor, fala sobre a convivência com o Rei



Dody Sirena é amigo, empresário e sabe tudo sobre a vida profissional de Roberto Carlos. Da pessoal também, mas essa, assim como as demais pessoas que trabalham com e para o Rei, não abre por nada. Afirma que o cantor não gosta que ninguém fale de sua vida pessoal por gostar de discrição. Trabalhando com o cantor há 20 anos, fala diariamente com o artista e é um dos responsáveis pela sua vitoriosa carreira.

Caxiense, não visita a família na Serra há pelo menos sete anos. Não porque não goste da terra. Justifica a ausência em função da correria profissional.

Dody classifica o Rei como uma pessoa iluminada:

– Quando nasci, Roberto já era Rei. Sou muito feliz em estar ao lado dele sempre.

Pioneiro: Como é a relação de vocês? Vocês se veem todos os dias?

Dody Sirena:
 Não, ainda mais porque moramos em cidades diferentes. O Roberto mora no Rio e eu em São Paulo. Mas nos falamos diariamente. Falamos porque somos amigos, mas também porque temos um grande número de negócios juntos. Eu preciso colocar ele a par de tudo o que acontece.

Pioneiro: Mas tu avisas ele sobre tudo?
 

Dody: A função de um empresário, no caso de artistas do porte do Roberto Carlos, é de ser um radar. É preciso identificar todas as alternativas de mercado, as possibilidades, os riscos, as curvas, tudo para que ele possa tomar decisões. Eu trato sobre todos os negócios do Roberto que envolvem investimento. Administro tudo que envolva dinheiro, pessoal e profissionalmente.

Pioneiro: O que o Roberto faz quando não está no estúdio gravando?
 

Dody: Ele vai para o estúdio diariamente. É quase inimaginável pensar no quanto ele produz. Um artista que tem uma carreira como a de Roberto Carlos tem um nível de exigência muito grande. Ele precisa de um grande tempo para se inspirar, para compor.

Pioneiro: Mas ele fica sempre em função da carreira?
 

Dody: Há pouco tempo, o Roberto gravava dois discos por ano. Hoje, ele não se sente mais na obrigação de lançar, apesar de estar lançando. Por uma questão de estratégia de mercado, também diminuímos a quantidade de shows que ele faz por ano. Agora são só 50 apresentações por ano, apesar de ele receber pelo menos 500 convites.

Pioneiro: Então, estar em uma cidade do interior, como Caxias, é difícil?
 

Dody: Muito! O Roberto estar no interior é uma coisa única. Ele esteve em Caxias há muito tempo, então acho que ele só vai voltar para a cidade em 20, 30 anos. Não porque ele não queira, é que não temos condições de atender a todas as cidades. Ele adora Caxias. O ônibus dele, que ele tanto ama, foi todo projetado aí. Depois de um show, ele ficou uma noite inteira escolhendo cada parte do ônibus. Ele dirige esse ônibus, muitas vezes, de tanto que gosta.

Pioneiro: E o Roberto é mesmo do jeito que se vê, atencioso com os fãs, querido com quem gosta dele?
 

Dody: Sempre. Roberto é uma pessoa adorável, é impressionante. É um privilégio trabalhar com ele. O Roberto não sabe brigar. Por vezes, temos discussões de trabalho, divergências, mas ele não consegue brigar. Ele estudou para ser santo, de tão especial que é. Roberto é uma pessoa iluminada.

Pioneiro: E esse show que passará por Caxias é o mesmo que passa por todas as cidades dessa turnê?
 

Dody: Sim. Cada show é único, traz uma emoção diferente, mas a estrutura e o repertório dos shows são sempre os mesmos. Seja uma apresentação em um estádio de futebol ou em lugar pequeno, o Roberto exige a mesma qualidade técnica.

CAROLINA KLÓSS
http://www.clicrbs.com.br/pioneiro
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