O encontro com o cantor promete ser inesquecível para
todas elas,
no Centreventos Cau Hansen
As
senhoras da casa de repouso Pôr do Sol terão a oportunidade de prestigiar o
ReiFoto: Diorgenes Pandini / Agencia RBS
O calendário de 2013 será divido em dois: antes e depois do show do Roberto
Carlos. Ao menos para os fãs que irão assistir ao espetáculo. São tantas emoções
acumuladas que, se fossem pólvora, poderiam explodir o Centreventos Cau Hansen
neste 3 de abril.
Joinville
abre a turnê do Rei pelo sul do País. Ele também se apresenta em Blumenau e
Florianópolis nesta semana e depois segue para o Rio Grande do Sul, onde fará
mais quatro shows em Santa Cruz, Pelotas, Caxias do sul e Porto Alegre.
O
respeitável senhor de quase 72 anos é responsável por contar e cantar histórias
de gerações, que transmitiram o legado de Roberto Carlos a outras gerações,
criando um ciclo indecifrável de admiração pelo Rei. Gerações como a de seis
senhoras que vivem na Casa de Repouso Pôr do Sol e não veem a hora de chegar
quarta-feira, 3 de abril: o dia do show em Joinville.
Numa
tarde ensolarada, seis incríveis diamantes chamados Maria José Zuconi, Ana
Coelho, Olívia Machado, Maria Fernanda Correa, Germana Correia Faria e Nair da
Silva se dispuseram a ceder duas preciosas horas para fazer uma das coisas que
mais gostam: falar sobre o Rei.
O
que essas mulheres têm em comum? Tudo. São agraciadas pela linha do tempo em
cada fio de cabelo e em cada marca da pele atenuada com sorriso. Também são
moradoras da mesma casa de repouso, têm entre 70 e 90 anos e ganharam ingressos
da proprietária do local, Rita Roslene Rodrigues, que também irá ao show.
Estas
senhoras fazem parte de um grupo de fãs que poderá ajudar a desvendar um
mistério. Afinal, por que o camarada Roberto Carlos, no auge de sua história,
continua atraindo tantos fãs?
—
Ele é especial. Ele é bom para todo mundo, enxerga o negro, o branco, o jovem, o
velho, há muita simplicidade —, argumentou Maria José, dona de um sotaque
genuinamente mineirinho.
Dona
Ana já levou alguns puxões de orelha de seu pai porque, quando ainda
adolescente, fugia da louça na pia para ouvir as músicas de Roberto Carlos no
rádio, acompanhada da irmã.
—
Ninguém lá em casa podia ouvir Roberto Carlos —, riu.
Dona
Olívia nunca foi a um show do Rei, mas como tudo na vida tem uma primeira vez, a
dela chegou em grande estilo, com ingressos na frente do palco e boa
companhia.
Maria
Fernanda, a mais jovem - em idade- entre todas, garante que se dona Nair
conseguir entrar no camarim, ela irá grudada na cadeira de rodas da amiga. Isso
porque Nair tem um compromisso com o Rei.
Em
1991, ela tirou uma foto ao lado de Roberto Carlos, e hoje, aos 91 anos, ela
quer retribuir o presente, entregando o livro que escreveu sobre sua vida e que
contém a foto dela ao lado do cantor.
—
O segurança veio e perguntou quem estava comigo, porque o Roberto Carlos queria
me ver no camarim. Eu disse que era uma amiga, e aí os policiais me colocaram no
palco (na época ela já era cadeirante), e fomos conversar com ele. Ele é meu
amor —, disse, com um sorriso no olhar.
E
se ela não conseguir ir ao camarim, a missão será incumbida a Rita ou qualquer
outra do grupo, garante. Já as outras amigas, depositam em Nair a esperança de
conhecerem o Rei.
—
Quero dizer a ele que desejo que ele tenha um milhão de amigos —, revela
Germana, outra apaixonada pelo conjunto chamado Roberto Carlos. Por quê?
—
Porque ele é gente como a gente —, garante.
Ao
fim da entrevista, elas derretiam-se em lágrimas, em agradecimento a Rita pela
oportunidade e pela realização de um sonho.
—
Elas são minha família —, sorriu a proprietária da casa, que fez a surpresa dos
ingressos. Todas as senhoras irão de cadeiras de rodas para assistir ao show e
terão cada uma um acompanhante.
Confira
outras fãs que irão ao show do Roberto Carlos em Joinville
Fã:
Maria Salete de Lima Lopes, proprietária da Lègat Idade: 67 anos Música
favorita: "Detalhes"
Ela
foi uma das primeiras a comprar um ingresso. Um apenas, não, oito: para ela,
para filha, amigas e até uma irmã que virá de Curitiba apenas para assistir ao
show. Maria Salete de Lima Lopes já foi a dois shows de Roberto Carlos, um em
Joinville e outro no Paraná.
A
admiração pelo cantor está presente em boa parte dos 67 anos orgulhosamente
assumidos de Salete.
—
Eu namorava assistindo ao programa da Jovem Guarda, foi ali que comecei a gostar
dele —, lembra.
A
paixão pelo Rei é tanta, que ela até hoje não perde um especial de fim de ano do
Roberto Carlos, exibido na Globo. Aliás, ela até prefere assistir sozinha, com
dedicação exclusiva ao Rei, para se concentrar e não perder uma música. Mas o
que este homem de 71 anos tem que consegue cativar tanta gente?
—
Carisma, é o que mais chama atenção nele. As músicas dele têm conteúdo,
sensibilidade, coisas que não ocorrem hoje em dia —, explica.
A
camisa azul e calça branca são a roupa que Salete não dispensa no show. Aliás,
para ela, todas as pessoas deveriam ir assim, para homenageá-lo. Até agora, ela
não ganhou nenhuma rosa, mas talvez a primeira vez seja nesta quarta-feira, no
Centreventos Cau Hansen.
—
Comprei os lugares para ficar na frente dele. E aí eu vou ligar pra você no dia
seguinte, para avisar que ganhei a rosa —, brinca.
Fã:
Maria Luiza Marcílio Azambuja, artista plástica e professora Idade:
77 Música
favorita: "Como é Grande o Meu
Amor por Você"
Há
quase cinco meses Maria Luiza Marcílio Azambuja, artista plástica e professora,
contempla a vida com um novo olhar. Em novembro do ano passado, ela foi vítima
de um AVC e superou inúmeros desafios para que hoje, aos 77 anos, pudesse
reafirmar o amor pelo mundo ao seu redor e, claro, por Roberto Carlos. Para
isso, ela conta com o auxílio dos familiares, da sua cuidadora e de sua cadeira
de rodas, que irão acompanhá-la ao show.
Natural
de Pelotas (RS), Maria vive há poucos meses em Joinville, com o marido, que
optou por enfrentar a disputada compra dos ingressos pessoalmente em troca da
felicidade da companheira.
—
Eu não queria perder o show dele por nada —, brinca Maria.
Não
será a primeira vez do encontro com o Rei, mas é como se fosse. Há alguns anos,
ela pôde vê-lo em Pelotas, mas reclama que não foi possível assistir ao show com
tranquilidade.
Maria
é fã de Roberto Carlos desde a época da Jovem Guarda e confessa que deixava de
sair de casa para acompanhar os programas de TV em que o ídolo aparecia. As duas
maiores paixões da vida de Maria são Roberto Carlos e flores.
Questionada
sobre o que ela faria se o Rei lhe desse uma rosa, a resposta é acompanhada de
um sorriso:
—
Ah, ia me dar uma alegria muito grande e até uma melhora de saúde .
Mesmo
com a dificuldade de se locomover, talvez tente conversar com o rei no
camarim.
—
Só se não tiver muita gente, porque eu não quero atrapalhar meu ídolo —,
enfatiza.
Fãs:
Claudia Lanznaster, designer e Ecleia Lanznaster Idades: 31 e 56 anos Músicas
favoritas: "Cavalgada" e
"Côncavo e o Convexo"
A
designer Claudia Lanznaster não sabe precisar em quantos shows de Roberto Carlos
já foi. Quando o cantor fez turnê pela região e não veio para Joinville, e a e a
mãe Ecleia Lanznaster foram ao encontro do Rei, em Blumenau.
Ela
é fã desde criança, por influência da mãe e da família. A admiração pelo cantor
é única, principalmente porque o Rei parece ter um conjunto de qualidades que
cativa.
—
Ele é muito humilde, já entramos no camarim dele. O Roberto é uma pessoa muito
simples e trata as pessoas com muita simplicidade —, justifica Claudia.
Dona
Ecleia assistia religiosamente aos programas da Jovem Guarda, todos os domingos
às 18 horas.
—
Eu tinha uns 11 anos e minha mãe comprou a roupa da 'Calhambeque', extinta grife
do RC, com camiseta, calça, boné e sapato, e aí eu dançava na frente da TV —,
recorda.
Dos
inúmeros shows que já assistiu, ela não guarda apenas as fotos, mas cinco ou
seis rosas, que aos poucos se desmontaram pela ação do tempo, seguindo o ritmo
contrário de sua paixão pelo Rei.
—
Ele é maravilhoso, sou suspeita para falar, mas ele é muito carinhoso e humilde
com o público, tem uma estrela dentro dele — elogiou Ecleia.
Seus
dois filhos lhe deram o ingresso de presente, na primeira fileira. E é ali que
mãe e filha, duas gerações separadas pela idade, irão compartilhar das mesmas e
únicas emoções. Uma grande prova de amor, por ele, por elas.
Fã Silvana Maria de Souza, estilista Idade: 35 anos Música
favorita: "Como é Grande o Meu Amor por Você"
—
Se eu tinha um sonho, esse sonho era ver o show do Roberto Carlos —, conta a
estilista Silvana Maria de Souza.
Quando
criança, foi apresentada às músicas de Roberto Carlos e foi conquistada pelo
romantismo do broto brasileiro. Ela não se considera uma fã de carteirinha,
embora tenha sido uma das primeiras a comprar o ingresso.
No
dia 3, Silvana irá acompanhada de três gerações, entre mãe, tias e primas, cena
que se repetirá pelas cadeiras do Centreventos Cau Hansen, um grande encontro de
gerações.
—
O Roberto Carlos transmite muito o que ele canta, possui uma vida resguardada,
é uma pessoa muito digna, as letras das músicas são verdadeiras, como o amor que
ele tinha pela esposa dele o faz diferente —, garantiu.
http://diariocatarinense.clicrbs.com.br/
02/04/2013
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O encontro com o cantor promete ser inesquecível para todas elas,
no Centreventos Cau Hansen
O respeitável senhor de quase 72 anos é responsável por contar e cantar histórias de gerações, que transmitiram o legado de Roberto Carlos a outras gerações, criando um ciclo indecifrável de admiração pelo Rei. Gerações como a de seis senhoras que vivem na Casa de Repouso Pôr do Sol e não veem a hora de chegar quarta-feira, 3 de abril: o dia do show em Joinville.
Numa tarde ensolarada, seis incríveis diamantes chamados Maria José Zuconi, Ana Coelho, Olívia Machado, Maria Fernanda Correa, Germana Correia Faria e Nair da Silva se dispuseram a ceder duas preciosas horas para fazer uma das coisas que mais gostam: falar sobre o Rei.
O que essas mulheres têm em comum? Tudo. São agraciadas pela linha do tempo em cada fio de cabelo e em cada marca da pele atenuada com sorriso. Também são moradoras da mesma casa de repouso, têm entre 70 e 90 anos e ganharam ingressos da proprietária do local, Rita Roslene Rodrigues, que também irá ao show.
Estas senhoras fazem parte de um grupo de fãs que poderá ajudar a desvendar um mistério. Afinal, por que o camarada Roberto Carlos, no auge de sua história, continua atraindo tantos fãs?
— Ele é especial. Ele é bom para todo mundo, enxerga o negro, o branco, o jovem, o velho, há muita simplicidade —, argumentou Maria José, dona de um sotaque genuinamente mineirinho.
Dona Ana já levou alguns puxões de orelha de seu pai porque, quando ainda adolescente, fugia da louça na pia para ouvir as músicas de Roberto Carlos no rádio, acompanhada da irmã.
— Ninguém lá em casa podia ouvir Roberto Carlos —, riu.
Dona Olívia nunca foi a um show do Rei, mas como tudo na vida tem uma primeira vez, a dela chegou em grande estilo, com ingressos na frente do palco e boa companhia.
Maria Fernanda, a mais jovem - em idade- entre todas, garante que se dona Nair conseguir entrar no camarim, ela irá grudada na cadeira de rodas da amiga. Isso porque Nair tem um compromisso com o Rei.
Em 1991, ela tirou uma foto ao lado de Roberto Carlos, e hoje, aos 91 anos, ela quer retribuir o presente, entregando o livro que escreveu sobre sua vida e que contém a foto dela ao lado do cantor.
— O segurança veio e perguntou quem estava comigo, porque o Roberto Carlos queria me ver no camarim. Eu disse que era uma amiga, e aí os policiais me colocaram no palco (na época ela já era cadeirante), e fomos conversar com ele. Ele é meu amor —, disse, com um sorriso no olhar.
E se ela não conseguir ir ao camarim, a missão será incumbida a Rita ou qualquer outra do grupo, garante. Já as outras amigas, depositam em Nair a esperança de conhecerem o Rei.
— Quero dizer a ele que desejo que ele tenha um milhão de amigos —, revela Germana, outra apaixonada pelo conjunto chamado Roberto Carlos. Por quê?
— Porque ele é gente como a gente —, garante.
Ao fim da entrevista, elas derretiam-se em lágrimas, em agradecimento a Rita pela oportunidade e pela realização de um sonho.
— Elas são minha família —, sorriu a proprietária da casa, que fez a surpresa dos ingressos. Todas as senhoras irão de cadeiras de rodas para assistir ao show e terão cada uma um acompanhante.
Confira outras fãs que irão ao show do Roberto Carlos em Joinville
Idade: 67 anos
Música favorita: "Detalhes"
A admiração pelo cantor está presente em boa parte dos 67 anos orgulhosamente assumidos de Salete.
— Eu namorava assistindo ao programa da Jovem Guarda, foi ali que comecei a gostar dele —, lembra.
A paixão pelo Rei é tanta, que ela até hoje não perde um especial de fim de ano do Roberto Carlos, exibido na Globo. Aliás, ela até prefere assistir sozinha, com dedicação exclusiva ao Rei, para se concentrar e não perder uma música. Mas o que este homem de 71 anos tem que consegue cativar tanta gente?
— Carisma, é o que mais chama atenção nele. As músicas dele têm conteúdo, sensibilidade, coisas que não ocorrem hoje em dia —, explica.
A camisa azul e calça branca são a roupa que Salete não dispensa no show. Aliás, para ela, todas as pessoas deveriam ir assim, para homenageá-lo. Até agora, ela não ganhou nenhuma rosa, mas talvez a primeira vez seja nesta quarta-feira, no Centreventos Cau Hansen.
— Comprei os lugares para ficar na frente dele. E aí eu vou ligar pra você no dia seguinte, para avisar que ganhei a rosa —, brinca.
Fã: Maria Luiza Marcílio Azambuja, artista plástica e professora
Idade: 77
Música favorita: "Como é Grande o Meu Amor por Você"
Natural de Pelotas (RS), Maria vive há poucos meses em Joinville, com o marido, que optou por enfrentar a disputada compra dos ingressos pessoalmente em troca da felicidade da companheira.
— Eu não queria perder o show dele por nada —, brinca Maria.
Não será a primeira vez do encontro com o Rei, mas é como se fosse. Há alguns anos, ela pôde vê-lo em Pelotas, mas reclama que não foi possível assistir ao show com tranquilidade.
Maria é fã de Roberto Carlos desde a época da Jovem Guarda e confessa que deixava de sair de casa para acompanhar os programas de TV em que o ídolo aparecia. As duas maiores paixões da vida de Maria são Roberto Carlos e flores.
Questionada sobre o que ela faria se o Rei lhe desse uma rosa, a resposta é acompanhada de um sorriso:
— Ah, ia me dar uma alegria muito grande e até uma melhora de saúde .
Mesmo com a dificuldade de se locomover, talvez tente conversar com o rei no camarim.
— Só se não tiver muita gente, porque eu não quero atrapalhar meu ídolo —, enfatiza.
Fãs: Claudia Lanznaster, designer e Ecleia Lanznaster
Idades: 31 e 56 anos
Músicas favoritas: "Cavalgada" e "Côncavo e o Convexo"
Ela é fã desde criança, por influência da mãe e da família. A admiração pelo cantor é única, principalmente porque o Rei parece ter um conjunto de qualidades que cativa.
— Ele é muito humilde, já entramos no camarim dele. O Roberto é uma pessoa muito simples e trata as pessoas com muita simplicidade —, justifica Claudia.
Dona Ecleia assistia religiosamente aos programas da Jovem Guarda, todos os domingos às 18 horas.
— Eu tinha uns 11 anos e minha mãe comprou a roupa da 'Calhambeque', extinta grife do RC, com camiseta, calça, boné e sapato, e aí eu dançava na frente da TV —, recorda.
Dos inúmeros shows que já assistiu, ela não guarda apenas as fotos, mas cinco ou seis rosas, que aos poucos se desmontaram pela ação do tempo, seguindo o ritmo contrário de sua paixão pelo Rei.
— Ele é maravilhoso, sou suspeita para falar, mas ele é muito carinhoso e humilde com o público, tem uma estrela dentro dele — elogiou Ecleia.
Seus dois filhos lhe deram o ingresso de presente, na primeira fileira. E é ali que mãe e filha, duas gerações separadas pela idade, irão compartilhar das mesmas e únicas emoções. Uma grande prova de amor, por ele, por elas.
Fã Silvana Maria de Souza, estilista
Idade: 35 anos
Música favorita: "Como é Grande o Meu Amor por Você"
Quando criança, foi apresentada às músicas de Roberto Carlos e foi conquistada pelo romantismo do broto brasileiro. Ela não se considera uma fã de carteirinha, embora tenha sido uma das primeiras a comprar o ingresso.
No dia 3, Silvana irá acompanhada de três gerações, entre mãe, tias e primas, cena que se repetirá pelas cadeiras do Centreventos Cau Hansen, um grande encontro de gerações.
— O Roberto Carlos transmite muito o que ele canta, possui uma vida resguardada, é uma pessoa muito digna, as letras das músicas são verdadeiras, como o amor que ele tinha pela esposa dele o faz diferente —, garantiu.
Redatora do luso-brasileiro Portal Splish Splash. VER PERFIL
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