Humor Robertocarlístico




Por: Carlos Alberto Alves
jornalistaalves@hotmail.com


Dia chuvoso pelo estado do Rio de Janeiro, nomeadamente no Rio e em Niterói, mas, mesmo assim, e como é uma pessoa responsável, o “Zé da Pipa” veio ao nosso encontro para o habitual bate-papo. Confessamos que, nesta semana, não tínhamos nada em mente, mas, como o “rei manda marchar”, sempre fomos pensando em algo.

E aí “meu cara”, que movimentações lá pela zona da Urca?

“Zé da Pipa” – Paradoxal que possa parecer, tudo calmo. Só vi o Rei sair num dos seus carros em direção ao estúdio que fica ao lado de sua casa.

E foi preciso ir de carro?

“Zé da Pipa” – São muitos os carros e, como tal, têm, de quando em vez, que arejar. E aqueles carros também estão habituados ao aroma do mar.

Óbvio que não funcionam com água do mar?

“Zé da Pipa” – Brincalhão. São carros que funcionam com combustível especial. É por isso, também, que as mulheres que são convidadas para uma fugidinha, são especiais.
Sabes que já andam a perguntar ao filho do Rei, Dudu Braga, se o pai tem namorada?

“Zé da Pipa” – Nem o filho é capaz de saber. Ou então se faz “pata para não remar”, ou seja, finge que nada sabe. Filho de peixe é assim...

E esta notícia: Roberto Carlos está cada vez melhor no tratamento contra o TOC e outras manias.
Mês passado, no casamento de um dos donos da Ambev, em Sorocaba, ele cantou uma música que havia excluído do seu repertório.
Trata-se de “Minha namorada", de Carlos Lyra e Vinicius de Morais. RC implicava com aquele trecho da letra, o "ser minha até morrer". A torcida agora é para que ele radicalize o processo e, para ter imediata na terapia, grave a música.

“Zé da Pipa” - Falando de namorada, pois. Ele sempre fala, ele sempre diz “está próximo”.

Mas muito se falou naquela senhorita de Alagoas, inclusive ela fez um comunicado desmentindo tal ideia?

“Zé da Pipa” - A culpa é de vocês jornalistas que inventam notícias. Para invenções já bastam aquelas que o tal apresenta nos seus famigerados telefonemas.

Sim, mas ele tem o condão de esclarecer, na parte final, que tudo é fictício.

“Zé da Pipa” – Tenho impressão que vocês os dois estudaram na mesma cartilha.

E mais esta: Por que derramaram não seguradas lágrimas as lindas mulheres quando o cantor Roberto Carlos, no programa do Faustão, recebeu o prêmio Mario Lago? Elas, cara a cara com o artista, derreteram-se, sentidas, suspirantes, compungidas. Por quê? Bom começar o ano tentando entender aquelas lágrimas, espelho lúcido de outras velhas lágrimas. Entender não é caminho de cura? Cura até de doença considerada letal e crônica? É que nos rápidos minutos em que você lê estas linhas, muitas mulheres se esvaem, derretem-se, não em lágrimas, mas em sangue? Sangue mesmo. Consideremos este 2013 de tantas mulheres ainda submetidas aos urros, aos horrores, a paralisias e balas de embrutecidos machos pré-históricos dentro da propalada pós-modernidade.

“Zé da Pipa” – É a prova provada como o Rei tem muito carinho pelas mulheres, daí a longa lista de pretendentes.

Como sabes que é longa?

“Zé da Pipa” – As minhas fontes são seguras. Vocês jornalistas, em muitos dos casos, é que arranjam informadores de “meia-tijela”, que dizem e depois desdizem quando são confrontados com a justiça.

Com essa de “ofensa” aos jornalistas, vamos ficar por aqui. E hoje, com essas ofensas, não tens direito ao tão saboroso cafezinho preparado pelo “Carlinhos da viola”.

“Zé da Pipa” – Nem todas as verdades se querem ditas.
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