O Baú do Carlos Alves (68)







Por: Carlos Alberto Alves
jornalistaalves@hotmail.com

(Publicado no site Mais de 50 anos)

Umas horas antes do romper do Ano de 2011, vou cheirando a comida, que delícia, que apetite. Mas já entendi (a ordem veio da cozinha) que só vou comer entre as 23 e as 24 horas, para depois brindar o Novo Ano com um champanhe dos pobres, que não sendo dos melhores, é, por outro lado, escapatório. Muitos querem e não o tem, infelizmente. Mas, neste espaço de tempo, resolvi, como aperitivo, “comer umas letras” (parecidas com lentilhas, tem graça...). Aliás, é o que faço diariamente. Uma comida que já tem “panela de 45 anos” e, curiosamente, ainda sem ferrugem. Está bem conservada, graças a Deus.

Fechei a porta do escritório para não entrar o cheiro de uma comida apetitosa. Agora vou ter que “mastigar umas letras” com uma água de coco, quiçá para lavar o vasilhame para a etapa que se segue, esta com mais sabor – arroz de camarão, um bacalhau da ordem, salada de fruta, rabanadas, um bom vinho branco e, depois, quando o relógio atingir as 24H01, o champanhe para comemorar a entrada do Ano 2011 e, também, para festejar a saída do Ano de 2010 que, na verdade, não foi dos piores para a minha pessoa. Direi mesmo que foi “very good”.
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