Por: Carlos Alberto Alves jornalistaalves@hotmail.com
Nunca fui apologista dos clubes serem presididos por políticos, sobretudo aqueles que revelam exarcebadas pretensões no que respeita aos mais altos “poleiros”. Para esses políticos, os clubes podem ajudar muito em termos de votação, nomeadamente aqueles que registam apreciável número de associados e simpatizantes. Como sempre disse, eles sabem muito e, por outro lado, entendem que todos são cegos e que seguem as suas ideologias políticas. Não é bem assim. Há gente que sempre desconfiou dessa mesma prática e que hoje, para argumentar as suas legitimas razões, se espelha no que acontece em relação a dois grandes clubes do Rio de Janeiro, concretamente o Flamengo e o Vasco da Gama. No Flamengo, Patrícia Amorim, que se recandidatará, foi uma pobreza franciscana. Depois, no Vasco, o ídolo de outros tempos, Roberto Dinamite, afinou pelo mesmo diapasão. E, curiosamente, ambos estão filiados no mesmo partido político. Coincidências da pura desgraça. Mas, o mais triste de tudo isto é que ainda há gente graúda (entenda-se nos seios dos clubes apontados) que os apoiam e, consequentemente, entendem que nada se passou de anormal, ou seja, que as más administrações, mormente as de índole desportivas (futebol, claro), não passam de meros acidentes do percurso. Ainda há gente que não entende que os políticos se servem dos clubes para lograrem as suas intenções de firmação na política, com o propósito de se guindarem aos mais altos cargos. Por estas e por outras, é que nós, pessoalmente, não vemos com bons olhos políticos nas presidências de clubes. Daqui não saio daqui ninguém me tira.
Pelo que atrás referi, hoje jamais tiraria o chapéu a Patrícia Amorim e a Roberto Dinamite.
Por: Carlos Alberto Alves
jornalistaalves@hotmail.com
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