ROBERTOLOGIA EM DESTAQUE

2/23/2009

Planeta Arret



UMA PEQUENA HISTÓRIA PARA SER COMPREENDIDA


A ficção revela verdades
que a realidade omite.
Jessamin West


Por: Armindo Guimarães
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O Senhor R. Siul ergueu a bandeja com o copo e a garrafa, e, com um olhar indiferente, voltou costas a Oiram, dirigindo-se para a copa. Havia nos seus gestos sincronizados uma estudada perícia que excluía todos os esforços inúteis e reduzia as funções à sua expressão mais simples.

Oiram deu um pequeno suspiro e olhou a porta por onde o autómato saíra, e que se fechara logo que ele a transpusera. E viu-se novamente a sós com a sua nostalgia e os incómodos receios.

Cada vez mais concordava com os escritos de Odnimra que alertavam a Humanidade de que, não estando preparada para acompanhar a evolução tecnológica, o homem seria o objecto do próprio objecto. R. Siul sabia o que o atormentava. Todos os escritos anti-tecnologia foram retirados e destruídos dos departamentos de leitura da Biblioteca Universal e até mesmo a liberdade de pensamento e debate sobre tal assunto fora proibida pelo artigo 23º da Declaração dos Direitos do Homem e seus Semelhantes.

R.Siul denuncia-lo-ía? E se o fizesse, que lhe aconteceria?

Mas R. Siul não era um espião. Oiram gostava de tratá-lo por Senhor para acentuar que o “seu” autómato tinha qualidades que não deviam ser esquecidas. Dera-lhe, mais de mil vezes, provas de que gostava dele e seria incapaz de atraiçoa-lo. Incapaz?... É claro que Oiram tinha dificuldade em conciliar a sua espontânea simpatia pelo Senhor R. Siul com a ideia geral que fazia dos autómatos.

Ainda no dia anterior, falara a R. Siul em termos bastante claros. Para ele, Oiram, a dignidade só podia ser atribuída a um único ser, o Homem.

Bem sabia que o facto de afirmar uma coisa daquelas podia custar-lhe o conforto de que desfrutava, o acesso aos livros magnéticos e registos electrónicos e até acarretar-lhe uns dias na Câmara da Morte. Mas dissera-o! As autoridades não ignoravam que as reuniões anti-tecnologia se faziam, e que, apesar de todas as precauções, muitos homens e mulheres não aceitavam de bom grado o estatuto social vigente em Arret. E o Senhor R. Siul podia constituir esse testemunho.

Oiram decidiu que depois do jantar chamaria o autómato e manteria com ele uma conversa como as de antigamente, ambos sentados em frente da mesa de jogo. Fariam uma partida de xadrez o que deliciaria o criado. No entanto, o seu jogo seria outro.

***


R. Siul era, na verdade, um autómato simpático. Na construção haviam sido felizes no seu acabamento, adicionando-lhe à estrutura psicológica básica os elementos personológicos de um quarentão falador, expansivo e interessado em história política e literatura do século I a.O. (antes de Otsirc). Que maçador seria se se parecesse com o autómato de Sier, o criado R. Ocram, que tinha um interesse fanático por transportes aéreos!

Na realidade os autómatos tinham um grau de diferenciação notável.

R. Siul e R. Ocram pareciam-se assombrosamente um com o outro, no aspecto exterior, assim como com todos os criados-autómatos. Estatura semelhante, o cabelo liso com risca ao meio, um estilo idêntico de andar. Ambos tinham recebido uma construção idêntica, assente sobre a mesma linha de princípios, além das bobines programadas de memória culinária, de milhares de formas de atender os problemas emergentes nas suas funções. Mas na fase final haviam sido diferenciados, através dos acabamentos que os distinguiriam pela vida fora. Nestes termos não haviam dois autómatos iguais. Além de que a todos era adicionado as memórias de instintos, hábitos, sentimentos. Por último, aplicava-se-lhes a ampola necessária que, pelo menos teoricamente, lhes garantia o acesso à liberdade e à responsabilidade, e lhes valera o direito à igualdade com os homens.

No ano 50 d.O., o homem aceitara a promoção do autómato ao quadro de um novo tipo de humanidade.

***



A face de Aneleh surgiu no vídeo.

- Vens ao concerto? – Perguntou ela – Sier informou-me de que ias assistir...

- Decidi ir amanhã, pois preciso de falar hoje mesmo com R. Siul.

- O teu Senhor R. Siul! Disse Aneleh, com um sorriso trocista.

- Não é esse o caso, Aneleh. – Explicou Oiram – trata-se de um problema grave.

- Denúncia? – Perguntou ela, pondo-se séria e mostrando um certo ar de receio. Oiram fez-lhe um sinal afirmativo com a cabeça, e decidiram desligar o vídeo como medida de precaução.

Oiram carregou no musifone, estendeu-se sobre a cama e ficou a escutar “As Quatro Estações de Idlaviv”, enquanto conjecturava a melhor forma de falar com R. Siul. Sabia que apesar dos seus aspectos positivos, o autómato era um tanto susceptível, embora acabasse por reagir bem a todas as medidas de conciliação. Contudo, na noite anterior ofendera-o deveras, e talvez tudo se complicasse.

- Sabe o que você é, R. Siul? – dissera-lhe num momento de irritação – Pois bem, é uma máquina e nada mais! Uma máquina qualquer, ouviu?

- E o Senhor é outra máquina. – Replicara R. Siul, despejando a lição que trazia sabida na ponta da língua – somente, é uma máquina prejudicada por certas limitações de natureza biológica.

- Nada disso! Gritara ele, sob o efeito da irritação – sou um Homem, não uma máquina, como pretendem vocês seus montes de cacos!... Um Homem, entende?

- Pois bem, é um homem – dissera R. Siul com a voz ligeiramente alterada – Mas o homem é ainda uma máquina.

Era assim a sabedoria dos autómatos, de todos os autómatos – pensou Oiram -. Repetiam energicamente a crença magnetizada que fora incluída na sua constituição: que tanto os autómatos como os homens eram máquinas que respondiam a estímulos e procediam de acordo com a sua constituição.

Como fora possível que a humanidade tivesse aceite a degradação desta teoria da natureza humana, ao ponto de consentir o domínio do planeta pelos autómatos e pela automatização? Que acontecera para que os homens tivessem renegado todo o seu passado e todas as suas esperanças de superação, até acreditarem que não passavam de simples seres que viviam sob a influência e domínio da máquina?

***

A semelhança física dos autómatos com os homens fora muito aperfeiçoada, e alcançara-se um domínio apreciável de funções mecânicas e mentais algo complexas. Mas foi só depois da construção de R. Otsirc que se pôde aproveitar devidamente a acção automática.

O mais importante efeito da ampola foi permitir que os autómatos proliferassem, invadindo todos os aspectos da vida social e até intelectual. É que os próprios autómatos passaram a produzir os seus congéneres, dando-se assim começo à sociedade automática. E isto porque a humanidade passou a usufruir de condições nunca sonhadas.

R. Otsirc era referido pelos autónomos como tendo sido o “inspirado”, dos autómatos.

Quando a natalidade dos autómatos, segundo o censo de 10 d.O. alcançou os 60 milhões nesse ano, tornou-se visível que os homens se haviam libertado da maldição bíblica do trabalho. A humanidade nada mais tinha que fazer que orientar o trabalho dos autómatos e entregar-se a uma vida sedentária. Nesse momento, a maioria de todo o esforço braçal e até burocrático já era realizado por autómatos.

O ensino antes reservado só aos homens, começou a estender-se á humanidade automática, expressamente reconhecida em 50 d.O., após reivindicação dos autómatos e devido à pressão de uma greve geral que paralisou durante 15 dias o trabalho que os autómatos realizavam no mundo.

Desenvolveu-se por essa data, um largo movimento social e humanitário que pedia compreensão e ternura “para os pobres autómatos”, e auxiliou decisivamente o reconhecimento de igualdade dos homens e dos semelhantes, nome que generosamente designava os autómatos.

Conseguida a igualdade legal, não demorou muito que, na prática, os autómatos passassem a coordenar as principais funções, fazendo-se representar em ministérios, centros científicos e movimentos culturais.

Menos de duzentos anos depois da Declaração, o panorama da vida humana e social modificara-se radicalmente. Os autómatos eram em número sensivelmente superior ao dos seres humanos, que haviam visto descer vertiginosamente a sua população para cerca de dois biliões de habitantes. Embora fosse inegável que havia terminado toda e qualquer miséria de tipo económico, assistiu-se por outro lado à instituição de uma vida paradisíaca. Na verdade, praticamente excluído o trabalho humano, desapareceram todas as diferenciações sociais.

Os homens converteram-se em elementos parasitários que dependiam quase exclusivamente dos autómatos. Eram servidos, cuidados e alimentados, nos primeiros anos da sua vida, de acordo com um sistema de educação que excluía o contacto com as famílias, que ignoravam inteiramente. Podiam prosseguir a sua formação em centros de ensino, até aos dezoito anos. Com essa idade, e fosse qual fosse o sexo, ocupariam uma residência própria administrada por um criado autómato. Não exerciam qualquer actividade profissional, e tudo era inteiramente gratuito.

Havia uma minoria que, depois dos dezoito anos, prosseguia estudando e desempenhava funções sociais e culturais, era constituída pelos artistas, professores, cientistas e escritores. Estes gozavam duma regalia mais favorável, que lhes permitia realizar viagens que incluíam idas a Aul, satélite de Arret, e ao Planeta Etram. Podiam ainda desempenhar cargos de orientação social ou funções altamente notáveis, como eram os casos dos cirurgiões, cientistas, psiquiatras. Eram os chamados beneméritos da humanidade.

***

- Tudo muito inteligente – dissera Sier, a Oiram, um dia no Extra Parque – Somente, não acredito nas intenções dos autómatos...

- Porquê? – Quisera Oiram saber.

- Devias ouvir o velho Arbaes – continuara Sier – Disse-me coisas muito interessantes.

- Sim?

- Querem acabar connosco – dissera Sier, em tom sussurrante.

O velho Arbaes ia diariamente ao Extra Parque, e sentava-se num banco, a ver as crianças brincar. Os pombos gostavam dele e poisavam-lhe nos ombros e nas pernas, recolhendo os grãos de milho-miúdo que ele ia calmamente retirando do cartuxo.

- Este é Oiram, o rapaz de que lhe falei – comunicara-lhe Sier, enquanto Arbaes o fixava atentamente, procurando ler-lhe qualquer coisa nos olhos.

- Vou fazer-lhe uma pergunta, Oiram, e amanhã falaremos na resposta – dissera-lhe o velho olhando ao mesmo tempo à sua volta com ar de desconfiado.

- Já pensou porque é que os pombos não gostam dos semelhantes? É que tenho mais de oitenta anos e nunca vi um pombo aproximar-se de um autómato... interrogou Arbaes a Oiram.

Sier tomara o braço de Oiram, que encarara o velho com ar intrigado, e fez-lhe sinal para se afastarem. R. Ohnip, guarda do parque, aproximava-se lentamente, e havia nos seus gestos uma preocupação qualquer. Quando passaram junto dele, interrogou-os:

- Que lhes disse o velho ego? Gostaríamos que não perdessem tempo com pessoas desagradáveis. Já lhe disse isto outro dia, Sier.

- Acho-o interessante, Senhor R. Ohnip. Além de que é perfeitamente inofensivo, é claro.

- Sim, com certeza – replicara o autómato – É só uma perda de tempo.

Arbaes era, na verdade, um ego. Já o seu pai, havia sido ego. Pessoas como eles existiam ainda na sociedade, embora fossem cada vez mais raras e constituíssem um acidente curioso que o Governo de Arret sempre repudiara.

- Os pombos não gostam dos autómatos – dissera o velho Arbaes a Oiram depois de se encontrarem pela segunda vez – porque os pombos sabem que os autómatos não gostam de pombos.

- Oh! – Exclamara Oiram, um tanto desiludido com a explicação do velho – Nunca os vi maltratar os pombos, ou outros animais quaisquer.

Arbaes como já era habitual olhou em volta e disse:

- Os homens nunca vêm nada, e por isso estão condenados. Basta-lhes uma certa segurança e hipotecam tudo: a liberdade de viver a sua vida, de pensamento, de estudo interior... Nunca viram que os pássaros estão desaparecendo... e que eles próprios estão à beira de desaparecer, deixando atrás de si, unicamente, uma trágica história.

Oiram ouvia o velho com os olhos presos nos seus lábios ressequidos, e sentiu dentro dele como que o rasgar de uma cortina que lhe ocultava um precioso segredo.

- Também não gosto deles, senhor! – Dissera com convicção – Apesar de tudo metem-me medo, embora recuse normalmente a admiti-lo.

O velho Arbaes fixou-o atentamente, e Oiram não leu nos seus olhos nem ódio nem receio, mas antes o cintilar de uma profunda compreensão.

- Não julguemos os autómatos, meu caro Oiram. Isso seria entrar no jogo deles, e revalidar os atritos e as questões passadas. Há cerca de setenta anos houve uma revolta em Arret, sabe isso? Foram bombardeadas fábricas de autómatos, instalou-se o pânico nas ruas, e os homens estiveram à beira de retomar a orientação do seu destino. Mas... sabe como terminou? Os homens renderam-se aos autómatos, espontaneamente! Grandes massas humanas, apavoradas com a responsabilidade que as espreitava, pediram-lhes perdão, retomaram-nos nos cargos, e juraram nunca mais repetir a façanha.

- Refere-se à Revolta da Ingratidão, senhor? Os homens instituíram uma ditadura e...

- Isso é o que dizem as histórias que você leu, Oiram – esclareceu Arbaes com um sorriso ambíguo – Costumam referir essa revolta como a última manifestação de loucura de uma parte restrita da humanidade. Mas não dizem que parte era essa. Não eram uns quantos homens alucinados, mas sim idealistas que quiseram acordar a humanidade e supuseram poder chamar as massas humanas à dignidade, em suma humanistas que mantinham do homem uma opinião elevada. Intelectuais, artistas, homens livres, que conseguiram ascender nas camadas humanas uma fugitiva chama idealista. Esses homens foram depois perseguidos pelas próprias massas humanas enfurecidas, e tornaram-se cada vez mais raros...
- Devem existir homens como esses... disse Sier que também escutava atentamente a conversa – Têm de existir!

- Existem, certamente, mas escolheram formas de defesa e planos de sobrevivência. Duvido que ainda queiram reformar a humanidade. E talvez tenham razão.

***

Arbaes falecera havia dois anos. Vivera os últimos tempos adoentado, metido na sua cabana de madeira situada nos arredores do distrito de Otrop. Mas antes de deixar o seu mundo legara a Oiram, Sier e outros, uma pequena história para ser compreendida.

Qual o futuro do homem, que fim esperaria uma espécie que perdera a vontade de viver? Oiram fazia a si mesmo estas perguntas angustiosas, enquanto o seu autómato Senhor R. Siul, lhe punha na frente o jantar enlatado.

Armindo Guimarães – 1979

FOTO:
"O Progresso".
Pintura sobre azulejo
A.Guim/87


Roberto Carlos - O Progresso


Armindo Guimarães

Sobre o autor

Armindo Guimarães - Doutorado em Robertologia Aplicada e Ciências Afins e Escriva das coisas da Vida e da Alma. Administrador, Editor e Redator do Portal Splish Splash e do site oficial da Confraria Cultural Brasil-Portugal. Leia Mais sobre o autor...

10 comentários:

  1. Nobre colega Armindo,

    Todo o texto se resume na citação de Jessamim West "A ficção revela verdades que a realidada omite". A humanidade caminha a passos largos para o seu jantar enlatado.

    Um grande abraço

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  2. Nobre Marley!

    Obrigado pelo comentário.

    Abração

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  3. O texto é fabuloso, Armindo. A idéia central é semelhante à proposta de Aldous Huxley, em "Admirável Mundo Novo".
    Esse domínio da técnica a produzir uma sociedade cada vez mais desumanizada...
    Destaco um trecho em especial:

    "Os homens nunca vêm nada, e por isso estão condenados. Basta-lhes uma certa segurança e hipotecam tudo: a liberdade de viver a sua vida, de pensamento, de estudo interior..."

    A profundidade do texto me impressionou, Armindo, obrigada!

    Forte abraço!

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  4. isto é o que se chama valer a pena ler um longo texto num blog!
    Muito, mesmo muito bom!!!
    ainda que eu acredite na humanidade e no ptogresso "não destruidor", mas eu sou uma optimista nata, não conto :)

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  5. Olá, Juliana!

    Aldous Huxley. Bem lembrado!

    Obrigado pelas palavras.

    Abração

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  6. Olá, Escarlate!

    Também eu sou positivista por natureza. Ai se não fosse! eheheheh

    Obrigado pelo comentário.

    Abraços

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  7. Olá meu amigo Armindo!

    Gostei do seu texto, me prendeu, que chegou ao fim, queria mais...

    Parabéns!

    Beijos,
    Carmen Augusta

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  8. Armindo,

    Essa sua criação é autamente e tcnicaente cientifica e fictícia, elaborada de uma forma tão perfeita e intelectualmente escrita, que dificulta até o entndimento do leitor.

    É necessário concentração e atenção para que haja uma compreensão do tema central que o texto nos mostra.

    Podemos entender que o homem por si próprio, procura sua auto-destruição e de toda humanidade, já que ele procura aniquilar, anular o seu habitat sem dó nem piedade.

    Concordo com a Juliana, quando fala que o texto é bastante profundo e muito bem criado.

    Parabéns por tudo, que está espetaccularmnte perfeito, com uma culminância desse belíssimo vídeo do nosso Rei pra fechar com chave de ouro.

    Beijos e abraços da amiga.
    Mazé silva

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  9. Oi, Mazé!

    É mesmo como tu dizes: o conto é de 1978 e nos últimos 30 anos as novas tecnologias deram um salto tremendo.

    Eu não sou contra as novas tecnologias (longe disso) até porque neste momento que te escrevo estou a servir-me delas para melhor comunicar. O problema é quando as máquinas se substituem aos homens remetendo-os para a inércia, sem trabalho e como tal sem esperança no futuro.

    Obrigado pelo comentário. Eu sabia que ias gostar do vídeo pois ele próprio é um grito de alerta (a juntar a outros) do nosso mais que tudo.

    Beijos e abraços

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  10. Adorei o texto e a reflexão a que este obriga!
    Apesar dos alertas que a humanidade tem recebido ao longo dos anos,esta ,ainda não entendeu que está cada vez mais desumana!
    Transcrevo e subscrevo esta frase do texto:
    "Cada vez mais concordava com os escritos de Odnamra que alertavam a Humanidade de que, não estando preparada para acompanhar a evolução tecnológica, o homem seria o objecto do próprio objecto."
    Este texto e o vídeo que colocaste a acompanhar, sensibilizam qualquer pessoa que esteja consciente do que se passa á sua volta !
    Pena que nem todos o leiam!
    Eu não sou anti-progresso, pelo contrário, assusta-me a falta de evolução!Eu ainda não deixei de acreditar na humanidade! Mas já há muito tempo que costumo dizer que gostaria de viver numa sociedade civilizada como a dos animais !
    Bom fim de semana
    Abraços

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