ROBERTOLOGIA EM DESTAQUE

8/08/2008

Podem descer...



FOTO: Gravura em estanho - A. Guimarães.

“Onde quer que brilhem sóis, há vida”, diz a inscrição decifrada de um espelho de bronze. (Civilização Chou – 1122 – 236 a.C.). Povo Paiwan (mongolóides) de Taipe, capital da Ilha Formosa (Taiwan).

Onde quer que apareçam gravuras como as deste espelho, poder-se-ia tomá-las por circuitos integrados, impressos!


Por: Armindo Guimarães
https://www.portalsplishsplash.com/p/armindo-guimaraes.html

Preciso de retomar a calma e esclarecer as ideias. Mas quanto mais digo e repito isto, a mim próprio, mais me convenço de que, inexplicavelmente, nunca fui senhor de ideias mais claras. Há mesmo um nítido contraste entre a minha arrumação interior, a minha higiene psicológica, e o meu aspecto físico esgotado ou o caos em que se encontra o aposento. Afinal, digo para mim, habituamo-nos desde cedo a conviver com o insólito e o inexplicável, e tornamo-nos, querendo ou sem querer, um tanto insólitos e muito inexplicáveis.

Deixemo-nos de divagações. Tenho de dar um jeito no cabelo e no fato, e de endireitar o sofá, a cadeira e aquela mesa pé-de-galo onde antes estavam bugigangas e mais bugigangas. Como, por sorte, aquele espelho do canto se salvou deste pandemónio, dirijo-me a ele e dou com a minha face pálida, o cabelo revolto, e os lábios ressequidos.

O espelho dá-me ainda a imagem do canto direito do aposento. E essa imagem faz-me recordar tudo, tudo, mas... tem graça!... Faço-o sem qualquer tristeza, sem qualquer remorso, como se fosse o observador de um outro mundo, lógico e indiferente.

Lá está o tampo da mesa voltado e com as bugigangas espalhadas pelo chão. O sofá caído, de pernas para o ar. E, emergindo-lhe por detrás, uma mão, a mão dele, ainda crispada como a querer suster o futuro e guardar avidamente as suas infinitas potencialidades.

Evidentemente, matei-o. Mas só agora, fixando-o através do espelho, só agora, com esta perspectiva, compreendo claramente que de há muito o viera matando, sem querer dar por isso. Matei-o definitivamente há pouco, e voltaria e fazê-lo, só lamentando ele ter exigido esse esforço das minhas mãos pacíficas.

Estou perfeitamente senhor de mim. Volto costas ao espelho e, com passo seguro, dirijo-me para o meio da sala. Endireito um sofá. Levanto a mesa e dou uns pontapés nas bugigangas. Apanho dois livros. E olho o corpo de Onofre Barreira, torcido sobre si mesmo, com a face inerte voltada para mim num esgar de impotência. Só agora me apercebo da natureza da força que defrontei.

Sinto a tentação de dirigir-me à varanda e observar o que está a acontecer com aqueles focos de luz que envolvem a cidade. Sinto essa tentação sem o objectivo definido de constatar seja o que for, pois sei o que está a acontecer, mas para encontrar-me ainda mais comigo. Os olhos abrem-se-me e fecham-se-me, e aspiro o ar abafado, indiferente ao ruído das sirenes e de multidões desgovernadas correndo sem objectivo.
Só eu sei que os discos voadores pousarão, após aquela pausa indecisa, e que esse facto só foi possível unicamente depois do meu confronto com Onofre Barreira. Só eu sei -sinto dentro de mim essa espantosa evidência! - que um complicado culto cósmico exigiu um sacrifício extremo no ambiente pouco sideral da minha casa. Outro comparsa também o sabia, embora à sua maneira.

Ou ele... ou eu. Se ele, o futuro da humanidade agrilhoado na sua mão primária inesperadamente convertida em garra, a eterna confusão dos homens aflorando à sua boca domesticada transformada em oráculo vicioso. Se ele, mais dia menos dia a guerra nuclear, depois de muitas recriminações, e o regresso aos senhores ou a um novo império de multidões vingativas.

Crescemos juntos e convivíamos muito. Todos temos um velho companheiro de infância, que mais ou menos nos acompanhou pela vida fora. A mim calhara-me Onofre Barreira.

Sento-me na cadeira e vejo com cristalina limpidez que alguma coisa não ia bem entre nós... que alguma coisa nunca fora bem entre nós. Um fio invisível separava-nos, em todas as situações, e só hoje conseguimos, eu e ele, descobri-lo e compreende-lo, cada um à sua maneira. Só hoje, de meia hora a esta parte, esse fio adquiriu tal grossura e tal densidade, que se converteu na corda que havia de enforcar um de nós. Ou ele ou eu.

A tarde enevoada parecia igual a outra qualquer. Lia, distraidamente, um livro leve, quando o rumor da rua me chamou a atenção. Eram três focos de luz que cresciam lentamente, como se fossem balões luminosos que efectuassem uma descida calculada.

Senti-me esquisito, talvez diferente, mas com um à vontade muito natural. Fixei o olhar com atenção, e distingui perfeitamente os objectos. Percebi que eram “eles” que chegavam, e só não me admirei da calma inteiramente desconhecida em mim, por ter então sentido revelar-se-me que sempre os esperava. Os estranhos que intuí estarem descendo na Terra, não me pareciam tão estranhos como isso, a mim, já tão exilado deste mundo em que diariamente se assistia ao desfalecimento da humanidade.

Compreensão, esperança e equilíbrio, eis as três expressões que se inscreveram na minha mente e justificaram a insólita segurança com que presenciava o acontecimento mais importante da vida humana: a comprovação da existência de um outro tipo de inteligência superior.

Quando a campainha retiniu, dirigi-me à porta, mas com a desagradável sensação de quem vai de encontro a um obstáculo inesperado.

Afastei-o para deixá-lo entrar. Estava alarmado, mas não tanto como parecia querer dar-me a entender. E foi nesse preciso momento que tive uma angustiosa percepção de perigo iminente, de morte próxima.

Onofre Barreira falava como se estivesse cansado. Deixou-se cair no sofá, com o seu gesto de mão habitual acompanhando as palavras.

- Que pensas disto?... São tipos do espaço, não?!...

A minha resposta serena pareceu irritá-lo e conduzi-lo para o habitual clima de discussão. Perguntou-me se julgava que aquilo era uma brincadeira, ou se estava a armar-me em descontraído.

Ameaçou-me com o dedo erguido. Logo veria o que poderia sair dali!...

Onofre Barreira fixou-me pela primeira vez, com o olhar frio e determinado do animal que luta pela existência em situação limite.

Ignoro donde chegou a informação de que “tinha de” liquidar-me. Pela minha parte, o aviso que então recebi subitamente, de que, embora de modo inexplicável, a descida das naves “dependia” da minha sobrevivência, atribuo-o a qualquer acção telepática dos seres espaciais que estavam acima de nós. Mas o aviso dele teria tido a mesma origem? Sabê-lo-ei mais tarde, talvez. Neste momento convenço-me de que foi o seu apurado instinto de sobrevivência ancestral, com milhares de anos de sabedoria infusa, que lhe segredou a capital importância de que o meu futuro se revestia para o predomínio do homem do passado na Terra. Enquanto eu tive a nítida percepção de que estávamos sendo “observados”, e de que as naves então paradas sobre a cidade esperavam que se resolvesse no mundo dos homens um pequeno conflito secular, entre o homem do passado e o homem do futuro, Onofre Barreira terá recebido uma ordem simples, mas não menos eficaz, de: “mata!”.

Vi-o ajeitar-se no sofá, como se procurasse uma posição cómoda. Sorriu com aparente indiferença, e olhou em volta, pesquisando algo, alguma coisa pesada, bicuda ou com lâmina suficientemente afiada.

Há, evidentemente, a hipótese de se tratar de aparelhos pertencentes a qualquer potência mundial – disse Onofre Barreira disfarçando –. os americanos, os russos ou os chineses são muito capazes disso, para efeitos de propaganda...

- Não se trata de propaganda – retorqui, para acrescentar em tom intencional – sabes, tão bem como eu, que são “eles”, sejam o que forem, que decidiram descer e intervir.

Fixou-me com fingida estranheza e um sorriso incrédulo.

- Não sei nada, tu é que sabes tudo. Confesso que os objectos também me parecem demasiados grandes para serem de origem terrestre. No entanto... Porque não tentas telefonar para o Jornal?... Talvez possuam informações...

Levantei-me e liguei o rádio. Pareceu-me mais fácil. O locutor, em voz histérica, confirmava que uma ligação telefónica ao Ministério da Segurança dissipara muitas dúvidas. Parecia improvável que se tratasse de veículos terrestres, mas o governo dos Estados Unidos iria procurar uma explicação enérgica junto do governo russo. Por sua vez, o ministro da Segurança informava o público de que devia evitar o pânico, e que já se estavam a tomar precauções.

Enquanto ouvíamos as notícias, “sabia” que Onofre Barreira preparava uma acção definitiva.

Não me surpreendi quando deslizou por detrás de mim, e me lançou as mãos em volta do pescoço, apertando-o com uma decisão selvagem. Inclinei-me mais e, agarrando-lhe os pulsos, apertei-lhos e torci-os com uma força e uma segurança exemplares, como se praticasse um exercício ginástico. Nunca me sentira tão forte e confiante. Embora da mesma altura, ele era muito mais corpulento e possuía uns braços atléticos. Mas o meu grau de força psíquica transformada em energia muscular surtiu efeito, pois, com uma praga dita em voz abafada, afastou-se, deixando-se cair, exausto, sobre o sofá.

- Como vês tudo parece indicar que se trata de seres extraterrestres – disse eu num tom de indiferença, voltando-me para ele como se nada tivesse acontecido.

Nunca mais esquecerei o olhar que me lançou: o de um ser astuto a quem convidam para um jogo complexo em que deve fazer-se batota. Ele bem sabia que eu não tinha dúvidas quanto aos seus propósitos, e até que não ignorava que ele o sabia. Mas aceitou a minha atitude e aparentou um ar distraído. Percebi que teria que tomar uma atitude de defesa: A minha e não só. Tratavam-se então de duas defesas, pois tornou-se-me evidente que teria de liquidá-lo em nome de algo mais importante que a minha própria existência. Esse algo, apercebi-o interiormente, era o futuro do espírito na Terra.Onofre Barreira sempre se defendera das ideias perigosas. Relembrei-o adaptando-se aos gostos familiares, aos horários, aos programas e à opinião pública. O que eu sempre notara nele, a actividade eficaz e o sentido de oportunidade, era bem a imagem dum felino humano correspondendo, amestradamente, aos gestos autoritários dos domesticadores. Assim fora com as suas classificações superiores, os seus prémios de competência, as suas aventuras amorosas e o seu círculo de admiradores: Os que eram ou queriam ser como ele.

Nunca me apercebera de um facto que naquele momento me surgia limpidamente evidente: Onofre Barreira sempre me invejara. A mim, que fora uma secundaríssima proximidade dos seus êxitos. A mim, que no abismo da sua alma constituía para ele uma ameaça ditada pela sua incompreensão da natureza da força estranha que me pressentia.

Só então vi nitidamente a deficiência de Onofre Barreira: ele inconcebia o futuro. Era um ás no presente, desbobinava o passado, mas o futuro era uma porta que lhe estava irremediavelmente fechada. O futuro no sentido do Universo que nos espera, do mundo o progresso intelectual e moral, das manifestações do espírito superior. Onofre Barreira era o protótipo dos donos do real, das coisas bem definidas e bem esclarecidas, dos que se agarram freneticamente aos objectos e às situações ocasionais.

O que ele queria matar em mim e comigo era o futuro, a minha capacidade para sonhar e imaginar, para dirigir o olhar para o mais além. Jamais foi capaz de ler os meus escritos, criticando-os destrutivamente em público, não porque os tivesse lido, mas tão somente por saber de que se tratavam.

O que ele sempre espreitara em mim, fora esta minha aparente desvantagem de ligar pouco às coisas e desprezar o aspecto grotesco e insensato das solenes realidades do mundo feito à medida de todos os Onofres Barreira.

Pensei tudo isto enquanto o fixava sem severidade, com o ar conscencioso de um pausado investigador das coisas da vida e da alma.

- Pararam mesmo. Talvez se vão embora... disse Onofre Barreira, levantando-se do sofá e indo até à varanda, como se quisesse cortar o clima silencioso que nos envolvia.

- Bem sabes que só se irão embora se se der um facto que espero não suceda. – retorqui prontamente, enquanto ele voltava a sentar-se.

- Não sei nada, abóbora! – exclamou, mostrando-se irritado. – Só o que dizes. Que sei eu?

Descobri o que ele sabia: decidira-se pelo pisa-papéis. Apercebi-me do seu interesse furtivo pelo objecto. Era pesado e tinha de precaver-me. E quando Onofre Barreira, de um salto, pegou nele e mo atirou com toda a força, só tive tempo de desviar rapidamente a cabeça, enquanto o pisa-papéis se abatia contra a janela da varanda, estilhaçando os vidros.

Ficou receoso por ter falhado novamente. Senti a decepção e a angustia crescerem nele. Sorri, e dei seguimento à conversa.

- Sabes que eles esperam. Querem descer, mas não têm bem a certeza de quem viriam encontrar, se os criadores se os destruidores de ideias.

Tolices!... Exclamou Onofre barreira, encostando-se ao sofá numa posição de expectativa.

Tornara-se então perigoso, e soube que teria eu de liquidá-lo em breve, tal o estado de desespero em que se encontrava. Deu uma reviravolta, pegou no corta-papel muito comprido que eu esquecera sobre a cadeira e, precipitou-se sobre mim num lance decisivo.

Esquivei-me, enlacei-o pelo pescoço, e, com o braço livre, tomei-lhe o pulso, obrigando-o a voltar a lâmina contra o peito. Fiz mais força, e cravei-lhe a lâmina no tórax. Recebeu o golpe com um murmúrio indefinido, derrubando a mesa na queda, e agarrando-se ao sofá que tombou sobre um dos braços.

Enquanto eu fixava as minhas mãos que sempre se haviam recusado a tirar a vida fosse a que vida fosse, ele contorcia-se aos meus pés, pretendendo erguer-se em vão.

Lutara e perdera, com a audácia de um jogador desesperado. Houvera ali um sacrifício real e uma morte física, mas também um processo simbólico contra a agressiva intolerância dos inimigos do futuro, de todos os perseguidores da liberdade e da grandeza do espírito criador.

Toda a maquinaria diabólica montada contra o homem livre e um mundo melhor, ressuscitou ali no meu aposento, explicando-me intimamente o significado de tudo o que aconteceu comigo nesta tarde.

--- Podem descer... murmurei, infinitamente cansado.

Mas não era necessário dizê-lo. As naves desciam calmamente, e estão agora a uns cinquenta metros acima dos prédios mais altos, dominando com o seu tamanho e o seu brilho todo o ambiente da cidade enfim desperta.
Armindo Guimarães

Sobre o autor

Armindo Guimarães - Doutorado em Robertologia Aplicada e Ciências Afins e Escriva das coisas da Vida e da Alma. Administrador, Editor e Redator do Portal Splish Splash e do site oficial da Confraria Cultural Brasil-Portugal. Leia Mais sobre o autor...

11 comentários:

  1. Olá Armindo!
    Li seu texto fascinada.
    Que suspense!
    Muito profundo,bem elaborado e onde está sempre presente a sua grande criatividade. Parabéns amigo!
    És um belo escritor!
    Um beijo,
    Carmen Augusta

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  2. Sandro Rogério (sandrorls)8 de agosto de 2008 às 20:44

    Amigo Armindo,

    Ao começar a ler o texto me senti a flutuar e embarquei na "viagem" imaginada pela sua brilhante mente.
    De repente me vi em imagens que me fugiam a realidade. Mas, o que é realidade, além do momento presente que são também os nossos sonhos?
    Terminada a viagem no ponto final do texto, desembarquei com minha cabeça ainda sentindo o efeito da altitude e velocidade a que as palavras me levaram.

    Um abraço,

    Sandro Rogério

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  3. Grande Armindo! E que grande imaginação! Está fantástico! Agora estou para saber como vai ficar o Onofre.. ehehehe

    Abraços :)

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  4. Nobre colega Armindo,

    Esses seus relatos me faz pensar que você já foi abduzido alguma vez.

    Um grande abraço

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  5. Olá, Guta!
    Obrigado pelos elogios, mas essa de ser um belo escritor... eheheheh
    Quando escrevo sobre o que conheço e sinto, a coisa é fácil, ou seja, é só deixar correr a pena. Mas tem vezes (esta expressão "tem vezes" é brasuca e eu já noto que ando a misturar a escrita por causa do RC eheheheh), mas tem vezes, dizia, que quero escrever sobre algo e não consigo. Por exemplo, gostava de um bate-papo com o Caetano Veloso mas, apesar de gostar das suas músicas, falta-me o à-vontade que teria com o Roberto, o Lages, o Erasmo, não esquecendo o meu amigo de longa data Woody Allen, o cara, digo, o gajo que acabou de vez com a cultura. eheheheh
    Abraços

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  6. Mindo!
    Os seus magníficos textos fictícios, nos deixaam numa confusão do carago!

    Sem dúvida, são bastante criativos e de uma imaginação extraordinária. Dá a impresão que estás sempre a receber mensagens psicográficas, oriundas de um mundo cósmico, onde tens afinidade com esses seres espaciais.

    Aconselho a você, Armindo, fazer uma viagem por esse Espaço Sideral e hospedar-se na Estação de pesquisas Aeroespaciais, comandada pela NASA, mas antes, aconselho fazer um curso de Astronauta e Cosmonauta, para ver se decifra melhor esses conflitos entre o homem do passado e o do futuro, deixando a humanidade menos atingida ! Sei que talento já tens de sobra.

    Parabéns Mindo, pelo excelente texto, que nos deixa cada vez mais cientes de sua grade inteligência e de seu grande poder de criação.

    Beijos da amiga de sempre.

    Mazé Silva.

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  7. Olá, Sandro!
    Puxa, vida!
    E dizes tu para eu escrever um livro? E tu, de que estás à espera, pá?
    O teu comentário fascinou-me, na medida em que, ao lê-lo, julguei estar perante um conto curto daqueles quenos prendem a leitura pela poesia das palavras.
    Manda mais, pá!
    Grande abraço

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  8. Olá, Tá-se bem!

    O nome Onofre Barreira foi inspirado no caricaturista portuense Onofre Varela, e surgiu nos inícios dos anos setenta quando eu e ele andávamos numa de Ovnilogia . Mas é claro que o Onofre do conto nada tem a ver com o Onofre Varela que está vivo e bem vivo.

    Abraços

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  9. Oi, Mazé!

    Tudo légau com você? Olhi aí, garota! Bem que eu gostei de sua sugestão me aconselhando a fazer uma viagem pelo espaço sidérau e bancar um curso de Astronauta.

    Acontece que eu estivi pensando no assunto, e não preciso desse curso, não! Apenas tenho que ouvir uma bem conhecida do nosso mais que tudo RC. Se lembra desta?

    O astronauta

    Não tenho mais nem uma razão
    Pra continuar vivendo assim
    Não posso mais olhar tanta tristeza
    Por isso não vou mais ficar aqui
    O mundo que eu queria não é esse
    O meu mundo é só de sonhos
    Bombas que caem, jato que passa
    Gente que olha um céu de fumaça
    Meu amor não sei por onde anda
    Será que os amores já morreram
    Um astronauta eu queria ser
    Pra ficar sempre no espaço
    E desligar os controles da nave espacial
    E pra ficar para sempre no espaço sideral
    Não vou voltar pra terra, não
    Não, não vou voltar pra terra, não
    Bombas que caem, jato que passa
    Gente que olha um céu de fumaça
    Meu amor não sei por onde anda
    Será que os amores já morreram
    Um astronauta eu queria ser
    Pra ficar sempre no espaço
    Pra desligar os controles da minha nave espacial
    E pra ficar para sempre no espaço sideral
    E não voltar pra terra, não
    Não, não vou voltar pra terra não
    Bombas que caem, jato que passa
    Gente que olha, céu de fumaça
    Meu amor não sei por onde anda
    Mas será que os amores já morreram, oh
    Um astronauta eu queria ser
    Pra ficar sempre no espaço
    E não voltar

    Grande abraço pra você, viu?

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  10. Olá, meu nobre e amigo Marley!

    Essa foi boa!

    Na verdade, até eu chego a pensar que isso já me aconteceu um dia.

    Será? Os gajos lá sabem! eheheheh

    Grande abraço

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  11. Meu nobre colega Marley, eu acho que tens razão.

    O nosso querido Armindo, pelo que descreve ou relata, parece-me que os extraterrestres, já abduziram esse portuga, sequestrando-o das terras lusitanas, para desembarcar no território brsasileiro, que parece-me que esse gajo, pretende fixar morada e fugir da perseguição desses seres que o procuram frequentemente.

    Mindo, concordo contigo, essa canção do nosso Rei, me fez lembrar, que servirá de orientação, para buscar conhecimentos desse espaço sideral que até o nosso Rei já tem grandeafinidade.

    Só peço por favor, não desligue os controles da nave espacial, senão ficaremos sem o nosso grande escritor postador de contos tão lindos como esse! Se o fizer, vou reclamr pro nosso Roberto, que queres ficar no espaço e não mais voltar.

    Beijos interplanetários sederais e Robertocarlísticos!!!

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