Os tesouros dos Descobrimentos portugueses ​chegam a Moscovo


Uma arca indiana, do século XVII

Museus do Kremlim vão mostrar relíquias dos museus do Oriente e de Arte Antiga. Veja as imagens.

Os Museus do Kremlin, em Moscovo, vão organizar uma exposição de Dezembro deste ano a Fevereiro de 2018 sobre a época dos Descobrimentos portugueses.

A exposição “Lords of the Ocean. Treasures of the Portuguese Empire of the 16th-18th centuries” terá mais de 200 peças, provenientes maioritariamente de Portugal e da Rússia.

O Museu do Oriente e o Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa, vão ceder algumas relíquias das suas colecções à exposição russa. Entre elas, está um cofre indiano em prata, um contador do Sri Lanka coberto por marfim e uma taça goesa em prata e casca de coco.

A exposição consegue demonstrar “a magnificência da corte portuguesa, as tradições de navegação”, a ciência e a cultura da época, ao mesmo tempo que evidencia a “influência mútua e as trocas culturais” entre os portugueses e as colónias na Índia, China, Japão, África e Brasil, dizem os Museus do Kremlin.

Portugal teve o “primeiro império colonial do período moderno inicial”. Nele os portugueses foram “pioneiros nas trocas de comunicação e na ligação de África e da Ásia com a Europa”. Resultado: “peças de arte únicas no seu impacto cultural”.

Os museus russos acrescentam ainda que toda a época dos Descobrimentos testemunhou o “inundar da Europa em materiais naturais exóticos e objectos de luxo” que se tornaram tesouros indispensáveis à cultura europeia.

A exposição está dividida em duas secções. Na primeira, está exposta a cultura e História de Portugal dos séculos XVI e XVII. Esta secção foca-se na corte real, Igreja, poder naval e em alguns dos navegadores mais importantes da época. Alguns instrumentos de navegação, livros, armas, mapas, objectos de cerimónia, moedas e joalharia também são incluídos nesta primeira parte. Já a segunda apresenta peças criadas nas colónias portuguesas.

Um contador do Ceilão, Sri Lanka

Uma carta náutica do Atlântico Norte, datado de cerca de 1550

Contador com arte nanban, Japão, fim do século XVI, início do século XVII

Estribo para cavaleiro da arte nanban, Japão, fim do século XVI, início do século XVII

Copo, Goa, Índia, primeira metade do século XVII

Armindo Guimarães

Sobre o autor

Armindo Guimarães - Doutorado em Robertologia Aplicada e Ciências Afins e Escriva das coisas da Vida e da Alma. Administrador, Editor e Redator do Portal Splish Splash e do site oficial da Confraria Cultural Brasil-Portugal. Leia Mais sobre o autor...

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