Professores que viram donos de franquias de educação

Conheça três histórias de professores que transformaram experiência docente em franquias de educação e empreendedorismo no Dia dos Professores.
Professores brasileiros transformam experiência em sala de aula em franquias de educação e negócios de sucesso.

Da sala de aula para a gestão de franquias de educação


A experiência docente tornou-se a base de negócios bem-sucedidos no setor de educação

Quando a sala de aula vira negócio: conheça três histórias de professores que transformaram experiência em negócios no setor de educação

Com trajetórias construídas na docência, empreendedores encontram no franchising uma forma de continuar atuando na educação sob uma nova perspectiva

No mês em que é celebrado o Dia dos Professores, em 15 de outubro, histórias de profissionais da educação mostram que a sala de aula também pode ser o ponto de partida para uma nova trajetória profissional. Ao longo dos anos, a experiência com alunos, o desenvolvimento de habilidades de gestão e o conhecimento sobre as necessidades de quem busca qualificação passaram a ser aplicados em uma frente diferente: o empreendedorismo. É o caso de franqueadas do Grupo MoveEdu que transformaram a carreira como professoras em negócios no setor de educação por meio do franchising, sem necessariamente deixar a docência de lado.

De acordo com o Diagnóstico Setorial de Educação 2026, realizado pela ABF (Associação Brasileira de Franchising), por meio da Comissão de Educação, em parceria com a Praxis Business, o mercado de educação segue em expansão. Neste cenário, a maioria absoluta das redes participantes da pesquisa abriram novas unidades franqueadas em 2025, somando 318 novas operações, enquanto 70,3% projetam crescimento de faturamento na mesma base de lojas em 2026. Ao mesmo tempo, os dados apontam oportunidades de avanço em frentes como multifranquias e aquisição de novos franqueados.

Após ser demitida, Márcia encontrou na educação um novo caminho profissional  


Um dos exemplos de professor que se tornou empresário é o de Márcia de Sousa Cardoso, 58 anos, que soma 20 anos à frente de escolas da Microlins, marca de ensino profissionalizante, e construiu uma trajetória profissional que começou de forma inesperada na sala de aula. Formada em Sistemas de Informação e Técnica em Administração, com sete pós-graduações concluídas e outras quatro em andamento, ela decidiu empreender depois de ser demitida pela primeira vez, em 2005. Em meio ao período de incerteza, Márcia recebeu um folheto da Microlins que anunciava oportunidades de recolocação profissional e foi até uma unidade em busca de emprego. Como já era formada e tinha domínio de tecnologia, recebeu outro convite para assumir 13 turmas presenciais de contabilidade e escrita fiscal, mesmo sem nunca ter dado aulas. O desafio acabou se transformando em uma nova carreira. Após três meses, Márcia enxergou a oportunidade de comprar duas unidades da rede, iniciando sua trajetória como franqueada.

Hoje, administra três escolas localizadas em Embu das Artes, na região metropolitana de São Paulo, e no bairro Valo Velho, na capital paulista, e continua atuando como professora aos sábados. Para ela, não existe uma separação entre ser educadora e empreendedora. A experiência em sala de aula, inclusive, é parte importante de sua forma de gerir o negócio, já que o contato direto com os alunos permite identificar necessidades e aprimorar a entrega das unidades.

“Conhecer dentro é diferente de conhecer por fora. Estar em sala de aula me faz perceber quais são as reais necessidades dos estudantes e das escolas. Com isso, consigo tocar meu negócio focada na qualidade e na entrega de mais que o combinado”, afirma a empresária. A trajetória rendeu à empreendedora 14 selos de excelência em qualidade e o reconhecimento de suas unidades pelo atendimento e pela superioridade dos processos. Ao longo dessas duas décadas, Márcia também incorporou à própria rotina e à gestão da equipe o conceito de lifelong learning, mantendo o hábito de estudar continuamente. “Para mim, ser professora e ser empreendedora são coisas intrínsecas. Não consigo separar as duas”, conta.

Professora transforma experiência de 16 anos em franquia da Prepara IA  


Uma história semelhante, mas em uma fase diferente do empreendedorismo, é vivida por Virgínia Célia Castellar de Brito, de 44 anos, franqueada da Prepara IA, rede especializada em cursos profissionalizantes com metodologia focada em Inteligência Artificial. A trajetória de Virgínia na educação começou aos 18 anos, quando passou a dar aulas de inglês em um curso da cidade, em Seropédica, no Rio de Janeiro. Desde então, construiu uma carreira de mais de duas décadas no ensino de idiomas, com passagens por grandes redes do segmento. Na última escola em que trabalhou, permaneceu por 16 anos e chegou à posição de coordenadora pedagógica.

Agora, a experiência acumulada em sala de aula ganha uma nova frente. Há pouco mais de um mês, Virgínia se tornou franqueada da Prepara IA, em Seropédica (RJ), conciliando a atuação como professora com o desafio de administrar o próprio negócio. A vontade de empreender já existia há alguns anos, quando chegou a considerar abrir uma escola bilíngue em sua cidade natal, mas foi a oportunidade de aliar sua experiência no ensino ao interesse por tecnologia e inteligência artificial que a levou a escolher a rede. Para ela, a decisão representa uma forma de continuar contribuindo para o desenvolvimento de alunos, agora também sob a perspectiva do empreendedorismo.

“Eu gosto de ensinar. Vejo que a educação, os idiomas e a tecnologia são portas abertas para o crescimento pessoal e profissional. Continuar trabalhando neste segmento, agora como empreendedora, significa seguir transformando vidas por meio de algo que ninguém consegue tirar, que é o conhecimento”, afirma a franqueada.

A mudança de papel também trouxe novos aprendizados. Segundo Virgínia, habilidades desenvolvidas ao longo da carreira docente, como inteligência emocional, organização e capacidade de compreender diferentes perfis de alunos, são importantes na gestão da unidade. Mesmo assumindo a posição de franqueada, ela pretende continuar em sala de aula. O próximo passo já está nos planos: depois da primeira experiência à frente da unidade, a empreendedora pretende abrir uma segunda franquia da marca.

Da experiência como mãe à gestão de uma franquia  


Aos 46 anos, Gisele Luiza Calicchio de Oliveira acumula mais de 30 anos de experiência na área de educação e, há três anos e cinco meses, também atua como franqueada da Ensina Mais Turma da Mônica, marca de apoio escolar do Grupo MoveEdu, em Campinas, interior de São Paulo. Formada em Pedagogia e Serviço Social, com pós-graduação em Gestão de Pessoas, ela começou a trajetória profissional aos 16 anos, como auxiliar de classe, e passou por diferentes funções dentro de escolas, incluindo professora, coordenadora, áreas de Recursos Humanos e contabilidade. A decisão de empreender, no entanto, nasceu de uma experiência pessoal da filha Luisa que, quando tinha oito anos, enfrentava dificuldades na escola. Gisele então conheceu a Ensina Mais Turma da Mônica, matriculou a filha em uma escola da capital paulista e acompanhou de perto a evolução da menina.

A experiência despertou a vontade de levar a proposta para outras crianças que também tinham dificuldades ou não se identificavam com o modelo tradicional de ensino. “Eu pensei que era preciso replicar isso não só para a minha filha, mas para outras que acham que não sabem nada ou que acham a escola uma chatice”, conta.

Em 2023, Gisele e a família deixaram São Paulo capital e se mudaram para Campinas, onde hoje administra a unidade no bairro Taquaral. A experiência acumulada em diferentes áreas da educação também se tornou um diferencial na gestão do negócio. Por ter atuado por mais de duas décadas dentro de escolas, ela conhece diferentes etapas da operação, da sala de aula às áreas administrativa, pedagógica e comercial. “Conheci um pouco de tudo dentro de uma escola e, quando trouxe isso para a realidade de ser empreendedora, me ajudou muito, não só na parte administrativa, mas também na pedagógica e comercial”, afirma a franqueada.

Mesmo como empresária, Gisele mantém o vínculo com a sala de aula e, atualmente, ministra duas turmas de robótica na escola, além de assumir a função de professora sempre que necessário. Para ela, empreender representa um desafio diário, mas também uma forma de colocar em prática um propósito que acompanha toda a sua trajetória profissional. “Eu nunca pensei em sair do setor de educação. Essa é a minha vida. Acredito ser um propósito que visa ajudar as pessoas, as famílias e as crianças, para entender o que cada uma delas precisa. A educação está dentro da minha vida e eu levo isso para todo lugar aonde eu vou”, finaliza a educadora.

"Para esses educadores, empreender não significou necessariamente abandonar a educação. Ao contrário, o conhecimento construído ao longo da carreira passou a ser utilizado como ferramenta para tomar decisões, liderar equipes, compreender consumidores e estruturar negócios. No franchising, essa transição também encontra um modelo que combina autonomia empresarial e suporte de uma rede. Para profissionais que já conhecem as demandas do setor por dentro, a experiência acumulada pode contribuir para uma gestão mais próxima da realidade de alunos, famílias e equipes", finaliza e fundador e CEO do Grupo MoveEdu, Rogério Gabriel.

Sobre o Grupo MoveEdu
Grupo MoveEdu é líder de franquias de capacitação, desenvolvimento e formação de jovens para o mundo do trabalho, com atuação nacional. Abrange as marcas Microlins, Yázigi, Prepara IA e Ensina Mais Turma da Mônica. Já formou mais de 6 milhões de alunos em cursos livres, profissionalizantes e de idiomas. Atualmente, entre escolas e polos são mais de mil operações das três marcas em todo o País. Lançou recentemente as Faculdades Microlins e Faculdade Prepara, ampliando o lifelong learning dos alunos. As franquias do grupo têm baixo investimento, se comparado a outras áreas, com receita recorrente, fácil gestão e boa rentabilidade de, em média, 40%. O grupo investe constantemente em tecnologia aliada à educação e inovação, explorando o conceito de omnicanalidade e ensino individualizado.

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NOTA DO EDITOR - PORTAL SPLISH SPLASH
No Dia dos Professores, estas três histórias mostram que a docência pode ser o ponto de partida para o empreendedorismo. Ao transformar experiência pedagógica em gestão de franquias, estas educadoras reforçam o papel da educação como setor de oportunidades, inovação e impacto social.
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