Brasil envia cinco estudantes à OLAA 2026, no Paraguai

Cinco estudantes brasileiros vão disputar a OLAA 2026, no Paraguai, em provas de astronomia, observação celeste e construção de foguetes.
 Cinco estudantes brasileiros que representarão o Brasil na XVIII Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica OLAA 2026, no Paraguai.

Jovens brasileiros vão enfrentar provas teóricas, observacionais e práticas de ciências espaciais


Desafios científicos: as provas incluem observação celeste, utilização de telescópios e construção e lançamento de foguetes



O Brasil prepara-se para disputar mais uma competição científica internacional. Cinco estudantes brasileiros vão participar na XVIII Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica (OLAA 2026), que decorrerá no Paraguai, de 1 a 9 de novembro.

Alexandre Monte Mitoso Ribeiro, Rodrigo Marinho dos Santos, David Luis Holanda Ferro, Paulo Isidro Reis de Lima e Maria Beatriz Mesquita Ximenes são os jovens selecionados para representar o Brasil nesta edição. Os cinco conquistaram as vagas após um processo seletivo que teve início na segunda fase da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA).

Ao longo da competição, os participantes serão submetidos a provas teóricas, observacionais e práticas, que avaliarão os seus conhecimentos de astronomia e astronáutica, bem como a capacidade de aplicar conceitos científicos em diferentes situações.


Desafios científicos e atividades práticas


A programação da OLAA 2026 inclui provas teóricas individuais e em grupo, avaliações em planetário, observação e identificação de objetos celestes e atividades práticas com telescópios. Os estudantes terão ainda de enfrentar desafios relacionados com a construção e o lançamento de foguetes.

Uma das particularidades da competição é a realização de provas em grupo com equipas multinacionais, constituídas por estudantes de diferentes países. Esta dinâmica incentiva a cooperação, a partilha de conhecimentos e a integração entre jovens com percursos e experiências distintos.

Para além das avaliações científicas, os participantes terão a oportunidade de conhecer centros científicos e pontos de interesse turístico do Paraguai. Estão previstas atividades em diferentes regiões do país, combinando ciência, cultura, natureza e convívio entre as delegações.

O modelo da olimpíada procura ir além da aprendizagem teórica. A experimentação, a observação e a resolução de problemas permitem aos estudantes desenvolver competências científicas e técnicas, ao mesmo tempo que reforçam o espírito de equipa.

A OLAA tem como objetivo despertar o interesse pela astronomia, pela astronáutica e pelas ciências espaciais, promovendo o intercâmbio de conhecimentos entre jovens latino-americanos. A iniciativa contribui também para a formação de futuros investigadores e profissionais das áreas da ciência e da tecnologia.

Como funciona a seleção dos estudantes brasileiros


Os alunos do ensino médio que pretendam concorrer a vagas nas olimpíadas internacionais e latino-americanas de astronomia e astrofísica têm de obter, na prova da OBA do ano anterior, uma classificação igual ou superior a 7 valores. Para os estudantes do 9.º ano do ensino fundamental, a classificação mínima exigida é de 9 valores.

Depois desta etapa, os candidatos avançam no processo de seleção. Na segunda fase, realizam presencialmente uma prova de pré-seleção. Os estudantes classificados são convidados a participar no Torneio Seletivo de Astronomia e Astrofísica (TSA²), uma etapa determinante para a escolha dos representantes brasileiros.

Com base nos resultados do TSA², são selecionados 45 estudantes para participar nos treinos preparatórios. Deste grupo, dez vagas são obrigatoriamente destinadas a raparigas, cinco a estudantes do primeiro ano do ensino médio e outras cinco a alunos de escolas públicas. As restantes vagas são preenchidas pelos candidatos classificados até perfazer o total de 45 participantes.

No final do processo, são escolhidos cinco estudantes para representar o Brasil na Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica (IOAA) e outros cinco para a Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica (OLAA). São ainda designados cinco suplentes.


Organização da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica


A OBA é organizada pela Sociedade Astronómica Brasileira (SAB), em parceria com a Agência Espacial Brasileira (AEB).

A iniciativa conta com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), dos deputados federais Tabata Amaral, Vitor Lippi e Ismael Alexandrino, do senador e astronauta Marcos Pontes, do Centro Universitário Facens, do BTG Pactual, da Bizu Space e da Força Aérea Brasileira.

A OBA conta ainda com os canais Manual do Mundo e AstroBioFísica como embaixadores.

A participação dos cinco estudantes brasileiros na OLAA 2026 representa mais uma oportunidade de contacto com a ciência internacional, de partilha de experiências e de aprofundamento dos conhecimentos em astronomia e astronáutica. [separador]
NOTA DO EDITOR - PORTAL SPLISH SPLASH
A participação de jovens brasileiros na Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica demonstra a importância de estimular a curiosidade científica, o pensamento crítico e o interesse pelas ciências espaciais desde a idade escolar. Competições como a OLAA permitem aos estudantes testar conhecimentos, desenvolver competências práticas e estabelecer contactos com jovens de outros países. Mais do que a conquista de medalhas, estas experiências podem contribuir para despertar vocações e aproximar as novas gerações da ciência e da tecnologia.
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