Veja Luz lança “Revoada” e celebra novos começos no reggae brasileiro

Veja Luz lança Revoada, novo EP com cinco faixas que unem reggae, soul, jazz, blues, R&B e hip-hop.
 Banda Veja Luz apresenta o novo EP Revoada, que celebra liberdade, recomeços e força coletiva

Novo EP da banda paulista reúne cinco faixas sobre liberdade, consciência e transformação coletiva

Liberdade para recomeçar.

Amor e resistência como forças de transformação.

Cinco canções que renovam o reggae brasileiro contemporâneo.


A Veja Luz apresenta “Revoada”, novo EP de estúdio que inaugura mais um capítulo da trajetória da banda no reggae brasileiro contemporâneo. Com cinco faixas inéditas — “Revoada”, “Força e Leveza”, “Acredite Sempre”, “Enquanto a Cidade Dorme” e “Almirante Negro” —, o trabalho aborda temas como liberdade, consciência, afeto e transformação coletiva, reafirmando a identidade artística construída pelo grupo ao longo de 18 anos de trajetória independente.

Formada em 2008, em Taboão da Serra (SP), a Veja Luz desenvolveu uma linguagem própria a partir do diálogo entre o reggae jamaicano e inglês e influências do soul, jazz, blues, R&B e hip-hop, sempre atravessadas por uma sonoridade brasileira.

Em “Revoada”, essa pesquisa musical ganha novos contornos ao equilibrar elementos eletrônicos, como beats, samples e texturas digitais, com guitarras, metais e arranjos orgânicos.


“Revoada” traduz liberdade, movimento e recomeço


A faixa que dá nome ao EP sintetiza o conceito central do projeto. Em “Revoada”, a imagem dos pássaros que cruzam os céus em grupo inspira uma reflexão sobre pertencimento, movimento e novos começos.

“Revoada é sobre levantar voo novamente e entender que ninguém chega longe sozinho”, define a banda.

A ideia de caminhar coletivamente atravessa o EP e reforça uma das características da Veja Luz: utilizar a música como espaço de reflexão sem abrir mão de uma sonoridade acessível, dançante e conectada ao presente.

“Força e Leveza” aposta no amor como resistência


Outro destaque é “Força e Leveza”, inspirada na tradição do lover's reggae das décadas de 1980 e 1990. Referências como Dennis Brown, Horace Andy, Freddie McGregor, Sugar Minott e Maxi Priest ajudam a construir uma canção que apresenta o amor como linguagem universal e resposta aos tempos de intolerância.

“Amar em tempos de ódio é um ato revolucionário”, resume o grupo.

Com a faixa, a banda recupera elementos fundamentais da tradição do reggae romântico e os transporta para uma realidade contemporânea, reforçando a capacidade do gênero de dialogar com diferentes gerações.


“Almirante Negro” recupera memória e resistência


Entre as cinco faixas, “Almirante Negro” também ganha destaque ao revisitar a figura de João Cândido, líder da Revolta da Chibata, e trazer para o presente questões relacionadas à memória, à luta e à resistência.

A canção amplia o diálogo de “Revoada” com temas históricos e sociais, estabelecendo uma ponte entre acontecimentos do passado e questões que permanecem atuais no Brasil.

Consciência, desigualdade, liberdade, identidade e transformação coletiva aparecem, assim, como elementos que aproximam a trajetória histórica da sociedade brasileira dos debates contemporâneos.

18 anos de reggae e pesquisa musical


Com “Revoada”, a Veja Luz reafirma a proposta de produzir um reggae contemporâneo capaz de dialogar com diferentes territórios musicais sem abrir mão de sua essência.

O EP representa uma nova fase da banda, mais madura e ousada, mas fiel ao propósito de provocar reflexões por meio de canções dançantes, acessíveis e conectadas às questões do presente.

Ao longo da carreira, a Veja Luz consolidou seu nome como um dos representantes do reggae nacional. Desde o álbum de estreia, “Veja Luz” (2012), que contou com participações de Dada Yute, Gerson da Conceição, Buguinha Dub, Funk Buia e Leandro Kintê, o grupo vem ampliando seu reconhecimento junto ao público e à crítica.

Em “Escolhas” (2017), a banda aprofundou a mistura entre tradição e inovação ao lado de artistas como Black Alien, Sérgio Vaz e Al Griffiths, da banda jamaicana The Gladiators, além de revisitar “O Que Será”, de Chico Buarque.

Em 2019, o grupo lançou ainda uma versão de “Dona da Minha Cabeça”, com participação de Geraldo Azevedo.

Palcos e parcerias marcaram a trajetória 


A Veja Luz também passou por palcos como a Virada Cultural de São Paulo, Auditório Ibirapuera, Sesc Pompeia, Centro Cultural São Paulo (CCSP) e Espaço das Américas, além de realizar turnês pelas regiões Nordeste, Sul e Sudeste.

Ao longo dessa trajetória, dividiu palco e estúdio com artistas como Geraldo Azevedo, Black Alien, Racionais MC's, Criolo, IZA, Rael, Gaby Amarantos, Edson Gomes e Liniker, além de referências internacionais do reggae, como Black Uhuru, The Congos, Mighty Diamonds e Mad Professor.

A banda integra uma geração de artistas que vêm ampliando os limites do reggae nacional, aproximando o gênero de linguagens urbanas contemporâneas sem perder a ligação histórica com temas de consciência social.

“Revoada” surge, assim, como expressão de uma banda que olha para a própria trajetória sem deixar de buscar novos caminhos. Entre reggae, soul, jazz, blues, R&B, hip-hop e elementos eletrônicos, a Veja Luz transforma a ideia de recomeço em música e reafirma a força do coletivo como parte essencial de sua identidade artística.

Crédito da Foto: Wesley Soares [separador]
NOTA DO EDITOR - PORTAL SPLISH SPLASH
“Revoada” confirma que a maturidade artística não precisa significar acomodação. A Veja Luz mantém as raízes do reggae, mas olha para a frente, cruzando linguagens e reafirmando a música como espaço de liberdade, consciência e união.
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