Orquestra Metropolitana de Lisboa leva Beethoven e Steven Isserlis ao CCB
Steven Isserlis interpreta obras para violoncelo de Saint-Saëns e Fauré
A Temporada de Música Erudita do Centro Cultural de Belém (CCB) arranca com um programa dedicado a algumas das grandes referências da música clássica, tendo como momento central a Sinfonia n.º 5 de Ludwig van Beethoven, interpretada pela Orquestra Metropolitana de Lisboa sob direção musical de Pedro Neves.
O concerto realiza-se domingo, 27 de setembro, às 17h00, no Grande Auditório do CCB, e conta ainda com a participação do prestigiado violoncelista Steven Isserlis. Antes do espetáculo, às 16h30, haverá uma conversa pré-concerto conduzida por Rui Campos Leitão.
Um programa entre Beethoven e a música portuguesa
Um dos eixos centrais da programação de música erudita do CCB será a evocação dos 200 anos da morte de Beethoven, figura incontornável da história da música ocidental.
Assinalar esta data constitui uma oportunidade para regressar a uma obra que, dois séculos depois, continua a conservar uma extraordinária capacidade de desafiar, interpelar e surpreender os públicos.
O programa abre com António Pinho Vargas, compositor português nascido em 1951, e a obra Nocturno/Diurno.
Segue-se o Concerto para Violoncelo e Orquestra n.º 2 em Ré menor, Op. 119, de Camille Saint-Saëns, interpretado por Steven Isserlis, numa obra marcada por diferentes ambientes expressivos e pelo protagonismo do violoncelo.
Depois de Saint-Saëns, o programa inclui a Élégie, Op. 24, de Gabriel Fauré, antes do intervalo.
Beethoven e a Quinta Sinfonia
Na segunda parte do concerto surge a obra que se tornou um dos símbolos mais reconhecíveis da música ocidental: a Sinfonia n.º 5 em Dó menor, Op. 67, de Ludwig van Beethoven.
Conhecida como a Sinfonia do «Destino», a Quinta Sinfonia de Beethoven transformou-se num verdadeiro monumento do imaginário coletivo. A sua força dramática e o célebre motivo inicial contribuíram para fazer desta composição uma das obras mais conhecidas de toda a história da música.
A obra pode ser entendida como a expressão de uma consciência individual determinada a enfrentar grandes adversidades em defesa de ideais. Ao mesmo tempo, abre espaço para uma reflexão sobre os caminhos da subjetividade e sobre a relação entre o indivíduo e a Humanidade.
A interpretação da Orquestra Metropolitana de Lisboa, sob direção de Pedro Neves, encerra assim um programa que coloca lado a lado diferentes épocas, linguagens e sensibilidades musicais.
Steven Isserlis no violoncelo
A presença de Steven Isserlis acrescenta ao concerto uma dimensão particularmente relevante. O violoncelista britânico é reconhecido pela sua personalidade artística e pela diversidade do seu repertório, assumindo neste programa a interpretação das obras de Saint-Saëns e Fauré.
O Concerto para Violoncelo e Orquestra n.º 2 de Saint-Saëns e a Élégie de Fauré estabelecem, neste contexto, uma ligação expressiva entre dois compositores que, embora de gerações diferentes, partilham uma escrita particularmente eloquente para o violoncelo.
A programação reúne, deste modo, a linguagem contemporânea de António Pinho Vargas, o romantismo francês de Saint-Saëns e Fauré e a dimensão monumental da música de Beethoven.
Programa do concerto
António Pinho Vargas (1951)
Nocturno/Diurno
Camille Saint-Saëns (1835–1921)
Concerto para Violoncelo e Orquestra n.º 2 em Ré menor, Op. 119
Allegro moderato e maestoso — Andante sostenuto
Allegro non troppo — Cadenza — Molto
Gabriel Fauré (1845–1924)
Élégie, Op. 24
Intervalo
Ludwig van Beethoven (1770–1827)
Sinfonia n.º 5 em Dó menor, Op. 67
Allegro con brio
Andante con moto
Scherzo: Allegro
Finale: Allegro
Ficha artística
Violoncelo: Steven Isserlis
Direção Musical: Pedro Neves
Orquestra: Orquestra Metropolitana de Lisboa
Coprodução: Centro Cultural de Belém e Orquestra Metropolitana de Lisboa
Local: Grande Auditório do CCB
Data: 27 de setembro, domingo
Hora: 17h00
Conversa pré-concerto: Rui Campos Leitão, às 16h30
A Temporada de Música Erudita do CCB arranca com um programa que coloca Beethoven no centro das atenções, mas que vai muito além da sua célebre Quinta Sinfonia. A presença de Steven Isserlis, acompanhada pela Orquestra Metropolitana de Lisboa, permite reunir num mesmo concerto diferentes épocas, linguagens e universos musicais, de Pinho Vargas a Saint-Saëns, Fauré e Beethoven.
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Redatora Permanente do luso-brasileiro Portal Splish Splash. Uma sonhadora que acredita no verdadeiro amor, no romantismo e na felicidade, que carrega a fé em cada detalhe da vida. VER PERFIL
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