CARU lança “Longe da Bahia” e apresenta “AURORA”

CARU lança “Longe da Bahia”, primeiro single de “AURORA”, álbum inspirado nas memórias da avó e nas raízes da Bahia.
CARU em “Longe da Bahia”, primeiro single do álbum “AURORA”

Primeiro single de “AURORA” transforma memória, saudade e Bahia em música


A memória da avó transforma-se em matéria musical

CARU lança “Longe da Bahia”, primeiro single de “AURORA”, o seu primeiro álbum de estúdio, previsto para março de 2027. Inspirada na história, nas memórias e nos ensinamentos da avó, Dona Shirley, a nova versão da canção de Teago Oliveira, da banda Maglore, inaugura o universo musical e afectivo do disco.

CARU - Longe da Bahia




Uma canção que nasceu durante a pandemia 


Quando CARU cantou “Longe da Bahia” pela primeira vez para o público, estava diante de uma câmara. Do outro lado da transmissão, em Salvador, estavam os seus pais e a sua avó, Dona Shirley.

Era 2020, durante a pandemia, e a cantora, isolada no Rio de Janeiro, encontrou na música de Teago Oliveira uma forma de encurtar a distância que, naquele momento, parecia ainda maior.

Convidada para participar numa edição online do Festival Faro, CARU incluiu a faixa no repertório e cantou-a como se estivesse diante da própria família.

A experiência marcou a artista e transformou a canção numa peça íntima da sua trajectória. Agora, “Longe da Bahia” regressa numa nova versão e abre o caminho para “AURORA”, álbum que reúne quase uma década de experimentações entre singles e EPs.

“É a música do meu retorno pós-pandémico. Virou o aviso de que eu estava voltando, para a Bahia, para minhas raízes, para mim mesma. Não é a chegada de quem chega de novo: é a chegada de quem nunca esqueceu o caminho”, conta CARU.

Entre Feira de Santana, Rio de Janeiro e Bahia 


Natural de Feira de Santana, CARU vive no Rio de Janeiro há quase dez anos. A experiência de habitar lugares diferentes atravessa “Longe da Bahia”, uma canção sobre distância, pertença e a saudade daquilo que continua próximo, mesmo quando existe um oceano — ou simplesmente uma cidade — pelo caminho.

A história de “AURORA” começa também dentro da família. O avanço da perda de memória de Dona Shirley foi um dos impulsos para CARU transformar em música as histórias e os ensinamentos partilhados entre avó e neta.

O álbum nasce, assim, do desejo de registar e elaborar esse universo afectivo enquanto ele ainda pode ser revisitado através da memória da própria artista.

Japa System leva a Bahia para a gravação


Para traduzir essa geografia afectiva na gravação, CARU convidou Japa System, também natural de Feira de Santana e com uma trajectória ligada a BaianaSystem e Timbalada, para conduzir a percussão.

A escolha aproxima “Longe da Bahia” da Bahia que a cantora transporta consigo, especialmente de Salvador e da Gamboa, lugar profundamente ligado às suas memórias.

Na produção de Jan Santoro, a canção ganha ainda uma perspectiva carioca através do cavaquinho da instrumentista Laila Aurore.

O encontro entre a percussão e o cavaquinho confere à faixa um carácter mais dançante, que CARU associa ao mar de Salvador.

“A música, se tivesse cheiro, teria cheiro de mar de manhãzinha.”

Para a cantora, a saudade presente na canção não é necessariamente triste.

“É uma saudade que quando você lembra, você sorri levemente. Saudade de algo ou alguém que te faz suspirar”, define.

A papagaia que também faz parte da memória


O lançamento apresenta ainda uma das personagens que integram o universo visual de “AURORA”: uma papagaia inspirada no animal de estimação de Dona Shirley.

A ave aprendeu a falar como a avó de CARU e acabou por se tornar parte importante das memórias da cantora.

Criada pela designer Caren Cê a partir de uma ideia da própria artista, a personagem marcará presença nos conteúdos visuais associados às diferentes faixas do projecto.

“AURORA”: memória, identidade e pertença 


“AURORA” nasce da relação entre avó e neta e do desejo de CARU transformar em música histórias, lembranças e ensinamentos que fazem parte da sua trajectória.

A partir desse universo familiar, o álbum percorre também temas como território, pertença e identidade.

O título do projecto vem da cidade cearense onde Dona Shirley nasceu, reforçando a ligação entre a memória familiar e os diferentes territórios que atravessam a história da artista.

Antes de revelar o álbum na sua totalidade, “Longe da Bahia” abre esse caminho a partir de uma história específica: a de quem precisou de estar longe de casa e encontrou na música uma maneira de regressar.

Ficha técnica
Letra: Teago Oliveira
Intérprete (voz): CARU
Produção/arranjo: Jan Santoro
Co-produção: CARU
Base / beat: Japa System
Cavaquinho: Laila Aurore
Guitarra pica-pau, violão de nylon (levada/acordes) e guitarra (acordes): Jan Santoro
Baixo: Nathanne Rodrigues
Engenheiro de áudio: Iuri Nascimento
Mixagem: Rafaela Prestes
Masterização: Edu Lopes

Letra
De onde essa gente vem?
Que eu quero seguir também
Pra onde essa gente vai?
Me leva pra onde sai
Havia uma roda ali
Caminho de búzio aqui
De um povo ancestral
Da reza em nosso quintal
Ai antes eu não sofria
Agora dói até pensamento
Eu já não sei viver tão longe de você, Bahia
Eu quero muito ir pra casa
Eu quero ver mãinha
Eu vou e volto mas se desse eu nem voltaria
Eu trago a fita de lembrança pra você
Bahia terra sem lei
Bahia terra sem rei
Do canto dos orixás
Coronéis e capataz
De onde essa gente vem?
Magia por lá também
Pra onde essa gente vai?
Me leva pra onde sai
Ai antes eu não sofria
Agora dói até pensamento
Eu já não sei viver tão longe de você, Bahia
Eu quero muito ir pra casa
Eu quero ver mãinha
Eu vou e volto mas se desse eu nem voltaria
Eu trago a fita de lembrança pra você

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NOTA DO EDITOR - PORTAL SPLISH SPLASH
“Longe da Bahia” é mais do que o primeiro single de “AURORA”: é a porta de entrada para um álbum construído a partir da memória, da família e das raízes de CARU. A ligação com Dona Shirley dá ao projecto uma dimensão particularmente íntima, enquanto a participação de músicos ligados às sonoridades baianas e cariocas ajuda a transformar distância e saudade numa experiência musical de pertença.
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