Será que tem mau hálito? O próprio nariz pode não perceber

Saiba por que é difícil identificar o próprio mau hálito e como o Oral Chroma pode ajudar a medir gases associados à halitose.

Ilustração alusiva à halitose e à avaliação do mau hálito

 

Halitose pode passar despercebida, mas a tecnologia ajuda a identificar a sua origem


O próprio nariz pode não detetar o nosso mau hálito

Sentir ou não o próprio hálito nem sempre é uma forma segura de perceber se existe halitose. Métodos caseiros, como passar a língua no punho, cheirar a região ou verificar o odor do fio dental, são bastante populares, mas não permitem avaliar de forma fiável o hálito como um todo.

A explicação está na forma como o cérebro processa os odores a que está constantemente exposto. Como acontece com outros cheiros presentes no nosso ambiente habitual, também podemos deixar de notar os odores produzidos pelo próprio organismo.

“Na maioria das vezes, é difícil perceber o próprio mau hálito. Nosso nariz e nosso cérebro acabam se acostumando com os odores aos quais estamos expostos o tempo todo, inclusive o nosso próprio hálito”, explica a otorrinolaringologista Dra. Lígia Maeda, do Hospital Paulista.

Por que é tão difícil perceber o próprio mau hálito?


O cérebro tende a adaptar-se aos estímulos olfativos que recebe continuamente. Por isso, uma pessoa pode apresentar halitose sem se aperceber, enquanto outra pode acreditar que tem mau hálito sem que exista efetivamente um problema.

Esta dificuldade torna pouco fiáveis algumas das estratégias utilizadas para tentar confirmar a halitose em casa. Quando a suspeita persiste, uma avaliação profissional pode fornecer uma resposta mais objetiva.

É neste contexto que a tecnologia pode desempenhar um papel importante.

Aparelho transforma o hálito em números


Entre os recursos utilizados na investigação da halitose está o Oral Chroma, equipamento que analisa o ar expirado e mede três dos principais gases associados ao mau hálito.

Como diferentes gases podem estar relacionados com diferentes padrões de halitose, os resultados do exame podem contribuir para identificar a origem do problema, quantificar a sua intensidade e auxiliar na definição do tratamento.

“O exame transforma em números algo que normalmente avaliamos apenas pelo odor. Ele ajuda a encontrar a causa, quantificar a halitose e direcionar o tratamento”, explica a médica.

O equipamento, contudo, não substitui a avaliação clínica. Os resultados devem ser interpretados em conjunto com a observação da boca, incluindo língua, gengivas e dentes, e, quando necessário, com a investigação de outras possíveis causas.

Mau hálito não significa falta de higiene


É comum associar imediatamente a halitose à falta de higiene oral. No entanto, a origem do mau hálito pode ser bastante mais complexa.

Na maioria das vezes, a halitose está relacionada com a própria boca e pode envolver a acumulação de bactérias na língua, problemas gengivais, cáries ou diminuição da produção de saliva.

Assim, ter mau hálito não significa necessariamente que a pessoa não cuide adequadamente da sua higiene oral. Diferentes condições podem favorecer a produção dos gases responsáveis pelo odor.

“Existem várias situações que podem favorecer a produção desses gases. Quando o problema persiste mesmo depois de corrigidos os possíveis fatores da boca, ou quando existem outros sintomas associados, é importante investigar outras causas”, afirma Dra. Lígia.

E passar a língua no punho funciona?


Apesar de muito divulgado, o chamado teste do punho não consegue necessariamente reproduzir o odor do hálito. Passar a língua no punho e cheirar a região pode não corresponder ao cheiro efetivamente libertado pela boca.

O mesmo acontece com o teste do fio dental. Cheirá-lo depois de o passar entre os dentes pode fornecer alguma informação sobre uma determinada região, mas não permite avaliar o hálito de forma global.

Por isso, perante uma suspeita persistente de halitose, a recomendação apresentada pela especialista é procurar uma avaliação profissional em vez de tentar confirmar o problema apenas através de métodos caseiros.

“Hoje já conseguimos investigar a halitose de uma maneira muito mais objetiva, em vez de depender apenas do ‘eu acho que estou com mau hálito’. O Oral Chroma permite medir alguns dos gases relacionados à halitose e ajuda a transformar uma queixa subjetiva em uma avaliação mais objetiva”, conclui a especialista.

Sobre o Hospital Paulista
Fundado em 1974, o Hospital Paulista de Otorrinolaringologia possui cinco décadas de tradição no atendimento especializado em ouvido, nariz e garganta. Ao longo da sua trajetória, ampliou a sua atuação para outras áreas, com destaque para Fonoaudiologia, Alergia Respiratória e Imunologia, Distúrbios do Sono, Cirurgia Cérvico-Facial, Buco Maxilo Facial e Foniatria.
A instituição conta ainda com um Centro de Medicina Diagnóstica em Otorrinolaringologia e dispõe de profissionais especializados, oferecendo suporte médico 24 horas por dia.
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NOTA DO EDITOR - PORTAL SPLISH SPLASH
A halitose pode ter diferentes causas e nem sempre está relacionada com a higiene oral. Se a suspeita de mau hálito for persistente, a avaliação por um profissional de saúde é a forma mais adequada de procurar a sua origem. Este artigo tem caráter informativo e não substitui aconselhamento ou diagnóstico médico.
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