BIG BANG 2026 leva música e aventura ao CCB

BIG BANG 2026 regressa ao CCB a 2 e 3 de outubro com música, oficinas, instalações e espetáculos para crianças, jovens e famílias.
BIG BANG 2026 no CCB com programação musical para crianças e jovens

Festival Europeu de Música para Públicos Jovens regressa ao CCB em outubro


Miles Davis, Kate Bush, Pauliteiros de Miranda e tradição portuguesa em destaque

O Centro Cultural de Belém recebe, a 2 e 3 de outubro de 2026, a 15.ª edição do BIG BANG – Festival Europeu de Música e Aventura para Públicos Jovens, uma iniciativa que transforma diferentes espaços do CCB num território de descoberta, música, criatividade e participação.

Presente em 20 cidades europeias e reconhecido por públicos e artistas de diferentes idades, o BIG BANG apresenta uma programação internacional e nacional que cruza espetáculos de sala e de rua, concertos, oficinas e instalações sonoras.

Na edição de 2026, entre os destaques encontram-se propostas inspiradas em Miles Davis e Kate Bush, a intervenção itinerante da brasileira Lívia Mattos, o trabalho do coletivo português Retimbrar, os Pauliteiros de Miranda e vários projetos que colocam crianças e jovens músicos no centro da programação.

O festival decorre na sexta-feira, 2 de outubro, das 10h00 às 17h00, para escolas, e no sábado, 3 de outubro, das 11h00 às 19h00, para famílias.

Canto ao Entardecer — Retimbrar e Coro Infantil da Voz do Operário 


Portugal | Maiores de 4 anos

Sexta-feira, 2 de outubro, às 12h00
Sábado, 3 de outubro, às 17h00
Grande Auditório

Num tempo em que as perguntas parecem crescer connosco, há um bando de crianças e músicos que atravessam a estação do outono entre canções, ritmos e histórias partilhadas, explorando a ideia de um «canto ao entardecer».

O espetáculo junta o Coro Infantil da Voz do Operário ao coletivo Retimbrar, encontrando na música de raiz portuguesa um espaço vivo de descoberta. O diálogo entre memória e presente abre lugar às vozes para perguntar, cantar e imaginar caminhos.

Entre festa e contemplação, o concerto propõe o canto como um ritual e uma reflexão sobre a passagem do tempo, o amadurecimento e o entardecer — sobre aquilo que vai e aquilo que fica.

Ficam as perguntas: curiosas, inesperadas, profundas ou divertidas. Perguntas que servem de fio condutor a uma narrativa musical feita para celebrar a oralidade, a comunidade e a beleza de continuar à procura de respostas.

Ficha técnica: Teclado, cavaquinho e percussão — António Serginho; percussão — Afonso Passos, André Nunes e Andres ‘Pancho’ Tarabbia; violino, voz e percussão — Beatriz Rola; percussão, guitarra elétrica e voz — Jorge Loura; percussão, baixo elétrico e voz — Miguel Ramos; voz, cavaquinho e percussão — Sara Yasmine; direção coral — Inês Melo; técnico de som — Quico Serrano; técnico de som de palco — João de Guimarães; agenciamento, contratos e produção — António Fernandes.

Mile(s)Tones — Zonzo Compagnie 


Bélgica | Maiores de 6 anos

Sexta-feira, 2 de outubro: 10h30 e 14h00
Sábado, 3 de outubro: 12h00 e 14h30
Pequeno Auditório

Audiodescrição: 3 de outubro, às 12h00.

Em Mile(s)Tones, um percussionista, um pianista e um trompetista conduzem o público pelo fascinante universo do lendário compositor e ícone do jazz Miles Davis.

A música aventureira e inovadora é o ponto de partida para uma viagem por espaços e atmosferas em constante transformação. O público pode sentir-se no centro da criatividade de um estúdio de gravação, tornar-se parte de uma banda ou acompanhar a criação, ao vivo, da banda sonora de um filme.

A produção explora as infinitas possibilidades da música improvisada através das composições de Miles Davis, com músicos do reconhecido conjunto de jazz belga De Beren Gieren e o trompetista Bert Bernaerts.

Ficha técnica: Trompete e contrabaixo — Bert Bernaerts; teclados — Fulco Ottervanger e Seppe Gebruers; bateria — Simon Segers e Simon Raman; música — Miles Davis; direção e cenografia — Wouter Van Looy; técnica — Pat Caers; vídeo — Johan Cosijns; figurinos — Harriet Wouters.

Mile(s)Tones é uma produção da Zonzo Compagnie, em coprodução com De Beren vzw, Centro Cultural de Belém, KAAP, Rataplan e Jeugd & Muziek Vlaanderen.

Norquestra — um concerto interativo 


Portugal | Maiores de 6 anos

Sexta-feira, 2 de outubro: 10h00 e 15h15
Sábado, 3 de outubro: 11h00 e 13h30
Black Box

Conceito e coordenação artística de António-Pedro, da Companhia Caótica, Norquestra é um concerto interativo em que público e músicos exploram em conjunto o mistério da criação musical.

Para onde vai a música dentro de nós? O que acontece quando criamos, tocamos ou ouvimos música?

A narração e a partilha de experiências conduzem o público pelas perguntas que deram origem ao projeto, desenvolvido através de um processo de criação e investigação em colaboração com músicos, músicas e neurocientistas.

Através de diferentes dispositivos, quem assiste é convidado a intervir na música, influenciando o rumo da criação e fazendo nascer, em cada concerto, uma composição espontânea e irrepetível.

A Companhia Caótica é uma estrutura apoiada pela República Portuguesa – Cultura | DGARTES – Direção-Geral das Artes e pela Câmara Municipal de Lisboa.

Quartos dos Músicos


Portugal | Maiores de 4 anos

Sexta-feira, 2 de outubro: 10h00, 11h00, 13h30 e 15h15
Sábado, 3 de outubro: 11h00, 13h00, 14h15 e 15h45
Salas de Ensaio

Com Rita Maria, José Peixoto e Nuno Cintrão, esta proposta abre a porta a dois quartos onde vivem músicos do BIG BANG.

O público poderá visitar os seus imaginários, conhecer universos fantásticos e participar em propostas de aventura que, para já, os músicos preferem manter em segredo.

Cloudbusting — Aline Goffin 


Bélgica | Maiores de 6 anos

Sexta-feira, 2 de outubro: 10h00, 11h00, 13h15 e 14h45
Sábado, 3 de outubro: 11h00, 13h00, 14h15 e 16h00
Sala SEGA

Com a sua voz intrigante, estilo singular e videoclipes de dimensão onírica, Kate Bush permanece, há décadas, uma referência fascinante para várias gerações.

Em Cloudbusting, a cantora e performer Aline Goffin convida o público jovem a entrar no universo da artista britânica através de um momento íntimo onde música, movimento e imagem se fundem.

O espetáculo percorre canções icónicas como Running Up That Hill, mas também revela temas menos conhecidos do repertório de Kate Bush.

Armada apenas com a voz, um mini-violão e um par de baquetas, Aline Goffin demonstra como a força das composições da artista permanece intacta mesmo num cenário minimalista.

A artista visual Nele Fack, conhecida pelas animações de THELONIOUS, da Zonzo Compagnie, contribui para este universo através de hologramas e de um imaginário visual surpreendente.

Pauliteiros de Miranda 


Agrupamento de Escolas de Miranda do Douro | Todos os públicos | Entrada livre

Sexta-feira, 2 de outubro, às 15h15
Sábado, 3 de outubro, às 15h30
Praça CCB

Ser pauliteiro é motivo de orgulho em Miranda do Douro. Tradicionalmente ligados aos grupos escolhidos em cada aldeia, os Pauliteiros de Miranda encontraram na escola novas formas de continuidade e partilha.

Hoje, os paus ecoam nos corredores, nos recreios e nos ensaios improvisados, onde os jovens aprendem entre si, repetem passos e partilham «lhaços» como quem partilha uma língua viva.

Com o reforço do trabalho desenvolvido pelo Plano Nacional das Artes, abriram-se novos espaços de aprendizagem e participação, dando maior expressão aos grupos femininos e mistos e aproximando mais jovens da cultura mirandesa.

Nesta atuação, dança, música e língua mirandesa encontram-se num mesmo gesto. Em palco, pauliteiros e músicos — todos estudantes — celebram uma tradição viva, transportada para o presente com orgulho, energia e sentido de comunidade.

La lhéngua an lhaços 


Portugal | Maiores de 6 anos

Sexta-feira, 2 de outubro, às 11h00
Sábado, 3 de outubro, às 12h00
Sala Fernando Pessoa

A oficina do Agrupamento de Escolas de Miranda do Douro, orientada por Fernando Pereira, propõe uma descoberta da língua mirandesa através da música e da dança.

Os participantes aprenderão um dos «lhaços», os passos de dança tradicionais associados à tradição dos Pauliteiros de Miranda.

Mini Orquestra — dirigida por Gabriel Santos 


Portugal | Maiores de 4 anos | Entrada livre

Sexta-feira, 2 de outubro, às 11h45
Sábado, 3 de outubro, às 13h45
Foyer do Grande Auditório, Piso 2

O jovem maestro Gabriel Santos, atualmente com 15 anos, regressa ao BIG BANG depois de ter participado na edição de 2023, quando tinha apenas 12 anos.

Na altura, integrou, com outros sete colegas da Escola de Música do Conservatório Nacional, um projeto de Victor Gama e da sua equipa, como criador e intérprete.

Com formação como violinista e um interesse precoce pela direção de orquestra, Gabriel fundou entretanto diversas orquestras com projetos musicais inovadores na área da música erudita, envolvendo colegas do Conservatório e da Escola Superior de Música.

O BIG BANG 2026 acolhe agora o projeto do jovem «Mini Maestro», proporcionando-lhe um espaço para apresentar a sua orquestra e o trabalho que tem vindo a desenvolver.

Programa:

Jean Sibelius (1865-1957) — Finlândia, Op. 26 (1900)
Gabriel Fauré (1845-1924) — Libera me, do Requiem, Op. 48 (1877; rev. 1889-1893)
Piotr Ilitch Tchaikovsky (1840-1893) — Andante cantabile, con alcuna licenza, 2.º andamento da Sinfonia N.º 5, em Mi Menor, Op. 64 (1888)
Piotr Ilitch Tchaikovsky — Finale: Andante maestoso – Allegro vivace, 4.º andamento da Sinfonia N.º 5, em Mi Menor, Op. 64 (1888)

Feeding Grounds — instalação sonora 


Bélgica | Maiores de 6 anos | Entrada livre

Sexta-feira, 2 de outubro, continuamente entre as 10h00 e as 16h00
Sábado, 3 de outubro, continuamente entre as 11h00 e as 16h00
Jardim das Oliveiras

Na instalação sonora Apex, o público entra no território de três animais que, há séculos, fascinam e inquietam a humanidade: o urso, o abutre e a baleia.

Com o mágico Chronophone nas mãos, os participantes percorrem o espaço e descobrem como rugidos, grasnidos e gorgolejos se transformam em sons difíceis de identificar.

Por detrás destes sons estão músicos do ensemble de jazz De Beren Gieren: o pianista Fulco Ottervanger, o contrabaixista Lieven Van Pée e o baterista Simon Segers, que exploram as fronteiras entre o jazz, a música eletrónica e aquilo que escapa a qualquer definição.

Da Pele — instalação sonora 


Portugal | Maiores de 6 anos
Lotação máxima de 30 participantes

Sexta-feira, 2 de outubro: 10h00, 13h15 e 15h15
Sábado, 3 de outubro: 11h00, 13h15 e 15h45
Espaço Fábrica das Artes

Criação de Isabel Martinez, Da Pele é uma instalação sonora que nasce de uma investigação centrada no adufe, desenvolvida no âmbito do Mestrado em Artes e Tecnologias do Som da ESMAE.

As mãos complementam os adufes e, colocadas numa teia relacional, um movimento ou um sopro pode desencadear uma sucessão de pancadas e vozes que ganha força através da relação e da multiplicação.

É essa a potência do conjunto: o coletivo e a sua memória materializados num instrumento simples, formado por quatro tábuas e uma pele.

Oficina de Canto e Toque de Adufe 


Portugal | Maiores de 12 anos
Lotação máxima de 25 participantes

Sexta-feira, 2 de outubro: 11h00 e 14h00
Sábado, 3 de outubro: 12h00 e 14h45
Espaço Fábrica das Artes

Orientada por Isabel Martinez e Constança Ochoa, a oficina parte do universo do adufe e da relação entre movimento, voz, ritmo e participação coletiva.

A proposta convida os participantes a experimentar a força do conjunto e a descobrir como um simples gesto pode desencadear uma verdadeira paisagem sonora.

A Sanfonástica Mulher-Lona — Lívia Mattos 


Brasil | Todos os públicos | Entrada livre

Sexta-feira, 2 de outubro: 10h45 e 15h00
Sábado, 3 de outubro: 13h30 e 16h30
Espaços exteriores do CCB

A Sanfonástica Mulher-Lona é um delírio circense em forma de intervenção itinerante.

É o próprio circo, metaforizado na autonomia e na liberdade de chegar onde quiser, atravessando territórios e diluindo fronteiras.

Ao mesmo tempo charanga e picadeiro de uma mulher só, a artista brasileira Lívia Mattos percorre os espaços ao som do seu acordeão, mergulhada num universo poético e fantástico.

Vestida de picadeiro e de lona de circo, apresenta um miniconcerto ambulante com a sua inseparável sanfona.

Corpos Sonoros — para ouvir e participar 


Portugal | Maiores de 4 anos

Sexta-feira, 2 de outubro: 10h45 e 15h30
Sábado, 3 de outubro: 12h30 e 15h00
Sala Eugénio de Andrade

Criação de Jaime Reis, com participação da violinista Beatriz Costa, Corpos Sonoros cruza arte sonora, escultura, instalação e comunidade.

Destinada ao público jovem e ao público em geral, sem necessidade de conhecimentos musicais prévios, a instalação parte de um corpo sonoro concebido a partir do esqueleto de um piano reconstruído.

Os participantes são convidados a explorar, ativar e criar paisagens sonoras de forma experimental.

Ficha técnica: Criação musical, direção artística e composição — Jaime Reis; diretora executiva e violinista do Ensemble DME — Beatriz Costa; produção — Rita Esteves e Paula Galiana.

MUSKO — WETUMTUM e alunos da Escola Profissional da Metropolitana 


Portugal | Todos os públicos | Entrada livre

Sexta-feira, 2 de outubro: 11h00 e 16h00
Sábado, 3 de outubro: 13h00 e 18h00
Praça CCB

MUSKO é um espetáculo itinerante que combina a energia da percussão com a envolvência da paisagem natural.

Com instrumentos de percussão e tubos que ecoam pelo ambiente, os músicos interagem com o espaço através de materiais não convencionais.

O projeto integra alunos da Escola Profissional da Metropolitana, numa experiência que cruza som e imagem e transforma a praça do CCB num espaço de festa para miúdos e graúdos.

CRASSH Style — oficina de música em grupo 


Portugal | Maiores de 4 anos
Lotação máxima de 30 participantes

Sexta-feira, 2 de outubro: 10h00 e 14h30
Sábado, 3 de outubro: 11h00 e 14h00
Sala Almada Negreiros

Orientados por Bruno Estima e WETUMTUM, os workshops CRASSH proporcionam uma forma prática e descontraída de fazer música em grupo.

Percussão corporal, voz e outros instrumentos são explorados através de experiências e desafios acessíveis a todos.

A atividade termina com uma curta apresentação do grupo no caminho pedonal do CCB.

Embaixadores BIG BANG 2026 


O projeto de comunicação do BIG BANG 2026 é orientado pela artista e facilitadora Lucía Andújar Llosa, com a participação de nove jovens.

Os Embaixadores BIG BANG acompanham o festival nos dias 2 e 3 de outubro de 2026, no CCB, produzindo conteúdos para as redes sociais da instituição.

Não estão previstos horários ou sessões abertas ao público para este projeto.

O BIG BANG 2026 apresenta assim dois dias de programação para crianças, jovens e famílias, aproximando música, tradição, experimentação, artes performativas e participação num mesmo espaço.

Entre concertos, oficinas, instalações sonoras e espetáculos itinerantes, o CCB transforma-se, mais uma vez, numa cidade onde a música não é apenas para ouvir: é também para descobrir, experimentar e fazer.

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NOTA DO EDITOR - PORTAL SPLISH SPLASH
O BIG BANG regressa ao Centro Cultural de Belém para a sua 15.ª edição, com uma programação especialmente pensada para públicos jovens, mas suficientemente abrangente para envolver também famílias e públicos de todas as idades. Música, tradição, experimentação e participação cruzam-se numa programação que inclui referências internacionais como Miles Davis e Kate Bush, propostas ligadas à cultura portuguesa e projetos que colocam crianças e jovens no centro da criação artística. Uma oportunidade para descobrir diferentes formas de viver e experimentar a música.
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