Thomaz Velho leva a exposição Tormenta à Casa Brasil

Thomaz Velho apresenta Tormenta, sua primeira exposição individual, na Casa Brasil, no Rio de Janeiro, com entrada gratuita até 6 de setembro.
Thomaz Velho em foto promocional da exposição Tormenta na Casa Brasil, no Rio de Janeiro


Artista carioca apresenta 11 obras em nova fase marcada pela cor e escala


Exposição Tormenta apresenta nova fase de Thomaz Velho no Rio

Com um convite para vivenciar a pintura como acontecimento, Thomaz Velho apresenta “Tormenta”, sua primeira exposição individual, na Casa Brasil, no Centro do Rio de Janeiro, a partir desta quinta-feira (13). Com entrada gratuita, a mostra reúne 11 obras entre inéditas e trabalhos realizados nos últimos anos e permanece em cartaz até 6 de setembro.

A exposição marca uma nova fase na trajetória do artista carioca, que amplia formatos, cores e possibilidades de criação. Em “Tormenta”, Thomaz Velho deixa para trás a calmaria de produções anteriores e aposta em uma pintura mais veloz, intensa e impactante, com obras que chegam a três metros de altura.

A mostra pode ser visitada de terça-feira a domingo, das 10h às 17h, na Casa Brasil, um dos espaços culturais de destaque do Centro do Rio.

Uma nova fase na pintura de Thomaz Velho 


Conhecido por sua constante investigação sobre forma e cor, Thomaz Velho apresenta em “Tormenta” o resultado de uma intensa prática artística. As 11 obras que integram a exposição foram produzidas utilizando técnicas de acrílico, desenho e pintura.

Para desenvolver a nova série, o artista passou a trabalhar em um ateliê instalado numa antiga fábrica de tecidos, no bairro do Rio Comprido. O pé-direito elevado do espaço, com grande distância entre o piso e o teto, estabeleceu uma relação visual com a nave principal da Casa Brasil e contribuiu para a criação das obras em grande escala.

“Tormenta é, sem dúvida, uma mudança no direcionamento do meu trabalho, com um processo avassalador na produção das obras, deixando a calmaria de lado. A escolha do nome da exposição faz todo o sentido, há quem me chame até de o ‘artista atormentado’ (risos). Há alguns anos, deixei o mercado de produção e audiovisual para viver esse sonho, e agradeço a parceria com a curadora Adriana Nakamuta e de toda a minha equipe, que me acompanha nesse novo desafio”, conta Thomaz Velho.

Brasilidades, urbanidade e natureza 


A exposição evidencia a capacidade da pintura de Thomaz Velho de despertar referências presentes na memória das brasilidades, evocando superfícies de paredes de cal, grafismos de fachadas históricas e a geometria da arquitetura vernacular que resiste à passagem do tempo.

Na obra do artista, urbanidade e natureza convivem num permanente estado de excesso e caos. Essa tensão ocupa o centro de sua pintura através da força da matéria pictórica, que deixa de ser apenas suporte para se transformar em imagem.

A nova produção também revela uma mudança na paleta cromática. Cores como vermelho e amarelo ganham protagonismo, substituindo a gradação mais suave presente nas pequenas pinturas realizadas anteriormente.

Curadora destaca mudança de escala e linguagem 


Para Adriana Nakamuta, curadora da exposição, a presença de Thomaz Velho na Casa Brasil estabelece um diálogo entre a produção autoral do artista e a vocação popular do espaço cultural.

“O trabalho autoral do Thomaz será muito bem-vindo junto com a força popular da Casa Brasil, que atrai um grande público em seu novo formato, exaltando as artes brasileiras e do Rio. Para a sua primeira exposição individual, Thomaz utiliza cores mais vibrantes, como vermelho e amarelo, em vez da gradação suave das pequenas pinturas. É uma transição, com um ritmo e uma paleta diferente e, ainda, com o desafio de formatos de grande escala nessa nova fase de sua trajetória”, disse Adriana Nakamuta.

Biografia de Thomaz Velho 


Desde muito novo, Thomaz Velho demonstrou interesse em expressar suas ideias através do desenho. Na adolescência, já frequentava aulas de modelo-vivo com Orlando Molica, no Parque Lage.

O artista continuou a sua formação na faculdade de Artes & Design e, desde então, desenvolveu uma trajetória que atravessa diferentes áreas da criação artística. Realizou exposições, foi assistente do artista plástico Carlos Vergara e trabalhou durante oito anos como cenógrafo e diretor de arte na TV GLOBO.

Também fundou a empresa CAPAVÉ, dedicada a projetos, e assinou trabalhos com Paula Águas na Casa França – Brasil. Como artista plástico, apresentou exposições individuais no Espaço Alexandrina e na Galeria do IBEU, mantendo uma pesquisa marcada pelo cruzamento entre diferentes talentos e linguagens.

Atualmente, suas práticas envolvem a criação de projetos e conceitos para diferentes expressões artísticas, além da produção de pinturas em acrílica e óleo sobre tela e instalações com papel de arroz.

Thomaz Velho também desenvolve desenhos em diferentes suportes e técnicas, utilizando carvão, grafite, aquarela sobre papel e ilustrações editoriais.

Casa Brasil reúne arte e cultura no Centro do Rio 


A Casa Brasil é um centro cultural da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro.

O atual reposicionamento do espaço já recebeu mais de 140 mil visitantes em pouco mais de um ano, integrando um projeto de reestruturação contemplado no edital Novos Eixos da Petrobras, na linha Ícones da Cultura Brasileira, dentro do Programa Petrobras Cultural.

O projeto é realizado em parceria com a V-ARTE e com o Ministério da Cultura, por meio da Lei Rouanet.

SERVIÇO:
Exposição: Tormenta, de Thomaz Velho
Período: 13 de agosto a 6 de setembro
Horário: terça a domingo, das 10h às 17h
Local: Rua Visconde de Itaboraí, 78 – Centro, Rio de Janeiro
Entrada: gratuita
Classificação: livre
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NOTA DO EDITOR - PORTAL SPLISH SPLASH
A exposição “Tormenta” marca um momento particularmente significativo na trajetória de Thomaz Velho, ao apresentar ao público a primeira exposição individual do artista e uma produção assente na exploração da cor, da matéria e da grande escala. A entrada gratuita reforça ainda o caráter acessível da iniciativa, que aproxima a arte contemporânea do público no Centro do Rio de Janeiro.
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