Entenda por que a perda de peso e o sol podem afetar a pele
Perda expressiva de peso e exposição solar exigem cuidados redobrados com a pele
São Paulo – agosto 2026 - A corrida é o esporte do momento. Apenas em 2025, cerca de 2 milhões de pessoas começaram a praticar a atividade no Brasil,segundo relatório da Olympikus , totalizando cerca de 15 milhões de corredores. Eventos de corrida se disseminam em todos os cantos do país, assim como os conteúdos sobre o tema, que passaram a ocupar as redes sociais. E nessa avalanche de conteúdos, um termo tem se destacado: o Runner’s Face, ou rosto de corredor, que associa a prática ao envelhecimento precoce do rosto, com surgimento de flacidez. Mas o que exatamente acontece? Na verdade, não existe evidência de que a corrida, por si só, envelheça o rosto; e a tal da Síndrome do Rosto de Corredor é um termo que nem existe na ciência. Mas essa percepção, segundo a cirurgiã plástica Dra. Beatriz Lassance*, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), se deve principalmente à perda expressiva de peso causada pelos exercícios aeróbicos. “A perda de peso, principalmente em casos em que há diminuição expressiva na quantidade de gordura, promove diminuição da gordura da face e, consequentemente, do volume que mantinha a pele esticada. Como resultado, o tecido cutâneo evidencia uma flacidez que já existia”, detalha a Dra. Beatriz Lassance.
Somado a isso, há a questão da exposição solar, visto que a corrida é majoritariamente praticada em ambientes externos. “A exposição solar pode causar diversos danos à pele. Além do risco de câncer, a radiação ultravioleta A emitida pelo sol é responsável por degradar as fibras elásticas da pele, o que leva ao envelhecimento precoce”, diz a dermatologista Dra. Paola Pomerantzeff*, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Porém, é importante ressaltar que, mesmo que existisse uma relação direta, ou seja, se fosse comprovado que a corrida envelhecesse a pele, a prática regular de atividade física ainda assim deve ser incentivada, uma vez que os benefícios para a saúde incluem redução de gordura, tonificação dos músculos, melhora do sistema respiratório e cardiovascular e prevenção de doenças, além de melhora significativa da pele, inclusive com prevenção do envelhecimento. “A atividade física é importante para a pele em diversos aspectos, visto que reduz o nível de cortisol, melhora a elasticidade, atua no controle da acne e da oleosidade, fortalece a barreira de proteção da pele e previne o envelhecimento precoce”, explica a cirurgião plástica.
Mas para não sofrer com o efeito estético conhecido como Runner’s Face, basta adotar alguns cuidados, principalmente com relação à fotoproteção. “O equilíbrio é fundamental. Descanso também é indispensável, lembre-se disso”, aconselha a Dra. Beatriz. Outro ponto importante é a fotoproteção. “A fotoproteção deve ser realizada diariamente pela manhã com um filtro solar de, no mínimo, FPS 30. Além disso, o produto deve ser reaplicado a cada 2 horas ou sempre que houver sudorese importante”, diz a Dra. Paola Pomerantzeff. Entre as opções disponíveis no mercado, é interessante apostar em produtos que ofereçam maior resistência ao suor, como o Biosole E Plus Ultra Vitamin FPS 99, da Ada Tina, um protetor solar em bastão muito resistente à água e ao suor, que não escorre e mantém toque seco da pele.
Outro fator muito importante é a hidratação, devido à grande perda de água durante os exercícios, e a alimentação, principalmente no que diz respeito ao consumo de carboidratos e também de proteína, que é essencial para diversas funções, desde manutenção da massa magra até produção de colágeno para a pele. “O principal efeito negativo da restrição de carboidrato é a redução da performance em exercícios físicos, ocasionando uma sensação de baixa energia”, diz a médica nutróloga Dra. Marcella Garcez*, diretora da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN). Na ausência de ingestão adequada de carboidratos, o organismo pode recorrer à gliconeogênese, utilizando aminoácidos provenientes da quebra de proteínas para produzir glicose, o que pode reduzir sua disponibilidade para funções estruturais e metabólicas, como a manutenção da pele. “Além disso, caso o aporte proteico não seja suficiente para manter a chegada de aminoácidos para todos os tipos de tecidos de colágeno, o organismo irá priorizar a reposição de fibras de colágeno nos tecidos condicionais à vida e a pele ficará em segundo plano, com aceleração do envelhecimento”, diz a Dra. Marcella. “As necessidades diárias podem ir de 0,6 a 2g por quilograma ao dia e dependem de vários fatores, como idade, gênero, nível de atividade física, estado de saúde e objetivos. Ou seja, uma pessoa com 60kg pode consumir de 36 a 120g de proteína diariamente. Então, o consumo deve ser individualizado e específico”, acrescenta a especialista.
Para tratar casos de flacidez, procedimentos estéticos também podem ser indicados, especialmente aqueles que vão estimular a produção de colágeno, como os bioestimuladores. “Os bioestimuladores de colágeno, como o próprio nome já diz, são injetados na pele da paciente através de agulhas ou cânulas para induzir uma resposta inflamatória do organismo que leva à produção de colágeno”, diz a Dra. Paola Pomerantzeff, que também recomenda o Volnewmer, uma radiofrequência monopolar que promove bioestimulação sem injeção. “Ele aquece a derme até a temperatura de 60°C, promovendo estímulo e reorganização das fibras de colágeno. Com isso, consegue melhorar a textura, dar viço e reduzir sinais de envelhecimento, além de redensificar a pele, com melhora da espessura do tecido cutâneo”, diz a especialista. “É possível ainda combinar esses tratamentos para criar uma mega poupança dessas fibras e assim combater e prevenir sinais da idade como flacidez”, acrescenta.
Em casos em que os efeitos do envelhecimento já estão presentes, é possível apostar em procedimentos como a lipoenxertia, que, segundo a cirurgiã plástica, repõe volume facial e rejuvenesce a pele por meio da aplicação de gordura retirada do próprio paciente, ou o lifting facial, indicado em casos em que a flacidez já é mais expressiva. “O lifting mudou muito ao longo do tempo. Antigamente, era limitado a esticar a pele, o que frequentemente resultava em aparência artificial e pouca durabilidade, não respeitando a identidade de cada paciente. Mas as técnicas contemporâneas atuam em vários planos e com vetores de reposicionamento mais anatômicos. Então os resultados são muito mais naturais. Mas o sucesso depende da indicação adequada, da execução técnica e da análise anatômica do paciente”, finaliza a Dra. Beatriz Lassance.
*DRA. PAOLA POMERANTZEFF: Dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD), tem mais de 10 anos de atuação em Dermatologia Clínica. Graduada em Medicina pela Faculdade de Medicina Santo Amaro, a médica é especialista em Dermatologia pela Associação Médica Brasileira e pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, e participa periodicamente de Congressos, Jornadas e Simpósios nacionais e internacionais. CRM 115941 | RQE 29608. Instagram: @drapaoladermatologista
*DRA. MARCELLA GARCEZ: Médica nutróloga, Mestre em Ciências da Saúde pela Escola de Medicina da PUCPR, Diretora da Associação Brasileira de Nutrologia e Docente do Curso Nacional de Nutrologia da ABRAN. A médica é Membro da Câmara Técnica de Nutrologia do Conselho Federal de Medicina (CFM), Coordenadora da Liga Acadêmica de Nutrologia do Paraná e Pesquisadora em Suplementos Alimentares no Serviço de Nutrologia do Hospital do Servidor Público de São Paulo. Além disso, é membro da Sociedade Brasileira de Medicina Estética e da Sociedade Brasileira para o Estudo do Envelhecimento. CRMPR 12559 | RQE 16019. Instagram: @dra.marcellagarcez
*DRA. BEATRIZ LASSANCE: Cirurgiã plástica formada na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e residência em cirurgia plástica na Faculdade de Medicina do ABC. Trabalhou no Onze Lieve Vrouwe Gusthuis – Amsterdam -NL e é Membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e da ISAPS (International Society of Aesthetic Plastic Surgery). Além disso, é membro do American College of LifeStyle Medicine e do Colégio Brasileiro de Medicina do Estilo de Vida. CRM 69759 | RQE 15053. Instagram: @drabeatrizlassance
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NOTA DO EDITOR - PORTAL SPLISH SPLASH
O chamado Runner’s Face ganhou espaço nas redes sociais, mas não corresponde a uma síndrome reconhecida pela ciência. O texto reúne esclarecimentos de especialistas sobre os fatores que podem contribuir para a flacidez facial e reforça que os benefícios da atividade física para a saúde superam eventuais preocupações estéticas.
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Entenda por que a perda de peso e o sol podem afetar a pele
Uma romântica que acredita no amor eterno. Redatora blog luso-brasileiro Portal Splish Splash. VER PERFIL
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