Queijo no inverno: benefícios e cuidados no consumo

Queijo combina com o inverno e pode integrar uma alimentação equilibrada. Saiba quais os benefícios, tipos mais indicados e cuidados no consumo.
Queijos variados numa composição gastronómica alusiva ao consumo no inverno

Frio aumenta o apetite por queijo, mas moderação continua essencial


Fondue, gratinados, massas e sopas ganham protagonismo nos dias frios


Quando chegam os dias frios, aumenta a procura por pratos quentes e reconfortantes. Fondue, sopas, massas, gratinados e sanduíches estão entre as preparações que ganham espaço à mesa — e o queijo surge frequentemente como um dos seus principais protagonistas.

A associação entre inverno e queijo não acontece por acaso. Além de combinar com receitas quentes e reconfortantes, este alimento apresenta uma grande diversidade de sabores, texturas e características nutricionais.

Com uma história que terá começado há milhares de anos, possivelmente a partir da descoberta acidental da coagulação do leite, a produção de queijo foi sendo aperfeiçoada ao longo dos séculos. Actualmente, estima-se que existam mais de 10 mil variedades de queijo em todo o mundo.

Brancos, amarelos ou azuis, frescos ou maturados, duros ou cremosos, cozidos ou fumados, produzidos a partir de leite de vaca, cabra ou ovelha: os queijos fazem parte tanto de refeições simples como de propostas de alta gastronomia.

O que torna cada queijo diferente? 


As características de um queijo são influenciadas por diversos factores, entre eles as condições geográficas, climáticas e culturais, além das características genéticas dos rebanhos e dos próprios processos de produção.

A composição nutricional também varia de acordo com o tipo de queijo e o método utilizado na sua fabricação.

Segundo o Prof. Dr. Durval Ribas Filho, médico nutrólogo, Fellow da The Obesity Society (TOS – EUA), presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN) e palestrante do CBN 2026 – XXX Congresso Brasileiro de Nutrologia, o queijo é um alimento rico em nutrientes e uma excelente fonte de proteínas de alto valor biológico.

O especialista destaca ainda a presença de vitaminas como B12, B2 e A e, em alguns tipos, vitaminas D e K2, além de cálcio e minerais como fósforo, selénio e zinco.

Esses nutrientes desempenham funções importantes na saúde óssea, na actividade muscular, no sistema nervoso e na manutenção do sistema imunitário.

Alguns queijos produzidos através de fermentação podem também conter microrganismos que têm sido estudados pelo seu possível papel na microbiota intestinal. Os efeitos, contudo, dependem do tipo de queijo e do respectivo processo de produção.

Quanto queijo devemos consumir?


No Brasil, o consumo médio é de aproximadamente 2,2 kg de queijo por pessoa por ano.

De acordo com a orientação apresentada pelo especialista, uma porção diária de cerca de 30 gramas pode ser suficiente para aproveitar os benefícios nutricionais do alimento.

É importante, no entanto, considerar o conjunto de lacticínios consumidos ao longo do dia. Leite, iogurte, requeijão, pizzas e outras preparações à base de queijo também contribuem para a ingestão total.

Existe um queijo mais saudável? 


Não existe um único queijo que possa ser considerado ideal para todas as pessoas. De modo geral, ricota, cottage e queijo minas frescal tendem a apresentar menor teor de gordura e sódio, podendo ser opções interessantes para o consumo quotidiano.

Já queijos maturados, como parmesão, provolone e gorgonzola, podem apresentar maiores quantidades de gordura e sódio, sendo recomendável maior moderação.

A escolha deve, portanto, ter em conta não apenas o sabor, mas também a composição nutricional e a quantidade consumida.

O queijo ajuda o intestino? 


Alguns queijos obtidos através de processos de fermentação podem conter microrganismos potencialmente benéficos para a microbiota intestinal.

No entanto, não se deve atribuir ao queijo, isoladamente, a capacidade de regular o trânsito intestinal. A saúde do intestino depende de um conjunto de factores, incluindo alimentação, hidratação, actividade física e estilo de vida.

Queijo faz bem aos ossos e aos dentes? 


O queijo é uma importante fonte de cálcio, mineral fundamental para a formação e manutenção dos ossos e dos dentes.

O alimento fornece também proteínas de elevada qualidade, que contribuem para a manutenção da massa muscular e da estrutura óssea.

Assim, quando integrado numa alimentação equilibrada e consumido em quantidades adequadas, o queijo pode contribuir para uma dieta nutricionalmente diversificada.

Comer queijo ajuda a emagrecer? 


O elevado teor de proteínas pode contribuir para aumentar a sensação de saciedade, mas isso não significa que o queijo, por si só, provoque perda de peso.

Para quem pretende controlar o peso, queijos frescos como ricota, cottage e minas frescal tendem a ser opções mais adequadas por apresentarem, em geral, menor teor de gordura e sódio.

Os queijos maturados também podem fazer parte da alimentação, desde que consumidos com moderação e dentro das necessidades individuais.

Quando o queijo pode fazer mal? 


No consumo de queijo, o equilíbrio é fundamental.

Muitos tipos apresentam quantidades elevadas de gorduras saturadas e sódio. O consumo excessivo desses nutrientes está associado a um maior risco de problemas como hipertensão arterial e doenças cardiovasculares.

Alguns queijos são também bastante calóricos e, quando consumidos em grandes quantidades, podem contribuir para o aumento de peso.

Outro ponto de atenção são determinados produtos ultraprocessados à base de queijo, que podem conter conservantes, corantes e outros aditivos.

Sempre que possível, é aconselhável observar a lista de ingredientes e a informação nutricional presente no rótulo, privilegiando produtos com composição mais simples.

Quem deve ter mais cuidado?


Pessoas com hipertensão arterial devem prestar especial atenção ao consumo de queijos com maior teor de sódio.

Quem apresenta colesterol elevado ou doenças cardiovasculares deve, por sua vez, privilegiar opções com menor quantidade de gorduras saturadas, seguindo a orientação de um médico ou nutricionista.

Pessoas com doença renal crónica ou outras condições que impliquem restrições alimentares também podem necessitar de recomendações individualizadas relativamente ao tipo e à quantidade de queijo.

Mais do que eliminar o alimento da alimentação, a questão está em escolher de forma adequada, controlar as quantidades e considerar o conjunto da dieta.

Queijo e inverno: uma combinação que pede equilíbrio 


O frio pode tornar ainda mais apetecíveis os pratos com queijo, mas a temperatura não altera uma regra essencial da alimentação: qualidade e quantidade devem andar juntas.

Entre milhares de variedades, existem opções para praticamente todos os gostos e diferentes necessidades nutricionais. O segredo está em conhecer as características de cada uma e consumi-las de forma equilibrada.

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NOTA DO EDITOR - PORTAL SPLISH SPLASH
O Portal Splish Splash partilha esta informação sobre o consumo de queijo no inverno, destacando os seus benefícios nutricionais e a importância de escolher os tipos e quantidades adequados. As informações apresentadas têm carácter informativo e não substituem o aconselhamento individual de médicos ou nutricionistas.
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