Publicada por
Armindo Guimarães
Uma reflexão sobre identidade, raízes e a ligação eterna entre Portugal e Brasil
O Atlântico deixou de ser fronteira para se tornar uma ponte entre gerações
"A verdadeira identidade não divide origens; soma histórias, afetos e valores."
Vímara Porto
Vímara Porto
Por: Gerson Freire*
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Há onze anos, atravessei o Atlântico levando comigo a história da minha família. Vim para Portugal com uma mala de sonhos, mas sem imaginar que, com o tempo, descobriria algo ainda maior: não estava deixando um país para trás; estava ampliando as minhas raízes.
Os meus avós fizeram o caminho inverso. Partiram de Portugal em busca de um futuro no Brasil e ali construíram uma nova história. Hoje, de certa forma, completei esse círculo. O destino devolveu um dos seus descendentes à terra de onde tudo começou.
Durante muito tempo, me perguntaram de onde eu era. Hoje, a resposta é simples: sou luso-brasileiro.
Sou brasileiro na espontaneidade, na alegria, na criatividade e na capacidade de recomeçar. Sou português no respeito pela história, na perseverança, no sentido de pertencimento e na consciência de que as raízes importam.
Não preciso escolher entre uma bandeira e outra, porque ambas contam a minha história. O verde e amarelo falam da terra que me formou. O verde e vermelho lembram a terra que acolheu meus sonhos e onde reconstruí parte da minha vida.
Hoje, a minha família vive dos dois lados do oceano. O Atlântico já não nos separa; ele nos une. É uma ponte que liga gerações, memórias e afetos. Em cada viagem, não sinto que estou partindo ou chegando. Apenas volto para casa — uma das minhas casas.
Ser luso-brasileiro é carregar duas culturas sem dividir o coração. É compreender que identidade não é uma escolha entre origens, mas a soma delas. É honrar os passos dos antepassados enquanto se constrói um caminho para os que virão.
Após onze anos em Cascais, entendi que a minha nacionalidade não cabe em um único passaporte. Ela vive na minha história, na minha família e nos valores que carrego.
Tenho orgulho de ser brasileiro.
Tenho orgulho de ser português.
Os meus avós fizeram o caminho inverso. Partiram de Portugal em busca de um futuro no Brasil e ali construíram uma nova história. Hoje, de certa forma, completei esse círculo. O destino devolveu um dos seus descendentes à terra de onde tudo começou.
Durante muito tempo, me perguntaram de onde eu era. Hoje, a resposta é simples: sou luso-brasileiro.
Sou brasileiro na espontaneidade, na alegria, na criatividade e na capacidade de recomeçar. Sou português no respeito pela história, na perseverança, no sentido de pertencimento e na consciência de que as raízes importam.
Não preciso escolher entre uma bandeira e outra, porque ambas contam a minha história. O verde e amarelo falam da terra que me formou. O verde e vermelho lembram a terra que acolheu meus sonhos e onde reconstruí parte da minha vida.
Hoje, a minha família vive dos dois lados do oceano. O Atlântico já não nos separa; ele nos une. É uma ponte que liga gerações, memórias e afetos. Em cada viagem, não sinto que estou partindo ou chegando. Apenas volto para casa — uma das minhas casas.
Ser luso-brasileiro é carregar duas culturas sem dividir o coração. É compreender que identidade não é uma escolha entre origens, mas a soma delas. É honrar os passos dos antepassados enquanto se constrói um caminho para os que virão.
Após onze anos em Cascais, entendi que a minha nacionalidade não cabe em um único passaporte. Ela vive na minha história, na minha família e nos valores que carrego.
Tenho orgulho de ser brasileiro.
Tenho orgulho de ser português.
E, acima de tudo, tenho orgulho de ser a prova viva de que dois povos, unidos pela mesma língua e por uma história comum, podem habitar o mesmo coração.
Roberto Leal e Gilmelândia - De Jorge Amado a Pessoa
NOTA DO EDITOR - PORTAL SPLISH SPLASH
Num tempo em que tantas identidades parecem ser colocadas em oposição, este testemunho recorda que Portugal e Brasil continuam ligados por muito mais do que uma língua comum. São milhões de histórias familiares, culturais e afetivas que atravessam o Atlântico e reforçam uma herança partilhada, provando que duas nações podem coexistir harmoniosamente no mesmo coração.
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Armindo Guimarães
Escriba das coisas da vida e da alma. Admin., Editor e Redator do blog luso-brasileiro Portal Splish Splash. Máxima favorita: "Andamos sempre a aprender e morremos sem saber". VER PERFIL
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Comentários
Comentários


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Parabéns, Gerson Freire!
ResponderEliminarAchei sensacional, é um dos melhores textos que fala sobre Portugal e Brasil que já li, dá para notar que foi escrito com muito sentimento.
É mesmo um emocionante testemunho.
Confesso que me emocionei, ao ler o artigo, curtir a bela foto e assistir o lindo vídeo.
Sou uma brasuca que também ama Portugal. 🇧🇷🇵🇹