Sérgio Ricardo volta às universidades com força cultural

Projeto leva obra de Sérgio Ricardo às universidades com cinema, música, teatro e debates sobre cultura, memória e política no Brasil contemporâneo.
 Ilustração do evento Sérgio Ricardo Memória Viva Ocupa Universidades com elementos de cinema, música e teatro

Ocupação artística gratuita leva cinema, música e debates à UFRJ e UNIRIO


Um legado que insiste em transformar novas gerações


Entre os dias 11 e 22 de maio, o Rio de Janeiro se transforma em um grande território de encontro entre passado e presente com a primeira edição do projeto Sérgio Ricardo Memória Viva Ocupa Universidades. A iniciativa leva uma programação cultural gratuita para a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, reunindo estudantes, professores e o público em geral em torno da obra de Sérgio Ricardo — compositor, cineasta e um dos nomes mais inquietos da cultura brasileira.

Mais do que uma homenagem, a ocupação propõe um mergulho ativo na produção do artista, conectando sua trajetória às urgências contemporâneas. A programação inclui rodas de conversa, mostra de filmes, apresentações musicais e teatro, além de atividades que acontecem dentro das próprias salas de aula, reforçando o papel da universidade como espaço de pensamento crítico e criação coletiva.

Idealizado por Marina Lutfi, filha do artista e diretora do acervo digital que preserva sua obra, o projeto revisita a relação histórica de Sérgio Ricardo com o ambiente universitário — especialmente durante o período da ditadura — e amplia o debate sobre temas como identidade, política, arte e memória. A realização é da Cacumbu Produções, em parceria com o Lab Cultura Viva da UFRJ, coordenado por Ivana Bentes, e conta com apoio da deputada Jandira Feghali.

A proposta é circular: atividades acontecem tanto na UFRJ (campus Praia Vermelha) quanto na UNIRIO, criando um fluxo contínuo de ideias e experiências. As rodas de conversa abordam desde a força política da cultura até a preservação de acervos familiares, enquanto a mostra de cinema exibe quatro filmes fundamentais do artista, como Esse Mundo É Meu (1964), A Noite do Espantalho (1974) e Bandeira de Retalhos (2018), evidenciando sua linguagem estética e engajada.

No teatro, o destaque é a peça Re-Acordar, dirigida por Amir Haddad e encenada pelo grupo TUCAARTE, que revisita a história do teatro universitário carioca desde os anos 1960 até os dias atuais. Já na música, o projeto ganha forma em apresentações como “Marina Lutfi e João Gurgel cantam Sérgio Ricardo”, que transitam entre aula e espetáculo, aproximando o público das canções e trilhas do artista.

O encerramento, no Salão Dourado da UFRJ, promete ser um momento de celebração coletiva, com participações especiais de músicos como Marcelo Caldi, Alexandre Caldi e Bebê Kramer, reforçando o caráter vivo e pulsante da obra de Sérgio Ricardo.

Segundo Marina Lutfi, a proposta é reaproximar o artista das novas gerações: “A universidade sempre foi um espaço frequentado pelo meu pai. O projeto segue esse caminho, incentivando novas leituras e interpretações a partir das urgências do presente.”

A ocupação também celebra os cinco anos do acervo digital Sérgio Ricardo Memória Viva, que reúne e preserva a vasta produção do artista em constante atualização. Aberto ao público e com entrada gratuita, o evento convida todos a experimentar uma obra que continua ecoando — não como memória estática, mas como força criativa em movimento.

SERVIÇO:
Sérgio Ricardo Memória Viva Ocupa Universidades
Quando? 11 a 22 de maio
Onde? UNIRIO e UFRJ (campus Praia Vermelha) – Rio de Janeiro
O quê? Programação: rodas de conversa, mostra de filmes, encenação teatral e shows
Quanto? Entrada gratuita
Instagram
NOTA DO EDITOR - PORTAL SPLISH SPLASH
A ocupação universitária dedicada à obra de Sérgio Ricardo reafirma a importância de manter viva a memória cultural brasileira não como peça de museu, mas como matéria pulsante de reflexão e criação. Ao aproximar jovens de um artista cuja trajetória dialoga profundamente com questões sociais e políticas, o projeto evidencia o papel das universidades como espaços essenciais de resistência, pensamento crítico e reinvenção artística, conectando passado e presente em um movimento contínuo de transformação.



🔎 Quer explorar mais este tema?
Escreva uma palavra relacionada com o assunto (por exemplo “joelhos”) e descubra outros artigos já publicados no blogue.
Enviar um comentário

Comentários