FIMFA no CCB cruza magia, circo e tempo

FIMFA leva ao CCB os espetáculos Éclipse e Tempo, unindo magia, dança contemporânea e teatro visual em Lisboa.
Capa da Folha de Sala do FIMFA no CCB com os espetáculos Éclipse e Tempo

Dois espetáculos internacionais transformam o palco em território de ilusão e poesia visual


O FIMFA volta a desafiar os limites entre realidade e imaginação


O FIMFA regressa ao Centro Cultural de Belém com duas propostas internacionais que prometem surpreender o público através da fusão entre teatro visual, circo contemporâneo, dança, ilusionismo e manipulação de objetos. Entre os dias 27 e 30 de maio, a Black Box e o Pequeno Auditório acolhem “Éclipse”, do francês Léo Rousselet, e “Tempo”, criação conjunta de Kalle Nio e Fernando Melo.

“Éclipse”, apresentado a 27 e 28 de maio, constrói um universo singular a partir de objetos simples: uma lâmpada suspensa, um copo de água, fósforos, uma bola branca e o fio de um interruptor tornam-se protagonistas de um jogo cénico onde humor, absurdo e poesia convivem em equilíbrio delicado. Com referências subtis ao cinema físico de Charlie Chaplin, Léo Rousselet conduz o público por uma sucessão de momentos suspensos entre luz e escuridão, onde a lógica parece dissolver-se lentamente.

A criação cruza técnicas de malabarismo, manipulação de objetos, nova magia e experimentação visual, revelando uma personagem obsessiva e minuciosa, determinada em controlar o imprevisível. O resultado é um espetáculo intimista e inventivo, capaz de transformar pequenas ações quotidianas em acontecimentos mágicos e inesperados.

“Tempo”, em cena nos dias 29 e 30 de maio no Pequeno Auditório, propõe uma reflexão visual e coreográfica sobre a elasticidade do tempo. A partir de um texto de Harry Salmenniemi, a criação mistura dança, ilusão cénica e composição sonora para explorar desaceleração, repetição e suspensão temporal. As cenas desafiam as leis da gravidade e da lógica, criando ambientes oníricos onde sonho e realidade parecem confundir-se.

No palco, os intérpretes Barbara Kanc, Luigi Sardone e Winston Reynolds dão corpo a uma coreografia hipnótica criada por Fernando Melo, marcada por quedas, tropeções e movimentos suspensos que ampliam a sensação de fragilidade humana.

Reconhecido internacionalmente pelo seu trabalho nas áreas do teatro visual, da magia contemporânea e das artes performativas, Kalle Nio regressa assim ao universo do FIMFA, onde já apresentou vários espetáculos em edições anteriores. Ao seu lado, Fernando Melo reforça a dimensão interdisciplinar desta criação, trazendo ao espetáculo uma linguagem coreográfica marcada pela fusão entre dança, ópera e ilusionismo.

Com estas duas propostas, o FIMFA confirma a sua identidade enquanto espaço privilegiado de experimentação artística, capaz de aproximar diferentes linguagens cénicas e desafiar a perceção do público através da imagem, do movimento e da ilusão.
NOTA DO EDITOR - PORTAL SPLISH SPLASH
O FIMFA continua a consolidar-se como um dos festivais mais inventivos da cena europeia contemporânea. Ao reunir artistas que transitam entre circo, dança, teatro visual e magia, o evento amplia os horizontes da experiência teatral e convida o público a redescobrir o encantamento do inesperado.
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