Felipe Antunes dança o universo em novo single

Felipe Antunes lança “Dança do Universo”, single que antecipa novo álbum com proposta sensorial e urbana sobre conexão e movimento.
 Capa do álbum “Dança do Universo” de Felipe Antunes com estética artística e contemporânea

Um mergulho sensorial que liga cidade, corpo e afeto num só movimento


E o universo… afinal, também passa por nós


Felipe Antunes volta a expandir o seu universo criativo com o lançamento de “Dança do Universo”, single que dá nome ao seu novo álbum, previsto para abril. A canção surge como uma peça-chave do disco, estabelecendo desde já o tom contemplativo e sensorial que orienta todo o projeto. Mais do que ouvir, aqui sente-se — como se cada nota fosse um passo numa coreografia maior, onde introspeção e movimento coexistem.

O lançamento chega após o impacto visual de “Pode Apostar”, cujo registo cinematográfico já revelava uma preocupação estética e narrativa fora do convencional. Agora, com “Dança do Universo”, o artista aprofunda essa linguagem, propondo uma experiência que transcende o formato tradicional de canção.

Assista ao clipe “Pode Apostar”

Na nova faixa, Felipe Antunes investiga a ligação entre indivíduos e os espaços urbanos, transformando gestos quotidianos em fragmentos de um fluxo maior. Há uma ideia clara: a cidade não é apenas cenário — é organismo vivo. Cada pessoa, cada movimento, cada encontro contribui para uma dança coletiva invisível, onde tudo se cruza, se mistura e se reinventa.

O vídeo reforça essa proposta ao abandonar narrativas lineares em favor de imagens simbólicas e ações subtis. Inspirado por referências do surrealismo cinematográfico, como “Um Cão Andaluz”, de Luis Buñuel, o resultado é uma obra que desafia interpretações fáceis e convida à contemplação.

“‘Dança do Universo’ é a faixa-título do álbum que está chegando e uma viagem contemplativa, sensorial, sem uma linearidade absoluta. Ela revela nossa pequena dimensão ao mesmo tempo em que nos inclui como fundamentais na coreografia universal”, explica o artista.

Este novo capítulo confirma a versatilidade de Felipe Antunes, cuja trajetória se constrói na interseção entre música, literatura e artes cénicas. Ao longo dos anos, tem vindo a afirmar uma identidade autoral marcada pela sofisticação poética e pela capacidade de transformar inquietações individuais em experiências partilhadas.

Recentemente, assinou a banda sonora da peça “Lia Lia”, protagonizada por Bete Coelho e Camila Pitanga, com dramaturgia de Caetano W. Galindo e encenação de Gabriel Fernandes — um trabalho que reforça a sua presença no universo teatral.

Antes da carreira a solo, destacou-se como membro da banda Vitrola Sintética, com a qual recebeu três nomeações aos Latin Grammy Awards. Paralelamente, construiu um percurso sólido na composição de trilhas para teatro e projetos interdisciplinares, sempre explorando novas formas de cruzamento artístico.

Entre essas experiências, destaca-se ainda o projeto Visão Noturna, desenvolvido com o multiartista angolano Nástio Mosquito — uma colaboração que evidencia a abertura de Antunes ao diálogo entre linguagens e culturas.

Se no álbum anterior, “Embarcação”, o mar servia de metáfora para as forças que nos empurram ou afundam, em “Dança do Universo” o foco desloca-se para o espaço urbano e para os encontros que moldam a experiência humana. O resultado é uma viagem sensorial sobre conexão e coletividade, onde corpo, cidade e movimento assumem o papel principal.

O projeto conta com o apoio do ProAC/PNAB e já está disponível nas plataformas digitais — pronto para quem quiser entrar nesta dança… sem precisar de saber os passos.

Nota do Editor - Portal Splish Splash
Felipe Antunes confirma-se como um criador inquieto e transversal, daqueles que não se limitam a fazer música — constroem experiências. “Dança do Universo” não se ouve apenas: observa-se, sente-se e, em certos momentos, até nos apanha desprevenidos. E ainda bem.

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