Exposição interativa resgata memórias indígenas com bordados em movimento
A arte que se move convida à memória
A exposição “AUTOMATA” transforma o espaço da Biblioteca Parque Estadual num território sensorial onde arte, memória e tecnologia se entrelaçam. Lançada simbolicamente em 22 de abril, a mostra propõe uma reflexão crítica sobre o chamado “descobrimento” do Brasil, ao deslocar o olhar para as narrativas dos povos originários e sua resistência ao longo do tempo.
Com 30 obras divididas em duas séries, a artista Aline Bagre apresenta bordados livres que evocam imagens metafóricas ligadas à sua ancestralidade Goytacá e às memórias familiares. Ao incorporar madeira e mecanismos, as peças ganham movimento, como se as lembranças deixassem de estar estáticas para se tornarem experiências vivas, ativadas pelo toque do visitante.
A segunda série, desenvolvida em parceria com Anthony Brito, aprofunda essa dimensão interativa. Engrenagens e manivelas revelam micro-histórias ocultas, conduzindo o público por narrativas visuais que emergem gradualmente, quase como uma caminhada simbólica pela mata, onde cada descoberta depende da ação individual.
Mais do que uma exposição, “AUTOMATA” propõe um reencontro com a memória ancestral e uma valorização das culturas indígenas como parte essencial da identidade brasileira. Em cartaz até 29 de maio, a mostra oferece entrada gratuita e recursos de acessibilidade, como audiodescrição, reforçando o compromisso com a democratização cultural.
NOTA DO EDITOR - PORTAL SPLISH SPLASH
AUTOMATA reafirma o poder da arte contemporânea como ferramenta de resgate histórico e reconexão com as raízes culturais brasileiras, convidando o público a participar ativamente desse processo sensível e transformador.
Exposição interativa resgata memórias indígenas com bordados em movimento
Redatora do luso-brasileiro Portal Splish Splash. VER PERFIL
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