Funarj celebra o Dia Mundial do Teatro com cultura popular e ingressos simbólicos
A cultura não tem de ser cara para ser boa
No Dia Mundial do Teatro,a Fundação Anita Mantuano de Artes do Estado do Rio de Janeiro (Funarj) decidiu fazer mais do que assinalar uma data simbólica: colocou a cultura a circular — e a preços que não metem medo a ninguém. Através do projeto Giro Cultural, a instituição leva espetáculos a diferentes zonas do Rio de Janeiro, com bilhetes a valores quase simbólicos: R$ 5,00 (inteira) e R$ 2,50 (meia-entrada).
O destaque da programação recai sobre o Teatro Mário Lago, na Vila Kennedy, que recebe o cantor Elymar Santos — um nome que dispensa grandes apresentações para quem acompanha a música popular brasileira há décadas.
Este momento marca também o arranque da temporada 2026 do Giro Cultural, um projeto que tem vindo a afirmar-se como um verdadeiro “descentralizador” de cultura. A ideia é simples, mas poderosa: levar teatro e música a zonas onde a oferta cultural é mais escassa, criando novos públicos e reaproximando comunidades da experiência artística ao vivo.
Com mais de 50 anos de carreira, Elymar Santos é o rosto inaugural desta nova fase. Depois de atuações no Teatro Arthur Azevedo, em Campo Grande, e no Centro Cultural João Nogueira – Imperator, no Méier, o artista sobe agora ao palco do Teatro Mário Lago, mantendo uma característica que o define: a proximidade com o público.
Não é por acaso. Canções como “Escancarando de Vez” e “Guerreiros Não Morrem Jamais” não vivem apenas da melodia — vivem da entrega. E essa entrega encontra no formato mais íntimo do Giro Cultural o cenário ideal.
A programação segue nos próximos dias: passa pelo Teatro Armando Gonzaga, em Marechal Hermes, a 1 de abril, e termina com o projeto Fim de Tarde no Teatro João Caetano, no Centro, a 14 de abril.
Mais do que uma agenda cultural, o Giro Cultural afirma-se como uma estratégia de democratização. Ao incluir espaços como o Teatro Gláucio Gill e a Casa de Cultura Laura Alvim, em Copacabana, o projeto cria uma ponte entre diferentes territórios e públicos — sem elitismos, sem barreiras invisíveis.
E como se não bastasse, há ainda uma vertente itinerante, que leva espetáculos a várias regiões do estado, provando que a cultura não tem morada fixa — tem, isso sim, vontade de chegar a todo o lado.
No fundo, a mensagem é clara: quando o preço desce, o interesse sobe. E quando a cultura se aproxima, o público aparece.
Nota do Editor - Portal Splish Splash
Num tempo em que o acesso à cultura ainda é desigual, iniciativas como o Giro Cultural mostram que democratizar não é apenas um discurso bonito — é uma prática possível, concreta e necessária.
Funarj celebra o Dia Mundial do Teatro com cultura popular e ingressos simbólicos
Redatora Permanente do luso-brasileiro Portal Splish Splash. Uma sonhadora que acredita no verdadeiro amor, no romantismo e na felicidade, que carrega a fé em cada detalhe da vida. VER PERFIL
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