Onde Moram os Livros? ganha nova edição

Nova edição de Onde Moram os Livros convida leitores a explorar bibliotecas icónicas do Brasil e destaca o valor cultural e histórico desses espaços.
 Capa do livro Onde Moram os Livros Bibliotecas do Brasil de Daniela Chindler

Obra convida leitores a viajar por bibliotecas icónicas do Brasil


Os livros também têm casa — e algumas são verdadeiros palácios.


Um lançamento que celebra o livro, a leitura e o património cultural brasileiro. No próximo dia 28 de março, às 11h, a Livraria Janela, em Laranjeiras, será palco da apresentação da nova edição de “Onde Moram os Livros? Bibliotecas do Brasil”, da autora Daniela Chindler.

O projeto, apresentado pela Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro e pela Secretaria Municipal de Cultura, marca o regresso de uma obra que já conquistou leitores e palcos. A autora iniciou esta jornada há cerca de 15 anos, quando mergulhou na investigação sobre bibliotecas. Em 2012, lançou “Bibliotecas do Mundo”, distinguido com o Prémio Malba Tahan pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, e posteriormente adaptado ao teatro — chegando ao simbólico espaço da Biblioteca Nacional.

Em 2017, voltou-se para o território brasileiro com “Onde moram os livros? Bibliotecas do Brasil”, cuja primeira edição esgotou rapidamente e também ganhou vida nos palcos, com apresentações em vários estados. Agora, a obra regressa em nova edição, reforçando a sua missão: aproximar leitores das bibliotecas e da história que elas guardam.

Mais do que um livro, trata-se de uma iniciativa com impacto social. Serão distribuídos kits com 20 exemplares a 49 escolas públicas, além da biblioteca da Rede da Maré, com apoio de instituições parceiras. O objetivo é simples e direto: pôr os jovens a ler — dentro e fora da sala de aula.

A obra propõe uma verdadeira viagem pelo Brasil através de seis bibliotecas emblemáticas. Começa no Rio de Janeiro, passando pelo imponente edifício da Biblioteca Nacional e pelo deslumbrante Real Gabinete Português de Leitura, frequentemente apontado como uma das bibliotecas mais belas do mundo. Segue para São Paulo, onde a Biblioteca Mário de Andrade reflete a energia de uma metrópole em constante crescimento.

O percurso continua pelo Nordeste, com a histórica biblioteca do Mosteiro de São Bento da Bahia, e avança até à região Norte, com a Biblioteca Pública do Amazonas, marcada pela riqueza cultural do ciclo da borracha. A viagem termina no Sul, na Biblioteca Pública do Estado do Rio Grande do Sul, conhecida pela sua elegância e valor histórico.

Cada biblioteca é apresentada por um personagem que guia o leitor. Entre eles estão figuras como Luís de Camões e Mário de Andrade, que conduzem o público por espaços cheios de memória, curiosidades e simbolismo.

O livro é também uma obra coletiva, reunindo ilustradores de diferentes regiões do Brasil, o que enriquece ainda mais a experiência visual e narrativa. E há uma surpresa: um sétimo capítulo apresenta um projeto futuro — a Biblioteca dos Saberes, prevista para 2027, no Rio de Janeiro. O espaço terá assinatura do arquiteto Diébédo Francis Kéré, vencedor do Prémio Pritzker, e pretende afirmar-se como símbolo de memória, ancestralidade e inclusão.

Entre curiosidades fascinantes, o livro revela histórias pouco conhecidas: desde o setor “inferno” das bibliotecas — reservado a obras proibidas — até às fotografias de Dom Pedro II guardadas na Biblioteca Nacional, carinhosamente apelidadas de “enroladinhas”.

Sem rodeios: este não é apenas um livro sobre bibliotecas. É um convite a redescobrir o valor da leitura, da memória e da identidade cultural.

Nota do Editor - Portal Splish Splash
Num tempo em que tudo parece descartável e imediato, obras como esta lembram-nos que há lugares onde o tempo abranda — e ainda bem. Bibliotecas não são depósitos de livros; são cofres de humanidade. E este livro abre-lhes a porta.
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