Tempo marca nova fase dos Depois das Dunas

Depois das Dunas lança “Tempo”, single que antecipa o EP Memória de Tempos Perdidos e reforça sua identidade no indie rock brasileiro.
 Capa do single “Tempo” e foto promocional da banda Depois das Dunas

Single antecipa EP “Memória de Tempos Perdidos” e reforça identidade indie da banda de Osasco


O tempo não passa: transforma. E há bandas que sabem transformar essa passagem em música que fica.


A banda Depois das Dunas inicia 2026 abrindo um novo capítulo na sua trajetória com o lançamento do single “Tempo”, já disponível nas plataformas digitais. A faixa antecipa o EP “Memória de Tempos Perdidos” e funciona como cartão de visita de uma fase mais madura, mais consciente e, acima de tudo, mais segura da própria identidade sonora.

Com uma sonoridade que transita entre o indie rock atmosférico e a intensidade emocional da cena alternativa, “Tempo” mergulha em reflexões sobre a passagem dos dias, as marcas invisíveis que o tempo deixa e o peso inevitável das lembranças. Não é apenas uma canção sobre nostalgia; é sobre aceitar que cada memória molda quem somos, mesmo quando preferíamos esquecer. Guitarras densas, camadas melódicas envolventes e vocais carregados de entrega conduzem o ouvinte por uma jornada introspectiva que evita excessos e aposta na verdade crua dos sentimentos.

Formada em Osasco por Denis Scapin (vocal e guitarra), Wesley Santana (vocal e bateria), Paulo Brito (vocal e guitarra) e Arthur Pasini (vocal e baixo), a Depois das Dunas vem consolidando o seu nome na cena alternativa paulistana com consistência e personalidade. Inspirados por referências como Molho Negro, Terno Rei, Jovens Ateus e Menores Atos, o grupo constrói uma estética que equilibra melancolia e energia, sem cair em fórmulas previsíveis. Há influência, sim, mas há sobretudo identidade.

“Tempo” soma-se aos singles já apresentados ao público, como “ANSEIO”, que revelou a atmosfera urbana e independente da banda num videoclipe ambientado na própria cidade, e “Marcela”, faixa que retrata o despertar de um amor e contou com a participação especial do saxofonista Rômulo Luis (@claudio.madrugada). Cada lançamento parece funcionar como peça de um quebra-cabeça maior que agora começa a ganhar contornos mais definidos.

Com mais três canções previstas, o EP “Memória de Tempos Perdidos” promete reunir composições que orbitam em torno da passagem do tempo, dos sentimentos que permanecem e das memórias que insistem em acompanhar-nos. O projeto aponta para uma maturidade artística evidente e reforça o espaço da Depois das Dunas na nova geração do indie rock nacional. Não se trata apenas de lançar músicas, mas de construir narrativa, atmosfera e coerência.

“Tempo” já está disponível nas plataformas digitais, incluindo o Spotify, convidando o público a parar por alguns minutos e refletir. Porque, no fim das contas, o tempo pode até correr depressa, mas a música certa faz-nos abrandar.

Nota do Editor - Portal Splish Splash
A Depois das Dunas mostra que há uma nova geração do indie brasileiro a tratar o tempo não como inimigo, mas como matéria-prima criativa. Quando há autenticidade e trabalho consistente, o relógio joga a favor.



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