Mozart “Júpiter” no CCB com orquestra londrina

Concerto no CCB junta Mozart, Shostakovich e Nuno Côrte-Real com os London Mozart Players a 10 de abril no Pequeno Auditório.
Concerto no CCB com London Mozart Players e Sinfonia Júpiter de Mozart


Concerto no Pequeno Auditório junta Mozart, Shostakovich e criação contemporânea


Mozart fecha o programa com uma das maiores sinfonias de sempre


O Centro Cultural de Belém recebe, a 10 de abril, pelas 20h00, no Pequeno Auditório, um concerto que cruza épocas, estilos e sensibilidades, no âmbito do ciclo Sexta Maior. Em destaque está a Sinfonia n.º 41 «Júpiter», de Wolfgang Amadeus Mozart, interpretada pelos London Mozart Players, sob direção musical de Nuno Côrte-Real.

O programa abre com a obra “Todo o Teatro é um Muro Branco de Música”, Op. 45, do próprio Nuno Côrte-Real, uma peça inspirada na poesia de Fernando Pessoa, onde a música dialoga com o imaginário literário português.

Segue-se o Concerto n.º 1 para Violoncelo e Orquestra, em Mi bemol maior, Op. 107, de Dmitri Shostakovich, uma das obras mais exigentes e expressivas do repertório para violoncelo. A interpretação estará a cargo do solista Filipe Quaresma, num percurso musical que alterna entre intensidade dramática e momentos de subtil introspeção.

Após o intervalo, chega o ponto alto da noite com a Sinfonia n.º 41 «Júpiter», última sinfonia de Mozart e uma das mais monumentais da história da música ocidental. Com uma arquitetura sonora imponente e um final magistral, esta obra continua a ser um marco incontornável do repertório sinfónico.

Fundada há mais de 75 anos por Harry Blech, a London Mozart Players é a mais antiga orquestra de câmara do Reino Unido. Inicialmente dedicada à interpretação de Mozart e Haydn, a formação expandiu o seu repertório ao longo das décadas, mantendo um compromisso com a inovação e a promoção de novos talentos. Entre os artistas apoiados no início das suas carreiras contam-se nomes como Nicola Benedetti, Jacqueline du Pré e Jan Pascal Tortellier.

A passagem da orquestra por Portugal reafirma esse espírito de abertura, combinando repertório clássico com criação contemporânea, num concerto que promete envolver tanto conhecedores como novos públicos.

No mesmo dia, às 18h30, realiza-se na Sala Lopes-Graça a conferência “A sinfonia em finais do século XVIII: aspetos históricos e estilísticos”, por Luís M. Santos. A sessão propõe uma viagem pelas origens e evolução da sinfonia, destacando o papel de compositores como Haydn e Mozart, bem como de outros nomes fundamentais da época, como J. C. Bach, C. P. E. Bach, Cannabich, Gossec e Dittersdorf.

Mais do que uma forma musical, a sinfonia é aqui entendida como reflexo das profundas transformações culturais e sociais do seu tempo, oferecendo ao público uma perspetiva enriquecedora sobre o contexto histórico destas obras.

Nota do Editor - Portal Splish Splash
Um concerto destes não se discute: ou se vai, ou depois anda-se a ouvir gravações e a fingir que é a mesma coisa. Não é. 
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