Legal design: o futuro do direito

Do Texto: É fundamental ter em mente que, muito mais do que o objetivo de democratizar o direito e traduzir os jargões dessa área, o legal design demonstra prof
Estátua estilizada da Justiça.


Vivemos em uma era visual em que se preza, principalmente, pela aparência de tudo. O visual encanta. O visual convence.

 
Por: Advogada Gabriella Ibrahim*

O mundo está em constante mudança. Todos os dias nos deparamos com inovações que melhoram nosso dia a dia em todas as áreas. O ser humano sempre encontra uma forma de tornar a vida mais prática. E o Direito não poderia ficar de fora.

Muitos entendem a área jurídica como um âmbito mais formal, clássico, que só se atualiza no que diz respeito às leis, códigos de ética, entre outros. Todavia, uma onda inovadora vem se instaurando nesse universo. Um bom exemplo é a digitalização de arquivos, investimento em marketing digital e, claro, em legal design, que é o futuro do Direito.

Mas, afinal, o que é o Legal Design? Podemos definir como uma metodologia que transforma documentos jurídicos, por meio de técnicas de Design, pautadas na experiência do usuário, em ferramentas acessíveis. É sobre transformar um contrato, por exemplo, em algo mais leve, acessível e legível, tanto para a empresa, quanto para o cliente.

Imagine quantos conflitos poderiam ser diminuídos só por ter um contrato mais organizado, com ícones para exemplificar o que está sendo dito e sem juridiquês. Inclusive, este último citado é uma das maiores preocupações quando falamos em legal design. É preciso diminuir o juridiquês, ou seja, é preciso “traduzir” os termos jurídicos para melhor entendimento dos documentos, e o legal design se propõe a isso.

É fundamental ter em mente que, muito mais do que o objetivo de democratizar o direito e traduzir os jargões dessa área, o legal design demonstra profissionalismo por meio da personalização. A partir do momento em que você transforma o documento jurídico com o design, você demonstra que se importa com o cliente, com o receptor daquela mensagem.

Por isso, alinha-se o design à experiência do usuário, também conhecido como UX. Esta é uma área que pensa não só no desenho do produto, mas também em sua funcionalidade. O legal design não é apenas um documento bonitinho. A metodologia leva em consideração o marketing da empresa e todas as estratégias propostas para proporcionar ao seu público uma experiência positiva até mesmo em um documento jurídico. E, com isso, o resultado é um cliente impressionado, satisfeito e disposto a ler um contrato que, antes, provavelmente, não leria por achar algo cansativo.

Vivemos em uma era visual em que se preza, principalmente, pela aparência de tudo. O visual encanta. O visual convence.
 
O futuro do direito precisa estar alinhado com essa máxima. Sendo assim, o legal design chega como solução no mundo do direito, inovando a forma como enxergamos todos os documentos que são produzidos. Quanto mais organizado e agradável for seu documento jurídico, melhor será a experiência do usuário e, por consequência, maior será a credibilidade da empresa.

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(*) Gabriella Ibrahim - Advogada contratualista, especialista em Legal Design, criadora da Formação Completa em Legal Design e Visual Law - Metodologia LDFD, pós-graduada em Direito e Processo do Trabalho e pós-graduanda na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Site: https://gibrahim.com.br/bio/
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