Como o "Paisagismo 4.0" tem revolucionado conceito de sustentabilidade nas empresas

Desenho de paisagem urbana com árvores e bancos de jardim, num dos quais está sentada a menina Aldinha do Splish-Splash.


A busca por projetos cada vez mais ambiciosos tem sido percebida, nos últimos dois anos, pelo Grupo VG, holding responsável por gerir e acelerar as greentechs de sustentabilidade e meio ambiente com foco em soluções empresariais

São Paulo, agosto de 2022 - Por anos, o paisagismo foi considerado “embelezamento estético” de residências e locais públicos, como praças e parques.  As profissões de jardineiro e paisagista sempre foram vistas como similares pela sociedade, embora sejam bastante distintas e existam muitas referências brasileiras em paisagismo, inclusive no exterior, por projetos paisagísticos em locais públicos - como Robert Burle Marx, Luiz Carlos Orsini, Rosa Kliass, entre outros.

Entretanto, como a profissão de paisagista ainda não seja tão popularmente conhecida, até hoje, muitos destes ícones sempre tiveram algum tipo de especialização em arquitetura ou artes plásticas antes de se dedicarem à função - que tem como principal característica a familiaridade com jardinagem e botânica. Ao atrelar essas qualidades com os conceitos de modernidade e sofisticação que cada um representou ou representa no período de atuação, foram feitas grandes obras primas de paisagismo, como a Praça das Fontes (Burle Marx),  Parque Inhotim (Orsini) e Vale do Anhangabaú Antigo ( Rosa Kliass).

Atualmente, o conceito de paisagismo tem começado a mudar, principalmente no reconhecimento pela sociedade civil. Não só deixou de ser visto como “benfeitoria estética” como está atrelado diretamente à sustentabilidade. “Vivemos em cidades cada vez mais cinzas e  menos sustentáveis, tomadas pela poluição de CO2 e dos rios. Hoje não basta plantar árvores ou tipos de plantas nativas para falar que estamos ficando verdes. É necessário pensar em projetos de paisagismo que sejam diferenciados pela sua função social”, enfatiza Bruno Watanabe, CEO da Vertical Garden. 

Nos últimos dois anos, o Grupo VG ,  holding responsável por gerir e acelerar as greentechs, percebeu a alta demanda por busca de empresas interessadas em implementar projetos que estivessem diretamente ligados a pautas do meio ambiente. Foi assim que o grupo decidiu ampliar o seu leque de serviços, com projetos mais ambiciosos, além dos já conhecidos jardins verticais.

Com um time constituído por uma equipe multidisciplinar, o grupo passou a investir nos projetos desde a concepção até a implantação e manutenção do paisagismo, contando com arquitetos, engenheiros, agrônomos e até comunicadores. “Pensamos no processo do começo ao fim, inclusive em como isso será anunciado para a sociedade, de forma objetiva e sem causar ruídos'', explica Watanabe.

Linhas de Trens Verdes

Os paulistanos que utilizam a Marginal Pinheiros ou embarcam pela Linha 9 - Esmeralda, da CPTM, com certeza já perceberam como algumas estações de trem estão mais “verdes” nos últimos tempos. Quem acha que foi apenas “mais uma” iniciativa sustentável, engana-se. Trata-se de um projeto ambicioso feito entre a iniciativa privada e a Vertical Garden. “Até o momento foram revitalizadas quatro estações e a meta é chegar a dez até o final do ano”, comenta o executivo.

Uma estação modelo é a Vila Olímpia (CPTM), que conta com  um projeto que tem 1.000 m² de plantas naturais  irrigadas com água de reuso filtrada do sistema de esgotos da estação  (wetlands), cuja tecnologia é conhecida mundialmente por ser a solução para tratamento de esgoto sanitário em pequenas cidades ou comunidades.

Burle-Marx aplaudiria

A Torre  Ecoparada Madero é outro projeto que exemplifica bastante o conceito de Paisagismo 4.0 ao trazer soluções baseadas na natureza, o qual leva em conta humanização de espaços, purificação do ar, contato das pessoas com o verde, estímulo à biodiversidade, uso de água da chuva e captação de energia solar, podendo ser utilizadas nos banheiros e também na irrigação de mudas ornamentais e telhado verde. Já no que diz respeito à energia solar, as placas fotovoltaicas alimentam todo o sistema de iluminação do espaço, além do ponto de carregamento de carros elétricos.

Cidade Matarazzo

Atualmente, a Vertical Garden está responsável por algumas áreas da Cidade Matarazzo, onde foram utilizadas mais de 5 mil barras de eucaliptos para produzirem duas estruturas - Pool House e Swimming Pool -, de madeiras na área externa do Hotel Rosewood, sendo ambas criações do designer e arquiteto francês Philippe Starck. 

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Sobre o Grupo VG  - É a holding responsável por gerir e acelerar as greentechs Vertical Garden, ONE, G-BRANDS, Watanabe e Verdtech. Com mais de 4.500 projetos executados em paisagismo full service, conta com filiais na América do Sul, Norte e Europa. Sua metodologia é oferecer soluções em paisagismo, sustentabilidade e meio ambiente full service, contando com uma equipe de projetos multidisciplinar formada por arquitetos, engenheiros, biólogos, paisagistas, agrônomos, decoradores, comunicadores, publicitários, entre outros. É a única empresa com um ecossistema ativo para consolidar o setor de paisagismo no Brasil.
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