Violonista Bia Nascimento lança o single “Brasa Cor”

A violonista mineira de Juiz de Fora lançou, em 2021, a faixa “Azur”, em parceria com a cantora carioca Luísa Lacerda, e agora começa a revelar sua estreia onde propõe um encontro da música popular com a instrumental, dos sons com as cores.
 

Atualmente, Bia se prepara para o seu primeiro EP instrumental com composições autorais que será lançado em setembro de 2022


Faixa integrará EP homônimo previsto para setembro

Bia Nascimento mostra todos os seus tons e sons no single “Brasa Cor”, uma prévia de seu primeiro EP assinando como artista solo. A violonista mineira de Juiz de Fora lançou, em 2021, a faixa “Azur”, em parceria com a cantora carioca Luísa Lacerda, e agora começa a revelar sua estreia onde propõe um encontro da música popular com a instrumental, dos sons com as cores. 

Ouça “Brasa Cor”: https://tratore.ffm.to/brasa-cor

A sinestesia inspirou a composição de “Brasa Cor”, um conceito que motiva os estudos em Música de Bia Nascimento. Os acordes são feitos de cores e formas; a melodia, de gosto; o ritmo, de cheiro. Encontrar a linha tênue entre as técnicas e teorias musicais com as sensações internas e externas foi o que sempre instigou a musicista a compor. 

“Neste single, a Brasa é Cor. Tem gosto de fim de tarde ensolarado fora da rotina, com céu vermelho-roxo-dourado que se esconde aos poucos atrás da Serra da Mantiqueira, representado na música por uma afinação mais aguda e pouco usual por violonistas do Ocidente. A melodia e a harmonia de ‘Brasa Cor’ desenham o êxtase das dores e delícias de ser o que é”, revela Bia.

A faixa foi composta após uma viagem de trabalho a São Paulo, realizada em setembro de 2021. Naquele dia, a compositora guardava a euforia de ter vivenciado uma cidade nova e ter colecionado novos encontros por lá. Compor esta música foi a maneira encontrada pela violonista de traduzir suas sensações de nascer e renascer, começar e terminar, encontrar e despedir, idealizar e realizar – o início e o fim de um dia.  

O ritmo compõe essa narrativa firmada pelos toques da bateria do músico Leandro Scio, que trouxe nos timbres dos pratos e tambores a sensação de estar presente no agora, com a bagagem do passado e a coragem do futuro. Por ora, a bateria firma o presente através do ritmo baião, noutra, flutua – como estar viajando em uma estrada assistindo ao sol se pôr. Nenhuma cor no céu é estável quando a terra está em rotação, e neste sentido, “Brasa Cor” compõe este movimento, também representado pela estética da capa.

A arte é estampada por uma fotografia da musicista e compositora feita pelo fotógrafo e artista Felipe Saleme. Sua narrativa traz as cores da música através da fumaça dourada, que envolve o corpo da violonista entregue ao movimento. É curioso o fato de que esta fumaça aparentemente também sai da cabeça de Bia, como se representasse suas ideias musicais, suas sensações sinestésicas, seus pensamentos fluindo no instante agora e se transformando nas notas e acordes que se concretizaram em “Brasa Cor”.

“Compor é fazer uma visita interna e traduzir as emoções no violão. Como pintar um quadro, um instante, um momento - e se despedir. Feito a brasa de um fogo, que se acende e pode durar horas ou segundos quando assistimos queimar, mas se registramos este momento, podemos revisitá-la sempre que quisermos. ‘Brasa Cor’ é um registro de emoção, de uma fase, de um fim de tarde alegre que convida a acessar, a acender, escutar, observar, sentir e conectar em forma de música”, completa.

Bia toca violão desde os oito anos de idade e se orgulha de ter trabalhado, desde 2010, com várias cantoras e instrumentistas de Juiz de Fora, Rio de Janeiro e São Paulo em projetos, festivais, eventos e shows diversos.

Um dos seus trabalhos mais marcantes foi a Banda Matilda, formada por quatro mulheres artistas, que ao longo de 10 anos de atividade participou de inúmeros festivais e projetos artísticos, foi premiada em 3º lugar no WebFestValda (Rio de Janeiro, 2017), recebeu o Prêmio Grão de Música (São Paulo, 2016) e o Troféu Mulher Cidadã (Juiz de Fora, 2010). 

Como compositora, assina músicas para a Banda Matilda no álbum “Patuá” (2016), a trilha sonora do filme “A menina que colecionava estrelas” (2016), com direção e roteiro da artista Ana Cláudia Ferreira e, recentemente, a trilha sonora do filme curta-metragem “Piranga, o herói taciturno” (2022), com direção de Mônica Veiga e Daniel Couto. 

Bia passou pela Escola Portátil de Música e pela Casa do Choro (RJ) e se formou na graduação de Licenciatura em Música na Universidade Federal de Juiz de Fora. Em 2021, iniciou seu mestrado em Música pela Universidade Federal de Minas Gerais em Belo Horizonte, onde investiga as mulheres compositoras e instrumentistas do Choro no século XIX mediante as questões de gênero e a musicologia.

Atualmente, Bia se prepara para o seu primeiro EP instrumental com composições autorais que será lançado em setembro de 2022. Além disso, integra duas formações instrumentais: o Duo Nascente, ao lado do vibrafonista João Cordeiro (com o qual vai lançar um EP em julho de 2022); e o trio de choro Caetano Brasil & O Choro Livre, ao lado do clarinetista Caetano Brasil e do percussionista Chico Cabral. 

É possível ouvir “Brasa Cor” em todas as principais plataformas de música.

Ficha técnica
Composição: Bia Nascimento
Arranjo/Produção: Bia Nascimento
Bateria: Leandro Scio
Mixagem/Masterização: Ricardo Rezende 
Fotos: Felipe Saleme 
Gravado em Home Studio em Juiz de Fora – MG em dezembro de 2021

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