Centenário da Semana de Arte Moderna de 1922 é destaque no Museu Índia Vanuíre

Em comemoração ao centenário da Semana de Arte Moderna de 1922, o Museu Índia Vanuíre, instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo, gerida pela ACAM Portinari, está com uma programação especial. A presença da cultura indígena no modernismo pode ser vista, por exemplo, no quadro “Abaporu”, de Tarsila do Amaral, que em Tupi-Guarani significa “Homem que come”, que faz parte da fase antropofagista da artista.
 

Totalmente gratuitas, as atividades trarão rodas de conversa sobre elementos da cultura indígena presentes no Movimento Modernista, além de destacar o trabalho do artista José Lanzellotti que retratou o cotidiano de povos indígenas brasileiros

Em comemoração ao centenário da Semana de Arte Moderna de 1922, o Museu Índia Vanuíre, instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo, gerida pela ACAM Portinari, está com uma programação especial. A presença da cultura indígena no modernismo pode ser vista, por exemplo, no quadro “Abaporu”, de Tarsila do Amaral, que em Tupi-Guarani significa “Homem que come”, que faz parte da fase antropofagista da artista. A cultura indígena também marca presença em boa parte das obras do escultor Victor Brecheret, como por exemplo nas obras “Bartira” e “O índio e a Suaçuapara”, esta última premiada na Bienal de 1951. E, ainda, na famosa obra “Macunaíma”, de Mário de Andrade, que virou filme brasileiro de grande sucesso.

No domingo (13), o setor educativo do Museu Índia Vanuíre vai promover uma roda de conversa presencial, das 10h às 16h, para destacar a história do Movimento Modernista e sua ligação com a cultura indígena. Depois desta atividade, o restante da programação será realizado pelas redes sociais, sempre às 11h.

Na segunda-feira (14), Tiago de Oliveira, Guarani-Nhandewa, representante da aldeia Ekeruá, vai falar, nas redes sociais, sobre a relevância das ilustrações produzidas pelo artista José Lanzellotti, que se dedicou a retratar o cotidiano dos povos indígenas brasileiros ao longo do século XX.

Na terça-feira (15), será a vez da Kaingang, Rayane Barbosa, que também vai abordar o trabalho de Lanzellotti. Desta vez, o assunto será sobre a desconstrução da generalização dos povos indígenas.

Já na quarta-feira (16), o depoimento da Terena, Edilene Pedro, vai ressaltar a importância dos registros da cultura indígena por meio da pintura.

Finalizando a programação, na quinta-feira (17), a Krenak, Lidiane Damaceno, vai falar sobre a influência das artes para os povos indígenas da atualidade, possibilitando a revitalização das culturas por meio de documentos e obras deixadas por artistas, entre eles os modernistas de 1922, além de linguistas, antropólogos e etnólogos.

Visitação

O Museu Índia Vanuíre está localizado à rua Coroados, nº 521, em Tupã (SP), e está aberto à visitação presencial, de terça-feira a domingo, das 9h às 18h. Nas quintas-feiras, o horário é estendido até às 20h, sempre seguindo todos os protocolos de segurança sanitária. Visite https://museuindiavanuire.org.br/ ou siga nas redes sociais (Instagram: @museuindiavanuire | Facebook: / museuindiavanuire). 

Tags

Enviar um comentário

0 Comentários
* Gostou do que leu, viu e/ou ouviu? Então, para completar, só falta o seu comentário. Se não gostou, comente também. O autor agradece.

buttons=(OK!) days=(20)

Este site utiliza cookies para tornar a sua experiência melhor. Saiba mais
Accept !