Da Borges ao Porto Seco - a incrível história dos baluartes do samba em ano de pandemia

Gravado durante três meses, no Complexo Cultural do Porto Seco (local onde ocorrem os desfiles do Carnaval de Porto Alegre no bairro Rubem Berta) e alguns endereços da capital gaúcha, a websérie promoveu aulas-espetáculos e captou depoimentos de figuras históricas do carnaval gaúcho.

Websérie dirigida por Carla Joner e contemplada pela Lei Aldir Blanc/2020 está disponível no YouTube com 24 episódios

Gravado durante três meses, no Complexo Cultural do Porto Seco (local onde ocorrem os desfiles do Carnaval de Porto Alegre no bairro Rubem Berta) e alguns endereços da capital gaúcha, a websérie promoveu aulas-espetáculos e captou depoimentos de figuras históricas do carnaval gaúcho. O resultado do documentário pode ser conferido no canal de YouTube da Joner Produções https://youtube.com/c/jonerproducoes

Com direção de Carla Joner e participação de uma equipe especializada, que inclui um grupo   coordenado por Rene Goya , da Estação Filmes, empresa parceira e apoiadora do projeto, Da Borges ao Porto Seco - a incrível história dos baluartes do samba em ano de pandemia reúne 24 episódios independentes, cada um com um protagonista da velha guarda do carnaval gaúcho. São pessoas que dedicam suas vidas ao tradicional evento brasileiro durante o ano todo, há décadas. 

A estrutura narrativa está dividida em dois momentos: as entrevistas com os personagens, em suas casas, apresentando-os de forma intimista e as aulas-espetáculo, ambientadas num estúdio montado e cenografado dentro de um barracão. Todas as etapas de captação cumpriram os protocolos e exigências sanitárias da Secretaria da Saúde da Prefeitura de POA e OMS.

Cada aula-espetáculo foi conduzida por um mestre de uma área específica que compõe a estrutura carnavalesca, como porta-estandarte, alegorista, mestre de bateria, baianas, e os demais personagens do carnaval espetáculo. Cada aula está retratada por meio de um evento presencial que reuniu um público de dez jovens que participam do calendário anual de atividades de suas escolas.

Loma, cantora gaúcha de larga trajetória profissional, narra poeticamente o principal tema enredo da vida de cada baluarte na abertura de cada episódio. Já a trilha sonora da websérie é assinada pelo músico percussionista Giovani Berti.

Quem são os protagonistas

 1. Braulio Pires Pontes - Evolução

 2. Carlos Viana - Harmonia

 3. Claudio Barulho - Intérprete

 4. Dirceu Raimundo Mota  Brum (Mano Brum) - Fantasia

 5. Elbdes  Luiz Meirelles Rodrigues (Turco)  - Barracão

 6. Eunice da Silva Mariano ( Nice) - Costureira de Ala

 7. Gilberto Luiz dos Santos ( Pantera) - Ritmista/Percussão

 8. Guaraci Pedroso Feijó  - Carnavalesco

 9. Heleninha Fernandes - Musa, Rainha e Madrinha de Bateria

10. Henrique Baltazar da Silva Maraguaia - Ritmista Cordas

11. Janaina Maia - Ala de Passistas

12. Joaquim Pereira de Lucena Neto - Compositor  

13. Jorge Glenio Souza Lopes ( Gudi) - Passista

14. Jorge dos Santos Nascimento (Zoca) - Mestre-Sala

15. Mario Terra - Comissão de Frente

16. Milton da Rosa (Biskuim) - Mestre de Bateria

17. Neuza Cabral Moraes - Ala das Baianas

18. Noé Oliveira da Silva - Porta-Estandarte  

19. Onira Pereira - Porta- Estandarte

20. Rosalina da Conceição - Porta-Estandarte

21. Sayonara Ferreira - Passista

22. Silvio Oliveira - Tema-Enredo

23. Tania Regina Freitas - Porta-Bandeira

24. Valdir de Souza Ribeiro - Tribos Carnavalescas

Palavras da diretora

Para Carla, “a ideia do projeto surgiu num momento em que o carnaval foi silenciado e passou a impactar dramaticamente o setor com o cancelamento de diversas atividades. São processos culturais que definem a vida de pessoas, para além dos três dias de desfiles, pois traz na cadeia produtiva o sustento de serralheiros, costureiras, músicos, cenotécnicos, eletricistas, profissionais da dança, coreógrafos, cenógrafos, iluminadores e tantos outros. Acredito que a iniciativa se torna ainda mais efetiva e importante por dar voz aos mestres carnavalescos e oferecer um registro permanente de valorização destes destacados artistas populares”, completa. 

Curiosidades

Em 1894, disputas políticas levaram à suspensão do Carnaval no Rio de Janeiro. O escritor Joaquim Machado de Assim, então cronista da revista A Semana (1900-1959), publicou uma crônica em 4 de fevereiro. Abaixo está parte desse conteúdo, porém a crônica completa pode ser conferida em http://machado.mec.gov.br/


"Quando eu li que este ano não pode haver carnaval na rua, fiquei mortalmente triste. É crença minha que no dia em que Deus Momo for de todo exilado deste mundo, o mundo acaba. Rir não é só próprio dos homens, é também uma necessidade dele. E só há riso, e grande riso, quando é público, universal, inextinguível. Não ouviremos chocalhos, nem guizos, nem vozes tortas e finas nestes dias. Não sairão as sociedades, com os seus carros cobertos de flores e mulheres e as roupas de veludo e cetim."

Sobre o projeto

Da Borges ao Porto Seco - a incrível história dos baluartes do samba em ano de pandemia é um projeto contemplado na Lei Aldir Blanc em 2020, SEDAC nº 09/2020 - Edital de Concurso Produções Culturais e Artísticas, pela proponente JONER Produções em parceria com Estação Filmes. Trata-se de uma iniciativa que visa distribuição de renda para os profissionais da área cultural, altamente impactada pelo cancelamento de atividades durante a pandemia de covid-19. Desenvolvido por aproximadamente 60 profissionais, desde os baluartes, até representantes das entidades carnavalescas, equipes de vídeo, produção, cenografia, sonorização, iluminação, administração, entre outros, todos os envolvidos, direta ou indiretamente, foram remunerados.

Realização Joner Produções

Apoio Estação Filmes

Financiamento Secretaria de Estado da Cultura do RS                         Seretaria Especial da Cultura e Ministério do Turismo do Governo Federal

Recursos Lei n. 14017/2020 Aldir Blanc

Edital Sedac n. 09/2020 Produções Culturais e Artísticas

Da Borges ao Porto Seco - a incrível história dos baluartes do samba em ano de pandemia

Websérie completa, disponível gratuitamente a partir de novembro de 2021, na plataforma YouTube https://youtube.com/c/jonerproducoes

2h30min – 24 episódios

Censura Livre

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Sobre a diretora e produtora Carla Joner

Desde 1991, Carla Joner trabalha na criação e execução de projetos nas áreas cultural, empresarial e governamental. Como diretora da Joner Produções atua na área de eventos e projetos especiais, elaborando e produzindo projetos coletivos. Transita invariavelmente pelas diversas áreas artísticas especialmente a música, cultura popular e as artes visuais, onde desenvolve projetos de instalações, ambientações e cenografia. A versatilidade da sua trajetória profissional expõe uma das principais características do seu trabalho: a inquietação criativa e a capacidade de reconhecer e agregar expressivos artistas e profissionais de diversas áreas para compor suas equipes multidisciplinares de trabalho.  Carla Joner foi curadora da Galeria dos Arcos e criou o projeto da Galeria Lunara, ambas na Usina do Gasômetro. Coordenou a produção do projeto “Êxodos” do fotógrafo Sebastião Salgado e as exposições do Instituto Português de Fotografia com curadoria de Tereza Siza em Porto Alegre e fez curadoria e produção da “Mostra Carnaval em Foco” em Portugal. Trabalhou na Coordenação do carnaval de Porto Alegre nos anos de 1998,99 e 2000, participando de projetos especiais. Montou a Exposição “A Pele do Carnaval “ em Poa e na cidade do Porto em Portugal em 2000. Fez curadoria e produção de diversos projetos culturais, como a exposição “Os Filhos deste Solo: Olhares sobre o povo brasileiro” realizada em Brasília, São Paulo e Fortaleza. Foi diretora artística do espetáculo “Legalidade o Musical” realizado em Porto Alegre, curadora e co-realizadora da série documental “Visceral Brasil – As veias abertas da música brasileira” duas edições, diretora artística e curadora musical das sete edições do evento “Brasil Rural Contemporâneo”, produtora de desfiles de moda do projeto Talentos do Brasil, adaptadora e diretora artística do show da cantora Elza Soares “Elza Canta e Chora Lupi”, curadora e produtora dos eventos. Idealizadora e produtora do projeto “Conexões Globais” com várias edições, coordenadora de eventos da Secretaria de Comunicação Social do Ministério do Desenvolvimento Agrário onde realizou vários eventos nas diversas regiões do Brasil entre 2006 e 2010. Dirigiu o making off do projeto “Sons e Imagens da Terra” em 2015. Coordenou a equipe de cenografia e decoração urbana do Natal Luz de Gramado nas edições 2015/16 e 2019, coordenou a publicação “Xadalu-Movimento Urbano” vencedor Prêmio Fac, idealizou e produziu os projetos “Kombi na Rede” e “Deslocamentos 4D” entre outros trabalhos. Em 2017 foi contemplada no edital de ocupação da CAIXA Brasília com o projeto Palco Visceral. Em 2018 foi contemplada no edital Rumos Itaú Cultural com o Projeto Tertúlia Visceral onde dirigiu o trabalho musical e audiovisual com os Mestres Bule e Ortaça. Dirigiu o episódio Bule Bule no Projeto Visceral Brasil para a TV Brasil.

Ficha técnica:

Direção, Roteiro e Cenário

CARLA JONER

Curadoria Baluartes

MARIA ANTONIA BRASIL E VALDINEI NASCIMENTO

Direção de Produção

MARIANGELA SEDREZ

Produtor Executivo Audiovisual e Roteiro

RENE GOYA FILHO

Produtora base Audiovisual

LILI MACHADO 

Assistente de saídas Audiovisual

VINICIUS CRUXEN

Produtora de Estudio

KIKI JONER E IVANA CORREA GOYA

Assistentes Produção

FABIO DOS SANTOS, LUIZ STAN, MARIANA ALENCATRO RODRIGUES

Fotografia

RAFA WILHELM

Câmeras

MARCELO SANTOS

Narração Temas Enredo

LOMA

Trilha sonora

GIOVANE BERTI

Iluminação

DIEGO TEIXEIRA

Cenotécnico

JORGE SODRÉ E  CHICO PASSOS

Figurino Cenográfico

MANO BRUM

Assessoria Imprensa

MARIELE SALGADO DURAN

Designer

KATIA OZÓRIO

Coordenadora redes sociais, Social Media

ANA CAROLINA

Captação de Making of web

GUILHERME FRAGA

Montagem videos web

THIANA PINTO

Criação videos  Animação

RAMIRO SIMCH

Acervos Pesquisados

Museu Comunicacao Hipolito Jose da Costa

Museu Joaquim José Felizardo

PLATÉIA DAS AULAS ESPETÁCULOS

ONG RENASCER DA ALEGRIA, PEQUENA CASA DA CRIANÇA, COMUNIDADE DO PORTO SECO, GRUPO DE DANÇA BRASIL ESTRANGEIRO E JOVENS DA TRIBO COMANCHE

AGRADECIMENTO

UECGAPA E AS ESCOLAS DE SAMBA DOS GRUPOS OURO, PRATA , BRONZE E TRIBO DE PORTO ALEGRE E REGIÃO METROPOLITANA   

APOIO

ESTAÇÃO FILMES  

IDEALIZAÇÃO E REALIZAÇÃO

JONER PRODUÇÕES 

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