MSF alerta para impactos da mudança climática sobre a saúde

Médicos Sem Fronteiras (MSF) está atenta ao impacto da mudança climática sobre os pacientes atendidos pela organização e suas atividades médicas de emergência. MSF já atua em muitas das mais graves crises que acontecem hoje no mundo, como conflitos, desastres, doenças e deslocamentos, e está testemunhando as consequências e o grande impacto que as mudanças climáticas e a degradação ambiental podem ter sobre pessoas extremamente vulneráveis.

Organização participa por primeira vez da conferência da ONU sobre clima, que começa domingo

Médicos Sem Fronteiras (MSF) está atenta ao impacto da mudança climática sobre os pacientes atendidos pela organização e suas atividades médicas de emergência. MSF já atua em muitas das mais graves crises que acontecem hoje no mundo, como conflitos, desastres, doenças e deslocamentos, e está testemunhando as consequências e o grande impacto que as mudanças climáticas e a degradação ambiental podem ter sobre pessoas extremamente vulneráveis.

Por este motivo, MSF participa de forma oficial pela primeira vez da Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, a COP26, que começa neste domingo na cidade escocesa de Glasgow.

Em diversos países onde atua, MSF responde a situações provavelmente relacionadas à mudança climática e ambiental, e o quadro deve se agravar nos próximos anos. Isso inclui doenças infecciosas transmitidas por insetos (como a malária) ou pela água (como a diarreia), que são afetadas pelas mudanças de temperatura e dos regimes de chuvas. Também é possível citar desnutrição, devido a secas prolongadas, e outros eventos extremos, como inundações e ciclones.

Neste momento, MSF está revisando suas estratégias operacionais para melhorar a capacidade de responder a este tipo de emergência. Adaptar as atividades à realidade imposta pela mudança climática permitirá continuar provendo a melhor assistência possível aos pacientes onde eles mais necessitam.

“Apesar de as equipes de MSF serem formadas por profissionais médico-humanitários, não por cientistas do clima, por muitos anos testemunhamos como a mudança climática provavelmente exacerbou crises humanitárias e de saúde em múltiplos contextos onde atuamos. E temos o dever de falar sobre aquilo que vemos”, afirmou Carol Devine, referente de MSF para assuntos relacionados à Mudança Climática.

Para conhecer projetos impactados pela mudança climática e o que a organização está fazendo para se adaptar a esta realidade, acesse o relatório elaborado por MSF em colaboração com a revista científica Lancet. Acesse a página e clique “2021 MSF Policy Brief” (documento em inglês) https://www.lancetcountdown.org/resources/ 

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