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quinta-feira, agosto 19, 2021

Iniciativas verdes mudam a relação de refugiados e migrantes com meio ambiente em abrigos temporários no Brasil

Em um dos abrigos temporários para refugiados e migrantes venezuelanos em Boa Vista, Julio Bastardo acorda para se encontrar com os amigos e realizar sua nova atividade favorita: cuidar do projeto de aquaponia do abrigo.


Aquaponia e o biodigestor ajudam a reduzir desperdício, gerar energia renovável e produzir fertilizantes para hortas, reduzindo impactos da Operação Acolhida no meio ambiente local


Em um dos abrigos temporários para refugiados e migrantes venezuelanos em Boa Vista, Julio Bastardo acorda para se encontrar com os amigos e realizar sua nova atividade favorita: cuidar do projeto de aquaponia do abrigo. Apesar do calor, o grupo de adolescentes se mostra muito feliz, já que é hora de limpar o tanque de peixes deste sistema que combina piscicultura com cultivo de vegetais e hortaliças utilizando a mesma fonte de água. Membro do Comitê de Sustentabilidade do abrigo, Julio está entusiasmado com a atividade.


Ele tem 14 anos e quer ser arquiteto. “Tudo o que estou aprendendo, como reaproveitar água utilizada, reciclar resíduos e preservar a natureza para o futuro, vai me ajudar a construir casas de forma mais ecológica”, afirma. “Esse sistema traz benefícios para todos nós e para a natureza”, acrescenta Julio, que faz parte do grupo de 20 jovens e crianças envolvidas na iniciativa implementada no Espaço Emergencial 13 de Setembro – um dos abrigos da Operação Acolhida, resposta governamental ao fluxo de refugiados e migrantes da Venezuela para o Brasil.


Não muito longe dali, outra iniciativa verde vem acontecendo: a partir de resíduos orgânicos, um biodigestor está gerando energia renovável para o abrigo São Vicente 2, reduzindo o volume de lixo que seria despejado no aterro sanitário municipal de Boa Vista. O biodigestor também produz biofertilizante líquido para irrigar, com muitos nutrientes, os pequenos jardins do abrigo. O sistema foi instalado em janeiro e começou a produzir biogás desde março. Atualmente, está processando 30% do lixo orgânico gerado no local, reduzindo o impacto na infraestrutura local e fornecendo 35% do biogás consumido pela cozinha comunitária do abrigo.


Tanto o projeto de aquaponia quanto o biodigestor são atividades de uma estratégia pioneira implementada pelo ACNUR (Agência da ONU para Refugiados), com apoio do PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente) e da UNIDO (Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial) no norte do Brasil, onde milhares de refugiados e migrantes da Venezuela são protegidos e assistidos pela Operação Acolhida.


Clique aqui para acessar o texto completo no site do ACNUR. 

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