Distúrbios do sono avançam no Brasil e já afetam milhões de adultos silenciosamente
Dormir mal não é frescura
O que muita gente encara como um simples incômodo noturno pode ser, na verdade, um sinal claro de problema sério. O ronco frequente e alto está diretamente ligado à apneia obstrutiva do sono, uma condição médica que interrompe a respiração repetidas vezes durante a noite e compromete todo o organismo.
Segundo dados da Associação Brasileira do Sono, cerca de 40% da população adulta ronca. Em São Paulo, um estudo do Instituto do Sono revela um número ainda mais preocupante: três em cada dez paulistanos sofrem de apneia do sono. Não é pouco. E não é inofensivo.
Enquanto o ronco isolado é apenas o som provocado pela vibração dos tecidos da garganta, a apneia acontece quando as vias aéreas colapsam parcial ou totalmente, interrompendo a passagem do ar por 10 segundos ou mais, várias vezes por hora. O resultado é um sono fragmentado, baixa oxigenação do sangue e um corpo que nunca descansa de verdade.
O diagnóstico precoce faz toda a diferença. A apneia do sono é considerada uma doença sistêmica e, quando moderada ou grave, está associada a riscos elevados de hipertensão arterial, arritmias cardíacas, infarto, AVC e diabetes tipo 2. Em bom português: não tratar pode sair caro.
De acordo com o cirurgião bucomaxilofacial Dr. Otávio Pelucio (CRO: SP/140226), do Grupo São Lucas de Ribeirão Preto, a avaliação especializada é essencial para identificar as causas anatômicas do problema e definir o melhor caminho terapêutico.
“Muitos pacientes apresentam alterações ósseas faciais que reduzem o espaço das vias aéreas, como mandíbula pequena ou retraída e maxila estreita. Essa visão integrada nos permite indicar desde tratamentos conservadores até cirurgias com alto grau de previsibilidade, sempre com planejamento individualizado”, explica o especialista.
O ronco deve acender o sinal de alerta quando é frequente, intenso, irregular e vem acompanhado de sintomas durante o dia, como sonolência excessiva, fadiga crônica, dificuldade de concentração, dores de cabeça matinais, sensação de sufocamento ao acordar e até queda de libido. O corpo fala — o problema é quando ninguém escuta.
Para confirmar o diagnóstico, o exame padrão é a polissonografia, que analisa parâmetros como fluxo respiratório, batimentos cardíacos, atividade cerebral e oxigenação do sangue durante o sono. Exames complementares, como tomografias e imagens em 3D, ajudam a identificar com precisão o ponto de colapso das vias aéreas.
“Muitos pacientes convivem anos com a apneia sem saber, tratando apenas sintomas isolados. Ao longo do tempo, isso afeta a memória, o desempenho profissional e aumenta o risco de complicações cardiovasculares e neurológicas de forma cumulativa”, alerta o médico.
As opções de tratamento variam conforme a gravidade da doença e as características anatômicas de cada paciente. Casos leves podem responder bem a mudanças no estilo de vida e ao uso de aparelhos intraorais de avanço mandibular. Já em situações mais complexas, ou quando há baixa adaptação ao CPAP, a cirurgia pode ser a melhor alternativa.
“Procedimentos como a cirurgia ortognática com avanço maxilomandibular apresentam taxas elevadas de sucesso e promovem um aumento significativo do volume das vias aéreas. Em muitos casos, conseguimos reduzir drasticamente o índice de apneia ou até resolver completamente o problema. O essencial é que o tratamento seja individualizado, baseado em evidências científicas e conduzido por uma equipe capacitada, sempre com foco na saúde, na segurança e na qualidade de vida do paciente”, conclui Dr. Otávio Pelucio.
Sobre o Grupo São Lucas
O Grupo São Lucas de Ribeirão Preto (SP) é referência em medicina de excelência há mais de 50 anos, reunindo médicos especialistas, atendimento humanizado e estrutura própria com alta tecnologia. É composto pelo Hospital São Lucas, Hospital São Lucas Ribeirania e São Lucas Medicina Diagnóstica. O grupo é administrado pela Hospital Care, holding de serviços de saúde que reúne mais de 30 unidades entre hospitais e clínicas em sete cidades brasileiras.
Nota do Editor – Portal Splish Splash
Roncar pode até ser motivo de brincadeira, mas ignorar os sinais do corpo nunca foi uma boa ideia. Informação, diagnóstico e tratamento são aliados diretos de noites melhores e dias mais saudáveis.
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Distúrbios do sono avançam no Brasil e já afetam milhões de adultos silenciosamente
Uma romântica que acredita no amor eterno. Redatora do Portal Splish Splash. VER PERFIL
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