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domingo, fevereiro 07, 2021

BRANKA - Primeira entrevista sobre a sua carreira e o seu novo trabalho cantando Tom Jobim

Em primeira entrevista falando decarreira e de seu novo trabalho, a cantora curitibana Branka, de uns anos pracá, fincou residência no Rio de Janeiro, desenvolvendo uma carreira com ótimasreferências e ladeada de tarimbados mestres do samba carioca, tais como ZecaPagodinho, Sombrinha e Carlinhos 7 Cordas. Branka tem na bagagem um trabalhopautado por momentos marcantes.


Por: Elias Nogueira


Em primeira entrevista falando de carreira e de seu novo trabalho, a cantora curitibana Branka, de uns anos pra cá, fincou residência no Rio de Janeiro, desenvolvendo uma carreira com ótimas referências e ladeada de tarimbados mestres do samba carioca, tais como Zeca Pagodinho, Sombrinha e Carlinhos 7 Cordas. Branka tem na bagagem um trabalho pautado por momentos marcantes.


Em tempo: A cantora gravou a versão de um clássico de Tom Jobim e Vinicius de Moraes em ritmo de samba de quadra.


Ela conta tudo no decorrer desta entrevista.


Elias Nogueira – Você canta samba e bossa nova, gosta de jazz, blues..

Branka - Realmente, sou bastante eclética. Eu gosto muito de samba, mas escuto jazz, blues, ouço rock nacional e internacional também - gosto do pop. Tenho que estar sempre ligada no que acontece no mercado, descobrir coisas novas. Na música procuro sempre aprender, sempre tem algo novo para descobrir e ficar atualizada com o que acontece.


- De Curitiba para Rio de Janeiro, fale um pouco sobre esta mudança de cidades.

- Sou curitibana e já cantava samba por lá, mas não era envolvida nesse universo. Quando cheguei ao Rio de Janeiro em 2011, para divulgar um trabalho "Amor Solene", álbum independente, eu transitava entre outros estilos da MPB. Do Rio fui conhecer a Pedra do Sal, ali no Largo de São Francisco da Prainha. Fui com um amigo e vi aquela coisa linda acontecendo, aquela roda de samba. Naquele momento deu um estalo em minha cabeça e resolvi fazer um projeto de samba.

Conversei com Nilo Romero, meu produtor na época, ele indicou Carlinhos 7 Cordas. Foi assim que fui inserida neste universo.


- Trabalhos, conhecendo os Mestres do Samba...

- Eu ia para rodas de samba, conheci vários compositores. Gravei o disco "Barra da Saia" com a participação especial de Zeca Pagodinho na faixa-título, sendo este trabalho indicado ao prêmio "Grammy Latino" na categoria "Melhor Engenharia de Som", e ainda, ao "Prêmio da Música Brasileira", na categoria "Melhor Álbum de Samba". A faixa-título "Barra da saia", minha parceria com Carlinhos 7 Cordas, foi indicada ao "Prêmio Multishow" na categoria "Melhor Samba". Fiquei muito à vontade neste novo mundo, na convivência com amigos e alegria que o samba nos proporciona.


Existe diferença do Rio para Curitiba?

- Existe diferença, sim! O Rio de Janeiro é o berço dos sambistas - aqui temos acesso maior no cenário do samba, a maioria dos compositores é do Rio de Janeiro. Em Curitiba tem um mercado de samba muito bom, têm compositores paranaenses, músicos, sambistas; é um mercado menor, mas muito precioso.


– E a carreira? Fale um pouco sobre o começo e como está na atualidade, agora em 2021. Quais são as expectativas?

- Minha carreira musical começou muito cedo. Cantava (com 15 anos) em bares, depois comecei a me profissionalizar gravando discos.


Fiz um trabalho independente e acabei assinando com a EMI em 2000. Deste contrato nasceu "Faces Fases”, lançado em 2003. Depois veio "Amor Solene" em 2008, no qual regravei composições de Samuel Rosa e Herbert Vianna, além de uma versão em português, de minha autoria, para "Close to you", intitulada "Sonho azul", autorizada pelo autor Burth Bacharach, pessoalmente, em sua vinda ao Brasil.


No ano de 2013 lancei o CD "Barra da Saia"; depois veio "Trilogia Folhas Douradas" em 2015 - com composições inéditas de Nei Lopes, Moacyr Luz, Toninho Geraes, Aluísio Machado, Fred Camacho, Leandro Fab, Leandro Fregonesi e Xande de Pilares, este último fez participação especial na faixa "Amor de luta", uma parceria nossa. Deste trabalho destaco também a faixa "Banho de mar", parceria com Carlinhos 7 Cordas e na qual contei com a participação especial de Arlindo Cruz, além da faixa "Rio Santo", uma parceria minha com Toninho Nascimento. Depois veio "Trilha Sonora", disco de músicas inéditas do compositor Sombrinha, no qual fui convidada a participar no ano de 2019.


Fiz um espetáculo em homenagem à Clara Nunes intitulado "Branka Canta Clara", do qual saíram três singles: "Feira de Mangaio" (Sivuca e Glorinha Gadelha), "Menino Deus" (Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro), "É doce morrer no mar", de Dorival Caymmi. Por esta época, lancei outro single, desta vez com a composição “Palavras sinceras”, de minha autoria e em homenagem às mulheres que sofrem de abusos durante a pandemia, o qual lancei em 2021. Agora o meu novo trabalho é a regravação de "A felicidade" de Tom Jobim e Vinicius de Moraes, mas com uma levada de samba de quadra.


– Você gosta de bossa nova?

- Escuto bossa nova desde menina. "A felicidade" é uma canção que eu cresci ouvindo. Essa música me acompanha desde início de carreira quando atuava em bares, sempre cantava.


– O que lhe inspira a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro?

- Neste período que estou no Rio de Janeiro, desde 2011, quando comecei a me envolver com o mundo do samba, tive a ideia de trazer a bossa nova para a Sapucaí (Marquês de Sapucaí - onde ocorrem os desfiles das escolas de samba do Rio). Peguei "A felicidade" e gravei em samba de quadra, que é para o povo matar a saudade do Carnaval que não acontecerá neste ano de 2021, quem sabe, somente no ano que vem. É o que esperamos. 


Branka - A Felicidade | Tom Jobim/Vinícius de Moraes

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