ROBERTOLOGIA EM DESTAQUE

10/06/2020

O que acontece agora?

 

Desde que o Covid-19 apareceu, instaurando o pânico e a tragédia em nossas vidas, muita coisa mudou.

Por: Lucia Moyses*


Desde que o Covid-19 apareceu, instaurando o pânico e a tragédia em nossas vidas, muita coisa mudou. Desde o início da quarentena, diversas pessoas perderam o emprego e sentiram, somado ao medo da morte, o medo da fome. Como sustentar suas famílias? O que fazer agora?


Uma batalha nunca antes vista tomou conta da população. Aqueles que mantiveram seu trabalho e salário, podendo trabalhar em casa ou aqueles que tinham uma poupança confortável defendiam o isolamento com um ardor sem igual. Já aqueles que corriam o risco de ficar sem trabalho ou fechar seus negócios bradavam contra a quarentena, alegando que era tudo um golpe contra o governo ou exagero da mídia.


Hoje, embora ainda não exista uma vacina contra o vírus, a vida está voltando ao normal. Quem ainda tem emprego pode ou não voltar para a empresa, uma vez que já existe uma forte tendência para que o home office permaneça. Mas e quem perdeu seu emprego ou fechou seu negócio? O que fazer agora?


Em primeiro lugar, é preciso acreditar que toda mudança é positiva, bem como a crise. Newton criou a Teoria da Gravidade durante a quarentena de peste bubônica. Miguel de Cervantes escreveu Dom Quixote enquanto estava na prisão. Viktor Frankl elaborou a Logoterapia no campo de concentração. Quantos outros não tão conhecidos não teriam também conseguido grandes feitos ou descoberto talentos ocultos?


O ser humano é criativo. É adaptável. É flexível e resiliente. Todos? Talvez não, a princípio, porém todos nós possuímos essas capacidades dentro de nós. Todos podemos desenvolvê-las, se necessário.


A Inteligência Emocional afirma que temos quatro áreas de autoconhecimento definidas pela Janela de Johari: a área livre, a área oculta, a área cega e a área de desenvolvimento. A área livre é aquela onde o que eu sei sobre mim é o mesmo que o outro sabe sobre mim. A área oculta é aquela em que eu sei coisas a meu respeito que ninguém mais sabe. A área cega é aquela em que os outros sabem algo a meu respeito que eu desconheço. A área de desenvolvimento é aquela em que tenho aptidões desconhecidas e que só serão reveladas quando eu realmente precisar.


O isolamento, a crise do Covid-19 permitiu que diversas pessoas descobrissem talentos ocultos, habilidades que elas mesmas desconheciam até então. Alguns começaram a escrever e perceberam, surpresos, que eram bons com as palavras. Outros começaram a cozinhar para vender e agora não querem fazer outra coisa. Outros, ainda, fizeram algumas lives e descobriram que têm o dom da oratória. Infelizmente, alguns passaram o tempo todo reclamando e se lamentando e não tiveram oportunidade de descobrir suas aptidões ocultas. Mas elas estão lá. Só precisam de uma chance para se revelar.


A quarentena ainda não terminou, embora o isolamento esteja cada vez mais afrouxado. Quem está sem trabalho, preso em sua casa, pode começar a estudar. Há diversos cursos online muito abaixo do preço normal e mais acessível para quem está sem dinheiro. Cursos gratuitos são disponibilizados a todo momento. Por que não aproveitar essa chance para aprender alguma coisa nova? Quem sabe uma nova profissão, um novo emprego não surja desse estudo?


Quem fechou seus negócios sabe que tem a capacidade de ser empreendedor. Há várias pessoas dispostas a ajudar quem está tentando se aventurar por esse caminho. Coachings são excelentes opções nesse momento. Não pode pagar? Negocie.


Há diversas lives todos os dias no Instagram. Vídeos no Youtube. Nunca foi tão fácil ter acesso às informações.


O que dizer de crianças que estão em casa há seis meses, contendo toda aquela energia que lhes é essencial? Grupos muito criativos estão visitando essas crianças, por vídeo, fantasiados de super-heróis ou princesas. Os pequenos adoram e os pais agradecem.


Pense, reflita. Quais são seus talentos ocultos? Essa é a hora de descobrir. Você pode se surpreender e constatar que nunca foi tão feliz como agora, fazendo exatamente aquilo que gosta e nasceu para fazer.


Somos criativos, somos curiosos, somos talentosos. Todos nós. Deixe a crise ajudá-lo. Não lute contra ela. A vida está lhe dando outra chance. Aproveite. Fácil? De modo algum. Possível? Certamente. Recompensador? Pode acreditar.  


*Lucia Moyses é psicóloga, neuropsicóloga e escritora www.luciamoyses.com.br)


Natural de São Paulo, Lucia teve sua primeira formação em análise de sistemas pela FATEC (Faculdade de Tecnologia do Estado de São Paulo), complementando os seus estudos com curso de pós-graduação na UNICAMP (Universidade de Campinas). Atuou nessa área por mais de 20 anos e foi convidada para ser coautora em uma obra da IBM, em sua sede nos Estados Unidos. Administrou cursos e palestras, inclusive para pessoas com necessidades especiais. 


A partir desta experiência, a escritora se interessou pela área de humanas. Foi então que decidiu seguir a carreira de Psicóloga, concluindo o bacharelado na FMU (Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas) e, logo depois, se especializando em Neuropsicologia e Reabilitação Cognitiva pelo (INESP) - Instituto Nacional de Ensino Superior e Pesquisa. 

Em 2013, a autora lançou seu primeiro livro “Você Me Conhece?” e dois anos depois o livro “E Viveram Felizes Para Sempre”, ambos com um enfoque em relacionamentos humanos e psicologia.

Três anos após a especialização em Neuropsicologia, Lucia lançou os três primeiros livros: “Por Todo Infinito”, “Só por Cima do Meu Cadáver” e “Uma Dose Fatal”, da coleção DeZequilíbrios. Composta por dez livros independentes entre si, a coleção explora a mente humana e os relacionamentos pessoais. Cada volume conta um drama diferente, envolvendo um distúrbio psiquiátrico, tendo como elo o entrelaçamento da vida da personagem principal. 

Em 2018, a psicóloga lançou mais três livros: “A Mulher do Vestido Azul”, “Não Me Toque” e “Um Copo de Veneno”, totalizando seis livros da coleção. Em 2020, Lucia, lança o livro "A Outra". 

Instagram: @Lucia.moyses 

Sem comentários:

Publicar um comentário

ESTIMADO LEITOR: esteja à vontade para partilhar e comentar este post em qualquer rede social, mas não esqueça de comentar aqui no próprio post. O autor agradece,

Topo