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8/31/2020

Tartarugas Até Lá Embaixo: DIGAØ pauta TOC em single de estreia


Faixa tem participação de Nando Basetto, guitarrista do Garage Fuzz


O cantor e produtor Rodrigo D’Sales Monteiro divulgou o seu primeiro single solo sexta-feira (28): Tartarugas Até Lá Embaixo. O lançamento ocorre sob o pseudônimo DIGAØ e tem participação especial do guitarrista do Garage Fuzz, Nando Bassetto. A faixa visa conscientizar sobre o Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC) à medida que retrata o cotidiano de um portador do distúrbio.

O instrumental é baseado na atmosfera noventista, contando com doses de grunge e punk. Desta forma, bandas como Mudhoney, Sex Pistols, Nirvana, Pearl Jam e Titãs foram as principais referências durante as sessões de gravação. 


Com vasta experiência na indústria fonográfica, atuando nos bastidores de gravadoras como Universal Music e Som Livre até meados de 2019, DIGAØ gravou a voz e todo o instrumental da faixa em casa, com exceção às linhas de guitarra - que foram captadas por Nando no Estúdio PlayRec, em Santos (SP). 

Segundo DIGAØ, o processo de gravação foi diferente do usual. ”Este single é fruto do Musikorama Studio Online, formato onde realizo a produção musical através de todo um ambiente virtual. Assim, uso simuladores, interfaces e afins. Para gravar Tartarugas Até Lá Embaixo, acoplei um microfone condensador no guarda-roupas e fechei as janelas e as portas do quarto com cobertores. Tudo isso para obter um maior isolamento acústico enquanto  também evitava o incômodo dos vizinhos”.

Nando, por sua vez, ressalta a essência orgânica da faixa. “Foi muito legal ter participado desse som. Peguei a guitarra, pluguei direto no ampli e deixei fluir. Simples assim! Usei uma Gibson SG num Marshall JCM 900 durante a gravação”. 

Arte da capa por DIGAØ
John Green e a inspiração literária

Tartarugas Até Lá Embaixo também é o título de um livro de John Green, sendo este publicado em 2017. Segundo DIGAØ, a música foi composta baseada na personagem central da obra. “A literatura é uma grande paixão para mim. Por isso, senti a necessidade de trazer isso na música. Escolhi um livro pop porque também viso fomentar a leitura e a discussão comportamental para o público mais jovem”.

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